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C. Bulguların değerlendirilmesinde kullanılan istatiksel yöntemler

VIII. KAYNAKLAR

Aqui se propõe apresentar brevemente alguns exemplos de bens culturais imóveis, sítios urbanos e arqueológicos, no Brasil e no mundo, que receberam adaptações para garantir o usufruto do patrimônio pelas mais diversas pessoas.

Um estudo detalhado sobre cada uma dessas e de outras intervenções, mostrando os elementos condicionantes das decisões e os resultados obtidos deve ser fruto de publicações, em especial dos órgãos de preservação, de forma a divulgar soluções e caminhos bem sucedidos. Infelizmente, tal compilação, prevista no item 2.5 da Instrução Normativa do IPHAN n° 01/200342, nunca foi feita em

âmbito nacional ou regional. Outro ponto da Instrução dá apoio a essa possibilidade:

1.3.1. Os imóveis próprios ou sob a administração do Iphan deverão atender as exigências da LF 10.098/2000, especialmente o estabelecido no art. 23 da referida lei, observando-se as seguintes orientações:

a) Soluções em acessibilidade deverão ser implementadas em curto prazo, tendo em vista proporcionar à comunidade o efeito demonstrativo da ação do Iphan, verificada a disponibilidade imediata

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“2.5. Sistematizar experiências e compilar padrões e critérios, avaliados e aprovados pelas unidades do Iphan, a fim de instruir Manual Técnico destinado a estabelecer parâmetros básicos para acessibilidade aos bens culturais imóveis acautelados em nível federal, e propiciar a atualização permanente dos procedimentos, instrumentos e práticas da Instituição.”

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de recursos técnicos e financeiros.

b) Os bens culturais imóveis acautelados em nível federal serão adaptados gradualmente, com base nesta Instrução Normativa, em ações propostas pelo Iphan, por seus respectivos Departamentos, Superintendências e Unidades, respeitando-se a disponibilidade orçamentária, os níveis de intervenção estabelecidos pelos responsáveis para cada imóvel, a ordem de relevância cultural e de afluxo de visitantes, bem como a densidade populacional da área no caso de sítios históricos urbanos.

Quase dez anos depois, atendendo a esse item, que exige adequações em curto prazo e de forma gradual, atualmente não faltariam bons exemplos a ser publicados. Essa é uma demanda urgente do órgão e o recurso deve estar previsto anualmente no orçamento, no entanto não se vê o resultado. Portanto, qual será o efeito demonstrativo da ação do IPHAN para a comunidade?

Casos pontuais são divulgados, mas nunca com a riqueza de detalhes que se gostaria e se deveria conhecer para servir de material de consulta de profissionais envolvidos em novas realizações. Tudo isso torna as ações isoladas e o debate inativo.

Desta forma segue-se um conjunto até certo ponto aleatório de exemplos nacionais e internacionais, sem uma avaliação aprofundada, pois a ausência de informações torna difícil realizar uma crítica fundamentada. O que justifica, também, o nível desigual de detalhamento entre os exemplos a seguir.

Theatro Municipal de São Paulo  São Paulo

O edifício de estilo eclético com influência da Ópera de Paris foi inaugurado em 1911 pelos arquitetos Domiziano Rossi e Cláudio Rossi, do escritório de Ramos de Azevedo, e passou por intervenções nos anos 1950, 1980 e

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novamente agora em 2011, no seu centenário.

Figura 5  Vista noturna do Teatro Municipal. Foto: Jefferson Pancieri/SPTuris.

Figuras 6 e 7  Plataforma inclinada no acesso lateral do Teatro. Foto: Paula Dias/Acervo PMSP-CPA. Data: abr. 2004.

Essa forma de acesso lateral permanece ainda hoje, mesmo após a ampla restauração por que passou o teatro, reinaugurado em 2011. Resta saber, se a manutenção dessa condição, proposta há mais de dez anos, passou por reavaliação ou se o assunto foi ignorado.

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Biblioteca Mario de Andrade  São Paulo

Além do patrimônio em si que é a construção art déco de 1935 de autoria do arquiteto francês Jacques Pilon, a Biblioteca Mario de Andrade guarda um acervo com mais de 3 milhões de itens, entre livros, periódicos, mapas e materiais audiovisuais, o que torna especialmente importante garantir o acesso de todos à riqueza cultural ali disponibilizada.

A Biblioteca passou por um profundo processo de modernização e restauro a cargo do escritório Piratininga Arquitetos Associados, de 2006 a janeiro de 2011. De forma relutante, como afirma Cambiaghi (2011, p. 219), a acessibilidade foi incorporada ao programa de necessidades durante a elaboração do projeto.

Figura 8  Vista da Biblioteca Mário de Andrade e detalhe da plataforma na lateral da entrada principal. Foto: Piratininga Arquitetos Associados.

Foi instalada, assim, uma plataforma vertical de acesso, posicionada na lateral do edifício, e bastante próxima da entrada principal. Porém, não há

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sinalização direcional orientando sua localização a partir do acesso principal. A plataforma se torna tão discreta frente à monumentalidade do edifício que não produz qualquer ruído visual para a preservação.

Figura 9  Detalhes do projeto de acessibilidade da Biblioteca Mário de Andrade. Revista AU. Data: jan. 2012.

Na outra entrada, que fica na Av. São Luís, e é a mais próxima da Biblioteca Circulante, foi colocada uma rampa metálica sobreposta aos degraus para o acesso de todos. Internamente, outra plataforma vertical garante o acesso ao

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mezanino onde fica parte do acervo. No átrio central, um elevador dá acesso a todos os pavimentos. Além disso, há no local sanitários acessíveis, em diversos pavimentos, rampa para o palco no auditório, corrimãos adequados e pisos táteis.

Figura 10  Entrada da Biblioteca pela Av. São Luís.

Foto: Maíra Acayaba/Revista AU. Data: jan. 2012. Foto: Maíra Acayaba/Revista AU. Figura 11  Plataforma vertical. Data: jan. 2012.

O resultado foi uma adaptação eficaz e condizente com as necessidades do público que ainda carecia de forma de participação digna nesse importante patrimônio da cidade.

Casa nº 1  São Paulo

Conhecida desta forma por situar-se ao nº 1 da antiga Rua do Carmo - atual Rua Roberto Simonsen nº 136-B  a Casa nº 1 é um sobrado de três andares com resquícios da casa de taipa de pilão, de 1689, que existiu sob a que está lá hoje de alvenaria de tijolos.

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Paulo, que compõem o Museu da Cidade de São Paulo, juntamente com outras 12 edificações históricas, para exemplificar a evolução das técnicas construtivas da cidade, representando o uso residencial aristocrático na segunda metade do século XIX.

Figura 12  Vista da Rua Roberto Simonsen da Casa nº1. 2012.

Permaneceu fechada de 2008 a 2011, para obras de restauro, que incluíram a reparação integral da parte estrutural, rede de lógica e telefonia, instalação do reservatório para combate a incêndio, intervenções nas pinturas ornamentais internas e adaptação à acessibilidade. Ao ser reaberta recebeu a alcunha de Casa da Imagem e guarda o Acervo Iconográfico municipal, coleção de 710 mil fotografias.

A entrada nivelada com a calçada convida o transeunte a entrar e garante o acesso com autonomia. Internamente, um elevador foi instalado aproveitando o espaço físico de um antigo pátio interno da casa. Pisos táteis de alerta, do tipo placa

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colada, foram colocados em frente à degraus, escadas e elevador, e há um sanitário acessível para uso dos visitantes.

Figura 13  Entrada. 2012. Figura 14  Escada de

circulação geral. 2012. Figura 15  Elevador. 2012.

Figura 16  Sanitário acessível. 2012.

Havendo interesse e compreensão de que um espaço para o público não está pleno se não contemplar o acesso e uso de todos, sempre haverá recursos e soluções para promover a adequação dentro dos limites de preservação.

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Theatro Municipal do Rio de Janeiro  Rio de Janeiro

Figura 17  Fachada principal do Theatro Municipal do RJ. Foto: Caru Ribeiro

Uma das casas de espetáculo mais importantes do Brasil, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, também inspirado na Ópera de Paris, resultou da fusão dos projetos de autoria de Francisco de Oliveira Passos e de Albert Guilbert, que obtiveram o 1º lugar no concurso de projetos para o novo teatro realizado pela prefeitura. Inaugurado em 1909, dois anos antes do teatro paulista, dispunha de mais de 2 mil assentos para seus espetáculos.

De 2009 a 2010 o teatro passou por um restauro como nunca havia sido realizado em seus 100 anos de história. A intervenção incluiu recuperação do telhado, reforma elétrica e hidráulica, restauração de camarins e da sala de espetáculos.

No que se refere à acessibilidade, foi o momento de rever conceitos, já que o local já tinha recebido adequações para garantir o acesso. Segundo a arquiteta Maria Regina Pontin de Mattos do INEPAC/RJ, a solução anterior, um equipamento para subir degraus na entrada da rua posterior do teatro, foi

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considerada muito excludente. Assim, na nova intervenção uma bilheteria foi suprimida para que no local fosse instalado um elevador que permitisse o acesso pela entrada principal.

Quem usa cadeira de rodas ou tem algum outro comprometimento motor que impeça subir escadas fica restrito à plateia, segundo Carla Camurati, presidente da Fundação Theatro Municipal, por conta da própria estrutura do teatro que impossibilitou dar acesso a outras áreas43.

A solução adotada anteriormente talvez fosse suficiente para a tecnologia disponível e para os conceitos de inclusão e acessibilidade em vigor. E nada mais correto do que aproveitar um momento de ampla intervenção para reavaliar as posturas e sua validade, em busca de garantir um acesso mais equitativo.

Segundo a Profa. Dra. Regina Cohen44, arquiteta associada ao programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apesar da importante mudança ainda há problemas. Ao descer do carro não há rampa para subir a calçada e o piso do passeio em mosaico português também prejudica o acesso; do foyer à plateia existem dois degraus que são transpostos normalmente por rampas móveis, mas no dia de sua visita não estavam disponíveis e teve de ser carregada; e o sanitário, como observou, também tem inadequações. Ou seja, a necessária revisão do acesso foi feita, mas outros pontos permanecem carentes de novo exame, e fica a incógnita de quando haverá momento tão oportuno para tal.

43 Segundo notícia publicada, em 27 maio 2010

, no Portal R7: “Teatro municipal do Rio é reinaugurado nesta quinta”. Disponível em: <http://noticias.r7.com/cidades/noticias/theatro-municipal- do-rio-e-reinaugurado-nesta-quinta-20100527.html>. Acesso em: 29 set. 2011.

44 COHEN, R. Sobre o Teatro Municipal. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por

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Igreja do Nosso Senhor do Bonfim em Salvador  Bahia

A igreja do Senhor do Bonfim foi erguida a partir de 1745, em estilo barroco e concluída em 1772, com a chegada das imagens do Senhor Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia, trazidas de Portugal.

Figura 18  Escadaria na fachada principal da Igreja do Bonfim. 2009.

Em janeiro de 2010, nessa que é uma das igrejas mais visitadas de Salvador, finalmente os fiéis com deficiência também tiveram oportunidade de participar de suas missas e prender fitinhas do Bonfim, e fazer seus pedidos, nas grades em frente à famosa escadaria.

Tudo isso, graças a uma pequena adequação utilizando rampas no acesso lateral da Igreja do Bonfim. O acesso lateral se fez necessário devido à escadaria que fica no acesso principal. A rampa colocada na fachada lateral tem duas vantagens nesse caso: o desnível a ser vencido é menor, por conta da própria topografia, e não há alteração na fachada principal. Com esse conjunto de rampas se chega à entrada lateral e à frente da igreja.

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Figura 19  Rampa de alvenaria na fachada lateral.

Foto: Eduardo Romero. Data: 2010. Figura 20  Rampa metálica para entrada lateral e acesso à parte frontal. 2011.

A rampa metálica primeiramente sobe, para dar acesso em nível à porta lateral, e depois desce, para o acesso à parte frontal da igreja, permitindo visibilidade do entorno que é também um dos atrativos, já que a igreja está localizada na Colina Sagrada, em cota bastante elevada da cidade.

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O Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino, de 1912, idealizado pelo arquiteto Rossi Baptista e decorado por Oreste Sercelli, expressa o forte poder econômico, advindo do cacau, das famílias baianas, em especial no bairro da Graça. A “Vila Catharino”, em estilo eclético, foi escolhida para receber a primeira filial do Museu Rodin fora da França, em 2003, pois guardava “relativa semelhança com o Hotel Biron, local onde está instalado o Museu Rodin Paris” (JORDAN, 2006)

Figura 21  Vista da fachada principal. 2010.

O escritório Brasil Arquitetura, a cargo dos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, foi o escolhido para transformar a residência em Palacete das Artes Rodin Bahia. A proposta, que incluiu a restauração para recuperação dos elementos estruturais e decorativos da mansão, adicionou um novo volume contemporâneo encaixado em sua parte posterior, além de um anexo posicionado no fundo do lote e interligado por passarela. O volume encaixado, segundo os autores,

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se fez necessário para “criar um novo sistema de circulação vertical ágil e eficiente” (CALDEIRA et al., 2005).

Figura 22  Vista posterior com novo bloco inserido. 2010. Figura 23  Passarela e anexo. 2010.

E de fato, essa inserção garante a circulação das pessoas com algum comprometimento motor, entre os três pavimentos abertos ao público. A inserção tem um caráter mais invasivo do que os outros exemplos apresentados, mas ocorre dentro do contexto da intervenção como um todo. A exigência de dispor de mais espaço às novas funções foi resolvida no fundo do lote com o anexo em concreto aparente, de apenas dois pavimentos, para não competir com a construção principal. Portanto, não teria andares suficientes para incorporar a circulação vertical do palacete; e exigiria que as pessoas se deslocassem para fora da área destinada à exposição do Museu Rodin, já que este anexo recebe exposições temporárias de outra natureza. Ao mesmo passo que o anexo se coloca em distância respeitadora ao edifício histórico para não prejudicar suas visuais, a passarela aproxima ambos, como uma ponte entre passado e futuro, arrematado pelo bloco de concreto encaixado.

Acessibilidade nos bens culturais imóveis Cidade de Veneza  Itália

O centro histórico de Veneza pode ser considerado como uma grande barreira arquitetônica por conta de sua morfologia, constituida de 121 ilhas ligadas por 435 pontes. De um problema aparentemente insolúvel surge uma condição de acessibilidade bastante satisfatória. Em torno de 70% da cidade histórica é acessível às pessoas com deficiência, graças ao serviço de transporte público.

Para dar visibilidade a essa qualidade um sítio na Internet45 traz as

informações necessárias para o turista definir sua visita dentro de sua necessidade. As imagens aqui apresentadas são do sítio em questão.

Figura 24 - Mapa indicativo das áreas e serviços acessíveis em Veneza.

Um mapa resume as informações práticas para ajudar as pessoas com

45 Disponível em:

<http://www.comune.venezia.it/flex/cm/pages/ServeBLOB.php/L/EN/IDPagina/23431>. Acesso em: 19 set. 2011.

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deficiência e mobilidade reduzida a visitar a cidade. A utilização de cores indica os níveis de acessibilidade pela ausência ou presença de transporte público. As áreas verdes no mapa podem ser alcançadas por vaporetto que transporta até quatro cadeiras de rodas por vez; as áreas amarelas podem ser alcançadas por motoscafi, espécie de barco-táxi, que só pode transportar uma cadeira de rodas por vez; e as áreas vermelhas representam aquelas onde não é possível chegar por transporte público. Também, é indicada a localização de pontes com plataformas ou rampas, além de sanitários públicos e estacionamentos. Além do mapa geral, há mapas para diversas rotas livres de barreiras para pessoas em cadeiras de rodas.

Para chegar às ilhas sem pontes acessíveis será necessário usar o transporte público, que tem preço reduzido para usuário de cadeira de rodas e seu acompanhante.

Figura 25  Plataforma de escada. Figura 26  Elevador/plataforma vertical.

Atualmente o sítio informa que as plataformas de escada nos percursos Rialto e S. Stefano foram retiradas, em fevereiro de 2010, por não concederem a condição de acessibilidade esperada, sem explicar profundamente. Mas provavelmente isso está ligado à problemas recorrentes nesse tipo de equipamento: dificuldade de autonomia no uso e manutenção constante, em especial por ficar sujeito à intempéries. Como alternativa, deve ser usado o transporte público,

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enquanto não for disponibilizada outra solução mais adequada.

As escadas com extensos degraus permitiram uma solução que utiliza rampas móveis feitas de material plástico antiderrapante. Outra situação disponível são as rampas comuns, instaladas, em poucos locais em Veneza; a situação típica que se encontra são grandes desníveis associado à reduzidos espaços, a qual inviabiliza rampas com inclinações adequadas.

Figura 27  Rampa móvel na Ponte della Paglia.

Figura 28  Rampa na Ponte dei Lavraneri.

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pontos pisos táteis de alerta ou portões de proteção ao longo das margens do canal para alertar/proteger do risco de queda na água. As quedas nos canais, na verdade, são um problema antigo em Veneza e os portões já eram utilizados pelos venezianos. Em alguns trechos, onde pontes estão localizadas fora do percurso natural, foram colocados pisos táteis direcionais favorecendo a orientação.

Figura 29  Piso tátil de alerta na Calle

Bernardo. Figura 30  Portão móvel para prevenção de queda em Campo S. Stefano.

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Figura 31  Via com acesso perpendicular à

ponte. Figura 32  Piso tátil direcional orientando percurso à ponte.

Villa d'Este em Tivoli  Itália

Figura 33  Visão geral da Villa d´Este. Foto: Fabrizio Vescovo.

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humanidade pela UNESCO, trazia um desafio enorme para a promoção da acessibilidade. O conjunto do século XVI tem um jardim que ocupa uma extensão de 4.5 ha, dividido em diversos níveis. A solução encontrada pelo arquiteto Fabrizio Vescovo foi utilizar um sistema de transporte com carros elétricos, que pode tanto transportar pessoas em suas cadeiras de rodas, como pessoas com mobilidade reduzida, utilizando os assentos disponíveis. É possível percorrer boa parte do jardim, o qual recebeu mínimas correções de circulações e acessos para permitir a passagem deste equipamento, o que configura uma solução mais simples, eficiente e adequada do que a adaptação de toda a área para as limitações de um usuário de cadeira de rodas.

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Figura 35  Antes e depois da alteração de um percurso para a passagem do carro elétrico. Foto: Fabrizio Vescovo.

Figura 36  Projeto alterou a escada com degraus inclinados sobrepondo uma rampa para a passagem do carro elétrico. Desenho: Fabrizio Vescovo.

Quanto ao Palácio, que abriga um museu, a intervenção contemplou a solução para pequenos desníveis, principalmente nas soleiras de entrada, e a construção de um elevador em um pátio secundário, atendendo aos quatro andares, além de instalações sanitárias adequadas.

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Figura 37  Projeto para inserção de um elevador. Foto e desenhos: Fabrizio Vescovo.

Figura 38  Porta do elevador à direita. Foto: Fabrizio Vescovo.

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Figura 39  Vista geral do Fórum de Trajano. Foto: http://en.mercatiditraiano.it

O Fórum Trajano é cronologicamente o último dos fóruns imperiais da Roma Antiga. Foram necessárias extensas escavações, removendo parcialmente os montes do Quirinal e Capitólio, que fechavam o vale ocupado pelos fóruns imperiais, para a construção deste complexo em 112 d.C.

Todo o complexo monumental foi adaptado para receber as pessoas com deficiência, estabelecendo acessos e percursos possíveis. Para resolver o grande desnível na ligação entre a Piazza della Madonna di Loreto e o sítio arqueológico foi instalada uma plataforma elevatória de percurso vertical. Esse elemento não é tão visível e resolve adequadamente as barreiras arquitetônicas existentes.

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Figuras 40 e 41  Plataforma e escada de acesso ao nível inferior. Foto: Fabrizio Vescovo.

No nível inferior passarelas de transição suave permitem uma circulação parcial. Caminhos externos, fora do monumento, também dão acesso a atrativos

Benzer Belgeler