Chegamos ao ponto em que é preciso refletir sobre os achados deste trabalho. Visto que há diferenças significativas entre as teorias sobre o multiculturalismo e o uso dele nas políticas públicas brasileiras, propomos uma análise sobre limites e oportunidades específicos dessa abordagem no Brasil. O quadro 1, abaixo, procura resumir os aspectos mais importantes dessa questão.
Quadro 1 – M ulticulturalismo: Limites e Oportunidades da Abordagem Para a Questão Indígena no Brasil
Limit es Oportunidades
1 O alt o nível de abstração das abordagens dificulta a operacionalidade das políticas
Possibilit ar base conceit ual/ t eórica mais sólida, para ligar conceit ualm ent e est a com outras abordagens
2 Risco de isolamento e "conservant ismo cult ural" (guetos)
A int egração com direitos humanos facilita prot eção ext erna aos indivíduos que queiram seguir t rajet órias individuais na sociedade nacional
3
Dificuldade de recortar públicos-alvo dentro dos conceit os mais amplos de " cult ura" e "multicult uralismo"
A " imprecisão conceitual" pode propiciar a agregação de int eresses de diversas minorias numa mesma agenda política 4
A agregação da causa indígena com a de out ras minorias pode enf raquecer o “ indigenismo”
Agregar a causa indígena com a de out ras minorias pode levar t odas a mutuamente se fortalecer e, ao m esmo t empo, pode promover a diversidade
5
A busca por abordagem “ universal” de mult iculturalismo (principalment e pelos organismos int ernacionais) pode tolher abordagens locais diferent es
Legit imar a atuação de organismos int ernacionais por meio das “ melhores práticas” e ajudar a def inir a agenda das polít icas públicas no Brasil
6
O cont ext o brasileiro de aguda
desigualdade é dif erente daquele em que foram form uladas originalm ent e as vertentes do mult iculturalismo
Proporcionar o ataque da quest ão da desigualdade por out ras visões/ linguagens Fonte: resultado da análise desta pesquisa.
Como pôde ser visto no Quadro 1, são seis os principais pont os observados. O primeiro diz respeito ao alto nível de abstração que o multiculturalismo possui como modelo teórico, o que lhe dificulta a operacionalidade, ou seja, a transformação em práticas de ação governamental. Essa insuficiência pode ser notada no ProUni, pelo relat o de M oura Guarany sobre as “ fraudes” no sistema de bolsas em razão do critério de autoidentificação dos candidatos.
Como garantir que haja uma operacionalidade congruente com a abordagem multicultural no caso de identificação dos membros do grupo? Esse autor propõe que a identificação étnica seja objeto de avaliação das comunidades indígenas, respaldada no direito de autogoverno. Nesse caso e no de outros programas que apresentam impedimentos quanto à prát ica operacionalização, uma mudança no plano do programa sanaria os problemas ou não haveria como garantir que o multiculturalismo se manifestasse como previsto na teoria?
Não consideramos esse tipo de formalismo de M oura Guarany como solução adequada, porque as minorias são muito fluidas, ainda mais no caso brasileiro, que tem elevada miscigenação populacional. M esmo assim, não estamos afirmando que o sistema de cotas (um aspecto da abordagem multicultural) seja impraticável. Podemos considerar o multiculturalismo como uma oportunidade para dar base conceitual mais sólida aos arranjos das políticas. Por não existir uma teoria completa, essa poderá complementar as demais, como a da democratização e a dos direitos humanos.
As limitações do segundo ponto são uma cont inuação das do primeiro, porque a proposta de autogoverno, embora esteja de acordo com o multiculturalismo, pode levar indiretamente, por exemplo, às “ restrições internas” de Kymlicka, ou seja, a
abordagem multicultural pode incorrer no risco de se tornar apenas uma retórica dos líderes das minorias para a conquista de direitos coletivos, com o intuito de “ conservantismo cultural” e reforçar a coerção ou o isolamento dos seus membros.
Porém, como oportunidade, se houver de fato uma articulação da cultura minoritária indígena com os direitos humanos e os demais direitos individuais nacionais, políticas multiculturais poderão garantir mais autonomia a esses grupos e, ao mesmo tempo, zelar pela proteção dos direit os individuais deles no que se refere à escolha das próprias trajetórias dentro ou fora da comunidade.
O terceiro ponto remete-nos a certa imprecisão dos termos cult ura e mult icult uralismo. Para esta dissertação, foi necessário optar por um autor (Geertz) que nos desse um conceito preliminar de cultura. Como mostramos ao longo do trabalho, apesar de a base dos três outros autores selecionados (Taylor, Kymlicka e Sousa) ser a mesma (o respeito às diferenças culturais e o reconhecimento delas), eles apresentam distintas compreensões sobre o mult iculturalismo.
M as a imprecisão que pode gerar muitas divergências também pode facilitar a reunião de diversas minorias na mesma agenda política. O grande argumento desta abordagem é reconhecer uma sociedade multicultural, ou seja, aquela em que as diferenças sejam consideradas, mas não gerem segregação, e em que a adesão de diferentes grupos possa, inclusive, fortalecer o movimento mult icult ural.
Isso nos leva ao quarto ponto, porque não temos como garantir que os resultados de políticas públicas voltadas para grupos diferenciados (com várias demandas) sejam
melhores do que os voltados para grupos específicos (necessidades part iculares), isto é, entramos na discussão de políticas multiculturais versus políticas indigenistas.
No período de criação da SECAD/ M EC, pudemos identificar (por meio das entrevistas para esta dissertação) que houve, ao menos inicialmente, resistência dos indígenas a serem inclusos numa secretaria que cuidaria de “ toda” a diversidade brasileira. A proposta de que haveria uma bandeira comum não agradou a eles, que desejavam – e em muitos momentos ainda desejam – reivindicar as próprias demandas. A restrição deveu-se ao temor de que, ao ent rarem para um grupo maior, suas especificidades pudessem ser diluídas diante das diferentes posturas e interesses ideológicos das várias minorias.
Portanto podemos afirmar que, no caso dos índios brasileiros – e também poderíamos estender isso para outros grupos do Brasil que pedem políticas diferenciadas –, a busca pela afirmação de uma ident idade peculiar do grupo, e não por uma que promova uma espécie de coesão social, pode resultar num aumento das desigualdades. Devemos ressaltar que estamos no “ campo das possibilidades e especulações” e, por isso, não temos como prever as consequências das polít icas, mas a conveniência numa eventual mudança de paradigma, baseada em polít icas multiculturais (indigenista com outras minorias), também pode fortalecer as minorias.
O quinto pont o está relacionado ao contexto brasileiro e latino- -americano. Um empecilho da abordagem multicultural é que ela tem a tendência de ser apresentada, em especial pelos organismos internacionais, como “ universal” ou, em outras palavras, aplicável a vários países, o que pode tolher a probabilidade de tratamentos locais diferenciados.
M as a universalidade também pode contribuir para a legitimação dos organismos internacionais no sentido de introduzirem as “ melhores práticas” em vários países que as adaptarão localmente. Como pôde ser examinado, os países da América Latina que ratificaram os mesmos tratados tiveram resultados diferentes, em parte pelo contexto distinto em que suas minorias se inserem. Um exemplo foi o tamanho populacional dos indígenas da Colômbia (3%) e da Bolívia (65%), que permit iram diferentes proporções de terras concedidas.
O sexto ponto complementa o anterior, porque sua concepção se dá no Hemisfério Norte, com países cujas minorias estão em situação muito diversa das do Brasil. Aqui a questão do multiculturalismo parece precisar ser antecedida por ações que t ratem das diferenças sociais e da pobreza. É o caso do tema da desigualdade social como fator determinante da formação da agenda.
Essa variável é de grande influência no resultado das polít icas multiculturais. Nos EUA, berço do mult iculturalismo, as ações voltadas para uma minoria têm reflexo homogêneo no país justamente por ele possuir população mais igualitária, enquanto no Brasil temos pirâmides socioeconômicas dentro de um grupo minoritário. Seria oportuno perguntar, portanto, se políticas multiculturais no Brasil poderiam produzir elites no interior das minorias.
Não obstante esse conjunto de ponderações, a abordagem multicultural, mesmo diante das limitações mencionadas, pode cont ribuir para a redução das desigualdades por uma perspectiva diferente das convencionais políticas assistencialistas, reformistas, etc., ou seja, o multiculturalismo poderá alcançar outros beneficiários além das populações cujo recorte decorre apenas da renda, por exemplo, ao introduzir
a dimensão das dessemelhanças culturais na elaboração das políticas públicas. Além disso, essa abordagem poderá completar atuais políticas públicas ao refinar a tratamento dado aos públicos-alvo do ponto de vista da dimensão cultural.
Diante desse quadro (1), podemos inferir que o multiculturalismo tem muito a proporcionar não só nas relações entre o Estado e as minorias, como também entre a sociedade nacional e as minorias.
Há muitas “ oportunidades” para o Brasil reconhecer e aceitar a própria diversidade cultural, mas também para isso não acontecer (os limites).
A pergunta a ser feita é: Há verdadeiro comprometimento do país com a realização de políticas multiculturais ou trata-se apenas de um discurso para apaziguar os ânimos dos grupos “ minoritários” com relação às próprias demandas?
Referências
ARAÚJO, Ana Valéria (2006). Povos Indígenas e a Lei dos “ Brancos” : o direito à diferença. IN: Ana Valéria Araújo (Org.). Povos Indígenas e a Lei dos “ Brancos” : o direito à diferença. Brasília: M inistério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/ M useu Nacional. 208p. Coleção Educação para Todos, 14.
ARRUDA, Rinaldo Sérgio Vieira (2001). Imagens do Índio: Signos da Intolerância. IN: Luís Donisete Benzi Grupioni, Lux Boelitz Vidal, Roseli Fischmann (Org.). Povos Indígenas e
Tolerância: construindo práticas de respeito e solidariedade. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.
BANTING, Keith & KYM LICKA, Will; JOHNSTON, Richard; SOROKA, Stuart (2006). Do M ulticulturalism Policies Erode the Welfare State? An Empirical Analysis. IN: Keith Banting and Will Kymlicka (Org.). M ulticulturalism and the Welfare State – Recognition and Redistribution in
Contemporary Democracies. NY: Clarendon Press – Oxford.
BRASIL (1916). Código Civil de 1916. Disponível em: <http:/ / www3.dataprev.gov.br/ SISLEX/ paginas/ 11/ 1916/ 3071.htm>, acesso em 2009.
BRASIL (1973). Estatuto do Índio de 1973. Disponível em: <http:/ / www.funai.gov.br/ quem/ legislacao/ estatuto_indio.html>, acesso em 2009.
BRASIL (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http:/ / www.planalto.gov.br/ ccivil_03/ constituicao/ constitui%C3%A7ao.htm>, acesso em 2009.
BRASIL (2002). Novo Código Civil de 2002. Disponível em: < http:/ / www.planalto.gov.br/ CCIVIL/ leis/ 2002/ L10406.htm>, acesso em 2009.
BRASIL (2007). Plano plurianual 2008-2011: projeto de lei / M inistério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos. - Brasília: M P, 2007. 540 p., v.2
CAPETILLO-PONCE, JORGE (2004). Challenges to M ulticulturalism. New England Journal of Public Policy, 20(1):139-147 (Fall/ Winter 2004-2005).
COLEBATCH, Hal K. (2002). Policy (Concepts in the Social Sciences). 2nd Edition. Buckingham e Philadelphia: Open University Press.
COLLET, Celia Letícia Gouvêa (2006). Interculturalidade e educação escolar indígena: um breve histórico. IN: Luís Donisete Benzi Grupioni (Org.). Formação de Professores indígenas:
repensando trajetórias. Brasília: M inistério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/ M useu Nacional. 230p. Coleção Educação para Todos, 8. CRAVEIRO, Silvia da Silva (2004). Educação Escolar e Saúde Indígena: Uma Análise Comparativa
Cultural Survival (2009). Future, Tense. IN: The Other Brazil. Cultural Survival Quarterly, 33.2, Summer, 2009.
FAJARDO, Raquel Z. Yrigoyen (2009). Aos 20 anos da Convenção 169 da OIT: balanço e desafios da implementação dos direitos dos povos indígenas na América Latina. IN: Ricardo Verdum (Org.). Povos Indígenas: Constituições e Reformas Políticas na América Latina. – Brasília: Instituto de Estudos Socioeconômicos, 2009. 236p.
FAUSTINO, Rosângela Célia (2006). Política educacional nos anos de 1990: o multiculturalismo
e a interculturalidade na educação escolar indígena. Tese de Doutorado. Florianópolis: UFSC. Filippeto (2007). Desenvolvimento com Inclusão Social e Educação de Qualidade. Apresentado no I Encontro Baiano de Gestão Pública. Bahia: Salvador, 18 de Dezembro de 2007. Disponível em: <www.seplan.ba.gov.br>, acesso em 2010.
FUNAI – Fundação Nacional do Índio: <www.funai.gov.br>. Acesso em 2009.
FUNAI (2007). Plano Plurianual 2008-2011 – Programa Proteção e Promoção dos Povos
Indígenas. M inistério da Justiça, Fundação Nacional do Índio. Brasília. Disponível em: <http:/ / www.funai.gov.br/ ultimas/ informativos/ dad/ ppa_2208-2011.pdf>, acesso em 2010. FUNASA – Fundação Nacional de Saúde: <www.funasa.org.br>. Acesso em 2009.
GALZÓN, Biviany Rojas & VALLE, Raul Silva Telles do (2006). Brasil e Colômbia: Resultados diferentes para realidades semelhantes. IN: ISA (2006). Povos Indígenas no Brasil: 2001-2005. Carlos Alberto Ricardo e Fany Ricardo, Editores Gerais. – São Paulo: Instituto Socioambiental. GEERTZ, Clifford ([1968], 1989). A interpretação das Culturas. LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A.: Rio de Janeiro.
GOM ES, M ércio Pereira (2003). O Caminho Brasileiro para Cidadania Indígena. IN: Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky (Org.). História da Cidadania. São Paulo: Contexto.
GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (2001). Os Povos Indígenas e a Escola Diferenciada: comentários sobre alguns Instrumentos Jurídicos Internacionais. IN: Luís Donisete Benzi Grupioni, Lux Boelitz Vidal, Roseli Fischmann (Org.). Povos Indígenas e Tolerância: construindo
práticas de respeito e solidariedade. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (2006). Contextualizando o Campo da Formação de Professores Indígenas no Brasil. IN: Luís Donisete Benzi Grupioni (Org.). Formação de Professores
indígenas: repensando trajetórias. Brasília: M inistério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/ M useu Nacional. 230p. Coleção Educação para Todos, 8.
GUTM ANN, Amy (1994). Introduction. IN: Amy Gutman (Org.). M ulticulturalism. Examining the
Politics of Recognition. Princeton University Press, Princeton, NJ 1994.
HENRIQUES, Ricardo; Teles, Jorge Luiz, Cláudia; Franco, Tereza Signori (2006). Educação na
Signori Franco (Org.). – Brasília: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2006. Coleção Educação para Todos, Série Avaliação; n. 8, v. 25.
HEYWOOD, Andrew (2000). Key Concepts in Politics. NY: Palgrave.
IBGE (2005). Tendências Demográficas: Uma análise dos Indígenas com Base nos Resultados da
Amostra dos Censos Demográficos 1991 e 2000. Estudos e Pesquisas, nr. 16. Brasília: M inistério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
ISA (2006). Povos Indígenas no Brasil: 2001-2005. Carlos Alberto Ricardo e Fany Ricardo (Org.). – São Paulo: Instituto Socioambiental.
KYM LICKA, Will (1995). M ulticultural Citizenship – A Liberal Theory of M inority Rights. NY: Clarendon Press – Oxford.
___________ (2007). M ulticultural Odyssey – Navigating the New International Politics of
Diversity. NY: Clarendon Press – Oxford.
LUCIANO BANIWA, Gersem dos Santos (2006a). O Índio Brasileiro: O que você precisa saber
sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: M inistério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/ M useu Nacional. 224 p. Coleção Educação para Todos, 12.
LUCIANO BANIWA, Gersem dos Santos (2006b). Os Desafios da Escolarização Diferenciada. IN: ISA (2006). Povos Indígenas no Brasil: 2001-2005. Carlos Alberto Ricardo e Fany Ricardo (Org.). – São Paulo: Instituto Socioambiental.
M ARTUCCELLI, Danilo (1996). As contradições políticas do multiculturalismo. Revista Brasileira de Educação, No.2, M ai/ Jun/ Jul/ Ago.
M ODOOD, Tariq (2007). M ulticulturalism – A Civic Idea. Paperback. UK: Polity Press.
M OURA GUARANY, Vilmar M artins (2006). Desafios e perspectivas para a construção e o exercício da cidadania indígena. IN: Ana Valéria Araújo (Org.). Povos Indígenas e a Lei dos
“ Brancos” : o direito à diferença. Brasília: M inistério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/ M useu Nacional. 208p. Coleção Educação para Todos, 14.
NEVES, Lino João de Oliveira (2003). Os Olhos M ágicos do Sul (do Sul): lutas contra- hegemônicas dos povos indígenas no Brasil. IN: Boaventura de Sousa Santos (Org.). Reconhecer
para Libertar: os caminhos do cosmopolitismo multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
SECAD (2005). Nota Técnica sobre Fatores de Diferenciação do FUNDEB: Educação de Jovens e
Adultos (EJA), Educação do Campo, Educação Indígena e Educação Quilombola. M inistério da Educação. Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Documento Interno.
OLIVEIRA, Fernanda M artinez de (2006). Dilemas de Inclusão da Diversidade Étnica no
Federalismo Brasileiro: as perspectivas dos povos indígenas. Dissertação de M estrado. São Paulo: FGV-EAESP.
RICARDO, Carlos Alberto; M ARÉS, Carlos & SANTILLI, M árcio (2004). Autonomias Indígenas e
Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Publicação eletrônica, Disponível em: <http:/ / www.latautonomy.org/ EstudioPolitico_Brasil.pdf>. Acesso em 2009.
SANTOS, Boaventura de Sousa & NUNES, João Arriscado (2003). Introdução: para ampliar o cânone do reconhecimento, da diferença e da igualdade. IN: Boaventura de Sousa Santos (Org.). Reconhecer para Libertar: os caminhos do cosmopolitismo multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
SANTOS, Boaventura de Sousa (2003). Por uma concepção multicultural dos direitos humanos.
IN: Boaventura de Sousa Santos (Org.). Reconhecer para Libertar: os caminhos do
cosmopolitismo multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
SECAD (2006). Diferentes Diferenças – Educação de Qualidade para Todos. M inistério da Educação. Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. São Paulo: Editora Brasil.
SEM PRINI, Andrea (1999). M ulticulturalismo. Andrea Semprini; tradução Laureano Pelegrin. – Bauru, SP: EDUSC. 178p.
SILVA, Larissa Tenfen (2006). O M ulticulturalismo e a Política de Reconhecimento de Charles
Taylor. NEJ, Vol. 11, n.2. p.313-322, jul-dez.
SORJ, Bernardo; M ARTUCCELLI, Danilo (2008). The Latin American Challenge: Social Cohesion
and Democracy. pp. 245. Rio de Janeiro: The Edelstein Center for Social Research. Disponível em:
<http:/ / www.plataformademocratica.org/ Publicacoes/ Publicacao_57_em_06_05_2008_23_20 _53.pdf>. Acesso em 2009.
SOUZA FILHO, Carlos Frederico M arés (2003). M ulticulturalismo e Direitos Coletivos. IN: Boaventura de Sousa Santos (Org.). Reconhecer para Libertar: os caminhos do cosmopolitismo
multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
TOURAINE, Alain (1997). Iguais e diferent es: poderemos viver junt os? Lisboa: Instituto Piaget.
TAYLOR, Charles e BOUCHARD, Gérard (2008). Building the Future: a Time for Reconciliation. Report to the Consultation Commission on Accommodation Practices Related to Cultural Differences. Governo de Québec.
TAYLOR, Charles (1994). The Politics of Recognition. IN: Amy Gutman (Org.). M ulticulturalism.
VALLE, Raul Silva Telles do (2006). Contra-ataque Conservador. IN: ISA (2006). Povos Indígenas
no Brasil: 2001-2005. Carlos Alberto Ricardo e Fany Ricardo, Editores Gerais. – São Paulo: Instituto Socioambiental.
VAN COTT, Donna Lee (2006). M ulticulturalism versus neoliberalism in Latin America. IN: Keith Banting & Will Kymlicka (Org.). M ulticulturalism and The Welfare State: Recognition and
redistribution in contemporary democracies. NY: Oxford University Press.
VERDUM , Ricardo (2009). Povos Indígenas no Brasil: o desafio da autonomia. In: Ricardo Verdum (Org.). Povos Indígenas: Constituições e Reformas Políticas na América Latina. – Brasília: Instituto de Estudos Socioeconômicos. 236p.
VERKUYTEN, M AYKEL (2004). Everyday Ways of Thinking about M ulticulturalism. Ethnicities; 4; 53.
WEBER, M ax (2004). Ciência e Política: Duas Vocações. São Paulo: M artin Claret, 128p. WOLF, Susan (1994). Comment. IN: Amy Gutman (Org.). M ulticulturalism. Examining the