TAŞINMAZLARIN ARSASININ DEĞER TABLOSU
KARŞILAŞTIRMA TABLOSU -TL (DÜKKAN BİRİMLERİ İÇİN)
A capitania do Ceará foi instituída em 1532 por ato de Dom João VI. Atualmente, o Estado do Ceará, que se localiza na região Nordeste do Brasil, conta com uma população de aproximadamente nove milhões de habitantes12 e é considerado como um dos Estados em que se encontra em situação de mais pobreza em todo o País e ocupa a 20º posição no ranking nacional. É um Estado que recebe anualmente um número considerável de visitantes, sendo um dos mais requisitados lugares para turistas no Brasil. Paralelamente, são as atividades profissionais relacionadas ao turismo que proporcionam uma das maiores formas de desenvolvimento do Estado, ao passo que gera diversos empregos e, conseqüentemente, renda.
Entretanto, o Estado vem merecendo certo destaque por algumas melhorias no âmbito sócio-econômico. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM13, no período entre 1991-2000, demonstrou que o Estado obteve melhoras em todos os indicadores analisados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Conforme as averiguações do PNUD, o IDH cearense no ano de 1991 era de 0,593 e passou para 0,7 no ano de 2000, o que dá um sinal de evidente avanço. Não significa, contudo, que a situação do Estado no que tange ao desenvolvimento humano está satisfatória. Pelo contrário, o Ceará ainda é possuidor de médio desenvolvimento humano, mas vê-se que a situação está começando a melhorar. Há melhorias ainda no que tange à renda, que era de 0,563 em 1991 e aumentou para 0,616 em 2000. Quanto à educação, o índice subiu de 0,604 para 0,772, no mesmo intervalo de tempo.
Mas não é só do turismo que a economia cearense se movimenta. Destaca-se ainda pela agricultura, nas culturas do algodão, arroz, feijão e, em especial, no cultivo da castanha de caju, sendo o maior exportador de castanha do Brasil. Quanto à área industrial, destaca-se
12 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 28 abr.
2008.
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PNUD. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, 1991-2000. Todos os estados do Brasil. Disponível em: http:pnud.org.Br/Atlas/ranking. Acesso em 28.abr.2008.
por sua produção no vestuário, metalurgia, química, têxtil e de calçados. Ainda na pecuária, pode-se afirmar que possui rebanhos caprinos, suínos, bovinos, eqüinos, além de aves.
Ainda no que se refere aos índices de desenvolvimento, a educação nos Municípios do Estado do Ceará também obteve uma considerável melhoria. Considerando o mesmo período outrora analisado (anos 1999-2000), verifica-se que alguns Municípios chegaram a alcançar índices considerados como altos em relação ao desenvolvimento educacional. Exemplos claros são Fortaleza, Caucaia e Maracanaú. Entretanto, vários Municípios ainda possuem baixo e médio IDH na educação. É o caso de Barroquinha, Granja e Croata, últimos colocados na categoria. Ainda na educação, percebe-se ainda que o Ceará apresentou um satisfatório desempenho. A taxa de analfabetismo também diminuiu. Em 1992, o percentual de analfabetismo era de 34,4% e baixou para 22,8% em 2003.
Quanto ao aspecto da urbanização, pode-se inferir que também houve progresso nesse âmbito no estado do Ceará. Ora, em 1993, a taxa de urbanização era de 62,5%, enquanto que a do Brasil era de 78%. No ano de 2003 houve um verdadeiro avanço em nível de desenvolvimento urbano e a percentagem cearense subiu para 75,7%, enquanto que a do Brasil aumentou em menor escala atingindo os 84,3%.
Quanto aos aspectos demográficos, pode-se observar a partir de um estudo comparativo entre pirâmides etárias que o índice de natalidade também diminuiu em um período de tempo de treze anos. Em 1992, o número de homens e mulheres na faixa etária de 0 a 14 anos era muito maior se compararmos com os índices de 2005, o que demonstra um interessante benefício para a sociedade, visto que a população parece adquirir maior conscientização sobre a questão do controle de natalidade.
Analisar-se-á, a partir de agora, de forma breve, a situação em que se encontram a qualidade dos domicílios cearenses. Em 1992, os domicílios que possuíam sistema de abastecimento de água era de 45,1 para cada 100 domicílios. A partir daí, foi verificado um contínuo acréscimo até 2004, no qual esse índice chegou a 74,2 para cada 100 domicílios. Já em 2005, houve um pequeno decréscimo de 0,2, o que significa que o percentual de domicílios servidos com abastecimento de água em 2005 era de 74 para cada 100 domicílios. No que tange à proporção de domicílios com saneamento básico adequado, também se pode verificar um recrudescimento. Em 1992, a cada 100 domicílios, apenas 35 possuíam
condições de esgotamento básico adequadas. Em 2003, houve um crescimento, chegando a 42,6 e, em 2005, houve uma diminuição, passando para 40,8. Dessa forma, é verificado que houve uma considerável melhoria no cenário dos domicílios cearenses referente ao abastecimento de água nas residências cearenses. No entanto, no que diz respeito às condições de esgotamento sanitário, as condições ainda são deveras precárias, além de serem ainda menores que os índices nacional e regional, que são igualmente baixos.
Em relação à saúde no Ceará, esta teve um progresso significativo. No que concerne à mortalidade infantil, analisando ainda os gráficos do IPECE, pode-se perceber que em 1992, a taxa de mortalidade infantil era de 64,1 por cada mil crianças nascidas vivas. Em 2004, esse número diminui para 33,2, quase metade. A expectativa de vida ao nascer também aumentou no Brasil, como na região Nordeste e, em especial, no Ceará. Antes, o percentual era de 63,7 e atualmente aumentou para quase 70.
No entanto, alguns índices demonstram que há muito o que ser feito. Exemplo disso é taxa de homicídios que aumentou consideravelmente de 1992 a 2005. Quanto ao trabalho e rendimento da população, também se pode verificar que a renda familiar per capita, de 290,58 em 1992, diminuiu para 245,78 em 2005, o que contribui para a diminuição do poder aquisitivo da população. A taxa de desocupação também aumento, de 4,8 em 1992 para 7,8 em 2005, no Estado do Ceará.
Ainda quanto ao índice de desenvolvimento do Ceará, o IPECE demonstrou em suas pesquisas que o Índice Gini14 sofreu uma diminuição, pois em 1992 era de 0,600 e modificou- se para 0,567 em 2003. Mesmo com tal queda, ao se fazer uma comparação entre o Índice Gini cearense e o brasileiro, que é de 0,581, e sabe-se que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, verifica-se que, não obstante à diminuição da desigualdade na distribuição de renda, o Ceará ainda é um estado desigual. Isso pode ser verificado na quantidade de pessoas que vivem no Ceará abaixo da linha de pobreza15, que em 1992 era de 70,6% e diminuiu para 54,3% em 2003, ou seja, mais da metade da população cearense possui renda inferior a ½ salário mínimo. Os que são considerados como de extrema pobreza, que eram 45,2% em 1992, diminuiu para 25,4% em 2003, demonstrando que ¼ dos cearenses têm que sobreviver com uma renda mensal inferior a ¼ do salário mínimo.
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Índice que mede a desigualdade na distribuição de renda em domicílios per capita.
Diante dos aspectos observados, infere-se, a partir do quadro geral do cenário social do Ceará, que esse Estado é tido como em crescimento. Todavia, é considerado um Estado pobre, que possui gravíssimos problemas sociais e enorme desigualdade. Assim, apesar da de os indicadores apresentados revelarem uma melhoria no quadro social do Ceará, as desigualdades e a precariedade na vida da maioria da população mostra como é latente a pobreza existente no estado. A falta de poder aquisitivo e rendimentos suficientes para a população gozar de uma vida digna, nutrida de educação, saúde e boa alimentação, contribui para o crescimento da violência e de fenômenos como a exploração sexual, a exposição de mulheres em locais onde são comuns turistas nacionais e estrangeiros, além da contínua emigração para outros estados brasileiros ou países, em busca de melhores condições de vida e trabalho.
É nesse ínterim que muitas pessoas, em especial mulheres, buscando uma melhor condição de vida, são ludibriadas por promessas falsas de emprego e bons salários em outras regiões do Brasil e, principalmente, em outros países, aceitando propostas de trabalho e deslocando-se de seu habitat natural. É nessa oportunidade que muitas pessoas são vítimas de exploração e violência para realização de trabalhos mais parecidos com escravidão, quer em atividades agrícolas, domésticas e, especialmente, sexuais.
Esse é o processo conhecido como tráfico de mulheres, e ocorre tanto no interior do Brasil como no âmbito internacional e o Ceará é um dos Estados onde esse problema encontra-se mais presente. E é claro que um dos facilitadores dessa temática é, positivamente, as condições de vida da população, outrora analisadas nesse trabalho.