4. BULGULAR ve TARTIŞMA
4.2. ArcSWAT Model Çıktıları
4.2.2. Alt Havzaların Konumları ve Bulguları
4.2.2.3. İstatiksel Veri Haritaları
Dada a complexidade e a extens‹o do tema aqui tratado, Ž importante enfatizar que, de maneira alguma, Ž nossa pretens‹o encerrar esta discuss‹o. Nem poder’amos, j‡ que a linguagem fotogr‡fica, desde sua idealiza•‹o atŽ sua materializa•‹o e sua expans‹o em associa•‹o com os c—digos art’sticos, vem se transformando e nos surpreendendo continua e ininterruptamente. Nossa inten•‹o Ž, portanto, estabelecer uma reflex‹o a respeito das novas perspectivas no campo da fotografia contempor‰nea, bem como compreender de que maneira estas quest›es foram se estabelecendo e de que maneira refletem social e culturalmente a nossa sociedade.
Consideramos a fotografia expandida como aquela que extrapola o objetivo primeiro da fotografia, de registro da realidade, passando a integrar diferentes meios e recursos em seu fazer criativo. A partir desta amplia•‹o de fronteiras da linguagem fotogr‡fica, assumimos a perspectiva de leitura deste c—digo visual no ‰mbito dos conceitos da arte contempor‰nea, caracterizando nesse contexto a fotografia expandida e hibrida.
Para n—s, a expans‹o e o hibridismo, no campo da fotografia, est‹o representados pela instala•‹o fotogr‡fica que, alŽm de estender os limites da fotografia, permite uma interrela•‹o entre diferentes meios e linguagens, integrando outros tipos de rela•›es entre obra e espa•o expositivo ou ambiente em que o trabalho Ž instalado. Os suportes usados s‹o outros que v‹o muito alŽm do tradicional papel bidimensional. Neste campo, o inusitado e a criatividade n‹o t•m limites, como constatamos em alguns dos trabalhos apresentados.
Para ilustrar nossas reflex›es estabelecemos para an‡lise um recorte de trabalhos caracterizados como instala•‹o fotogr‡fica, pois s‹o trabalhos que estabelecem rela•›es com o espa•o onde est‹o inseridos e convocam o espectador a participar de sua proposta enquanto concep•‹o art’stica.
S‹o instala•›es fotogr‡ficas que pressup›em, em seu fazer art’stico, fatores como: interrela•‹o entre diferentes linguagens, meios e materiais, como nos trabalhos de Miguel Rio Branco, cuja pr—pria trajet—ria art’stica j‡ Ž permeada por esta caracter’stica; os mecanismos de passagens entre diferentes meios que observamos em alguns destes
trabalhos, como em Experi•ncia de Cinema de Ros‰ngela Renn—, em que identificamos passagens de imagens est‡ticas para imagens supostamente em movimento, em que o movimento Ž dado por mecanismos e recursos tŽcnicos inerentes aos trabalhos.
Lembramos, ainda, que, para melhor compreens‹o dessas conex›es, foi preciso entender que este imbricamento entre arte e comunica•‹o, atualmente t‹o bem integrado e estabelecido, foi o ponto de partida para nossas reflex›es. Foi ao longo destas rela•›es entre-linguagens que se estabeleceram importantes rupturas no campo da fotografia, permitindo que este c—digo expandisse seus r—tulos iniciais de registro da realidade, e de uma linguagem atrelada a recursos tŽcnicos intermediados por m‡quinas, mas distante da gestualidade do artista, que representava a expans‹o de seu pr—prio corpo e, portanto, a extens‹o de seus sentidos e sensibilidade.
H‡ muito que tŽcnicas as mais variadas s‹o incorporadas no campo das artes, justamente com o objetivo de viabilizar as ideias do artista, dando vaz‹o ˆ sua vis‹o de mundo permeada por sua sensibilidade e percep•‹o.
Observamos ainda nas instala•›es fotogr‡ficas e hibridas um car‡ter multidisciplinar decorrente das v‡rias combina•›es a que o artista recorre para viabilizar sua ideia. Esta complexidade interdisciplinar, caracter’stica das instala•›es fotogr‡ficas, coloca o espectador diante de uma profus‹o de est’mulos sensoriais que requer dele, necessariamente, uma postura pr—-ativa. S‹o tantos elementos e informa•›es que, para dar conta deles, todos os nossos sentidos s‹o solicitados, resultando numa expans‹o de nossa consci•ncia e sensibilidade.
Atrelado ˆ pluralidade de meios, linguagens e informa•›es, constatamos uma espŽcie de fragmenta•‹o inerente ˆ concep•‹o destas obras, o que requer do espectador um esfor•o de apreens‹o de sentido diante delas. Mas, como diz’amos a princ’pio, muitas outras inova•›es estar‹o sempre atreladas ˆ fotografia, que n‹o se cansa de se reinventar. Lembramos, ent‹o, das redes sociais, uma pr‡tica j‡ corriqueira na contemporaneidade e t‹o bem discutida em Cultura da Converg•ncia, e gostar’amos de pensar sobre o papel da fotografia neste sentido, como outra possibilidade de atua•‹o nesta ‡rea. Referimo-
nos ao instagram, um aplicativo que permite aos usu‡rios tirar uma fotografia, aplicar filtros e efeitos na imagem e depois compartilh‡-la em redes sociais, como twitter, facebook e inclusive na pr—pria rede social instagram.
A fotografia Ž, neste contexto, um elemento pleno de significa•‹o que traz, arraigadas, caracter’sticas subliminares daquele que compartilha a imagem, e que, portanto, compartilha um pouco de si pr—prio. A express‹o de que uma imagem vale mais do que mil palavras Ž bastante adequada para esta situa•‹o, especialmente entre as nov’ssimas gera•›es.
Crian•as de dez anos, dotadas de seus equipamentos tecnol—gicos, desde celulares ˆ iPods e afins, circulam pelos lugares em busca de poses e cliques os mais variados para, em seguida compartilhar as imagens com os amigos e seguidores em busca do maior nœmero poss’vel de ÔcurtidasÕ.
Vivemos em fun•‹o da imagem, por que n‹o dizer. Como os japoneses de outrora que se aglomeravam para fotografar pontos tur’sticos das mais variadas cidades e lugares, como se as imagens pudessem, posteriormente, atestar a sua presen•a f’sica no lugar, embora na corrida pelo registro imagŽtico do local tenham-se esquecido de apreci‡-lo, de vivenci‡-lo. Todo este excesso de informa•‹o e tambŽm de conteœdo imagŽtico nos faz sentir uma pontinha de inveja do ÔflaneurÕ, que passeava pela cidade sem destino, sem tempo determinado, observando, experimentando e sentindo a cidades, os lugares e suas peculiaridades. Hoje as imagens atestam nossa presen•a nos mais variados locais, mas n‹o nossa percep•‹o dos lugares e da vida.
As instala•›es fotogr‡ficas representam para n—s a perspectiva de desenvolver um olhar cr’tico diante de um mundo exacerbado pelo excesso midi‡tico, de desafiar a din‰mica imposta pela vida contempor‰nea, exatamente por exigir que usemos nossa sensibilidade e sentidos de uma s— vez.
AlŽm disso, os trabalhos desenvolvidos pelos artistas aqui pesquisados nos permitem demonstrar que, sem dœvida, a fotografia encontrou diferentes formas de manifestar rupturas no campo de sua linguagem e, desta forma, ao invŽs de representar apenas a
realidade vis’vel, ela adquiriu a capacidade de nos inserir numa realidade inacess’vel, expandindo nossa percep•‹o e consci•ncia.