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B. EŞCİNSEL İLİŞKİ

4. İslâm Hukuku Açısından Eşcinsel İlişkinin Değerlendirilmesi

PRODUÇÃO DOS SISTEMAS PRODUTIVOS AGROPECUÁRIOS – AS

ESTRUTURAS FUNDAMENTAIS DAS CONTAS ASCENDENTES.

Nosso “caso” de estudo (representado por um conjunto de dados agrupados em um extrato de área, por município) é identificado como sendo de uma determinada forma de produção enquanto um conceito operacional.

O critério definidor para cada informação contido segundo cada estrato de área encontrado no Censo Agropecuário 1995/96 foi, em ultima instância, a força de trabalho em uso específico de cada caso, bem como o tamanho de área do estabelecimento, haja vista que as formas de produção estão diferenciadas primordialmente por suas relações sociais de produção, como também por definições técnicas na forma de apropriação da natureza pelo homem, tal como o tamanho do estabelecimento reproduz (COSTA, 2002c; ANDRÉ, 2004; PIRES, 2002).

Dessa forma, utilizando-se as informações dos bancos de dados construídos (Dados Gerais - Censo Agropecuário 1995/96) o critério básico para a separação estrutural das formas de produção se constituiu no número da força de trabalho empregada na produção, a qual deveria ser diferenciada em familiar e não familiar, encontrando-se o valor de uma variável de força de trabalho total estimada e do valor da força de trabalho familiar, também, estimada, para que, então, se pudessem estabelecer as seguintes condições de separação das estruturas de produção (ANDRÉ, 2004, p. 190).

Observa-se que no Capitulo 3 (três) as formas de produção que dão singularidade a metodologia serão conceitualmente apresentadas conforme formulação teórica discutida, fazendo-se a explicação de cada categoria. No momento, com base naquele debate, construir-se-á a formulação operacional que permite a empiria nas matrizes. Portanto, seguindo tais definições, as formas de produção foram selecionadas a partir dos seguintes parâmetros:

a) Agricultura Familiar Camponesa – força de trabalho predominantemente familiar maior que 50% da força de trabalho total estimada;

b) Empresa capitalista – força de trabalho predominantemente assalariada maior que 90% da força de trabalho total estimada;

c) Fazenda - forma mista, com gestão familiar menor que 50% e assalariamento menor que 90% da força de trabalho total estimada (COSTA, 2002d; PIRES, 2002; ANDRÉ, 2004).

O Censo Agropecuário apenas continha os dados referentes ao total de pessoal ocupado familiar de homens e mulheres e de homens e mulheres maiores de 14 anos, o que força a várias operações algébricas entre essas variáveis básicas (PIRES, 2002; ANDRÉ, 2004). O primeiro passo para se obter o contingente total da força de trabalho total foi somar, do pessoal ocupado, os membros não remunerados da família - homens maiores de 14 anos com as mulheres maiores de 14 anos -, o que resultou na variável total do pessoal ocupado familiar maiores de 14 anos, representados na seguinte fórmula:

PessFamiliarTotalMaior14 = [PessFamHoMaior14] + [PessFamMuMaior14] 3.

O passo seguinte (PIRES, 2002, p. 23-26) foi somar, do pessoal ocupado, o total de pessoal familiar representados pelos homens, mais o total das mulheres, resultando no total geral de pessoal ocupado familiar (membros não remunerados da família), conforme representação abaixo:

PessFamiliarTotal = [PessFamHoTotal] + [PessFamMuTotal].

Em seguida, subtraiu-se do total geral de pessoal ocupado familiar a variável pessoal ocupado familiar maiores de 14 anos, resultando na variável pessoal ocupado familiar menores de 14 anos (PIRES, 2002, p. 23-26),

PessFamiliarMenor14 = [PessFamTotal] - [PessFamMaior14].

3 As nomenclaturas e abreviações encontradas nas fórmulas são as mesmas correspondentes das variáveis

constantes no banco de dados Nordeste Paraense. Apresentaram-se assim com vistas a manter o padrão de convergência com o banco de dados do Sudeste Paraense desenvolvido por Costa (2002c). A perspectiva é de unificá-los para se obter uma abrangência maior dos dados em todo o estado do Pará, em pesquisas futuras.

A partir dessas novas variáveis, cada uma ocupando um novo campo do banco de dados, no grupo Dados Gerais, estimou-se o número geral de trabalhadores familiares (total do pessoal ocupado, dos membros não remunerados da família), resultantes da adição entre o total do pessoal familiar maiores de 14 anos com o total do pessoal familiar menores de 14 anos, este último dividido por dois, uma vez que se entende valer apenas a metade da força de trabalho de homens e mulheres adultos e de que é plausível sua presença, de forma considerável, no total da força de trabalho familiar (PIRES, 2002). Pede-se, então, assim representar:

PessFamiliarTotalEstimada = [PessFamTotalMaior14] + [PessFamMenor14/2].

Tendo estimado o valor do pessoal ocupado familiar total; precisou-se encontrar o número estimado do total de trabalhadores assalariados (PIRES, 2002, p. 23-26). Entretanto, como no Censo apenas são encontrados os valores monetários de suas despesas, ou seja, salários e ou contratos pagos, operou-se o somatório dos dados referentes às despesas com empreita de mão-de-obra, mais despesas com quota-parte, mais o valor dos salários do pessoal assalariado permanente, para, em seguida, dividi-lo pelo valor de 1.448 - que significa a multiplicação do valor médio da diária prevalecente (R$ 5,57) pelo número médio de dias úteis trabalhados no ano (260 dias) (PIRES, 2002, p. 23- 26), resultando no quantitativo numérico estimado para o total geral de pessoal assalariado, sendo que sua expressão é:

PessAssalTotalEstimado = {[DespREmpreita] + [DespRQuotaParte] + [PessRSalários]} / (5,57 x 260) 4

Agora, somando-se o total geral estimado do pessoal ocupado familiar com o total geral estimado do pessoal assalariado, obteve-se, também de forma estimada, o total geral da força de trabalho empregada em todas as unidades produtivas de referência (PIRES, 2002, p. 23-26), para o ano agrícola de 1995-96, ficando assim descrito no tabulador Process:

4 Esse valor médio de diária paga ao trabalhador (R$5,57) e o total médio de dias úteis trabalhados (260), no

ano de 1995 e junho de 1996, referem-se ao estado do Pará e foram tirados do quadro de diária média estadual apresentado por Bittencourt e Di Sabbato (In: Brasil. 2000, p 74), tendo como fonte de informação o Centro de Estudos Agrícolas da Fundação Getúlio Vargas.

PessFTTotalEstimada = [PessFamiliarTotalEstimada] + [PessAssalTotalEstimada];

o que facilitou, enormemente, a criação de uma nova variável para classificação de cada “caso” de estudo, constante no banco de dados (PIRES, 2002). Fez-se, então, a proporção percentual de participação da força de trabalho familiar estimada sobre a variável força de trabalho total estimada e assim tem-se:

PessParteRelativaFamiliar = {[PessFamiliarTotalEstimada] / [PessFTTotalEstimada]}.

Para qualificar melhor a força de trabalho familiar, procedeu-se um ajuste mais refinado através das áreas médias utilizadas (isso sem perder de vista, certamente, que só pelo tamanho da propriedade das terras não se classifica trabalho familiar, uma vez que se pode ter pequenas propriedades com grande número de trabalhadores assalariados permanentes), o que interessa aqui, é impedir que qualquer ocorrência de grandes propriedades de terras improdutivas ou semi-improdutivas, como antigas fazendas, configure no grupo de unidades familiares camponesas por apresentarem apenas seus gestores como pessoal ocupado, o que, certamente, também não caracteriza uma unidade de produção familiar. Dessa forma realizou-se a divisão do número total de terras por hectares pelo número total de terras por estabelecimentos, resultando na variável TerraÁreaMédia, que significa um número representativo de hectares por estabelecimento para cada extrato de área (PIRES, 2002).

TerraÁreaMédia = {[TerraTotalHaAjustada] / [TerrasTotalN]}. TerraTotalHaAjustada = [TerraTotalHa] / 1000

Só a partir de então se têm variáveis que dão meios de operacionalizar empiricamente as condições de definição das formas de produção em cada um dos “casos” de estudo, permitindo estabelecer que: a) são considerados como Forma de Produção Familiar Camponesa os estabelecimentos médios em que a participação relativa da força de trabalho familiar estimada fosse maior que 50% da força de trabalho total estimada e

que os mesmos estabelecimentos fossem menor que 1.122 5 ha. de área média; b) como Forma de Produção Patronal Empresa Capitalista, os estabelecimentos em que a participação relativa da força de trabalho familiar estimada representou menos que 10% da força de trabalho total estimada, ou seja, mais de 90% como sendo força de trabalho de terceiros; e c) considerou-se como Forma de Produção Patronal Fazenda aqueles estabelecimentos em que a participação relativa da força de trabalho familiar estimada fosse maior que 10% e menor que 50% da força de trabalho total estimada, ou seja, exatamente uma representação mista, não predominantemente capitalista e tão pouco familiar (PIRES, 2002). De forma, formulou-se:

- Forma de Produção Familiar Camponesa:

a) Camponês: PessParteRelativaFamiliar > 0,5; e TerraÁreaMédia < 1.122 ha. - Formas Patronais: a) Empresas: PessParteRelativaFamiliar < 0,10. b) Fazendas: PessParteRelativaFamiliar > 0,10; e PessParteRelativaFamiliar < 0,50

4.5 OS MULTIPLICADORES DA ECONOMIA DE CONTAS ASCENDENTES OU

Benzer Belgeler