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História e desenvolvimento turístico da metrópole de Recife
O litoral pernambucano, assim como em boa parte do litoral das metrópoles nordestinas, obteve presença importante de segundas residências na consolidação das práticas marítimas modernas. Década de 1970, as praias onde havia algumas vilas de pescadores transformaram-se em loteamentos aportando segundas residências, transformando também a dinâmica existente nos municípios litorâneos que era voltada essencialmente para produção de produtos primários (coco e a pesca) e as atividades do porto marítimo, para incorporar aos poucos o comércio no intento de atender às demandas geradas pelas segundas residências que iam se instalando.
É interessante salientar que, atrelado ao aparecimento das primeiras instalações das segundas residências, gradativamente foi surgindo uma infraestrutura de apoio ao turismo, basicamente constituída por bares e restaurantes de forma ainda muito precária e com baixa qualidade na oferta de serviços. No período compreendido entre os anos 70 e 80 no município de Ipojuca, sobressaia a Barraca de D. Biu e as Peixadas do Braz e de Laércio, restaurantes que atendiam a uma demanda turística esporádica que frequentava a praia durante o período de verão e em finais de semana. (BARROS JÚNIOR, 2002, p.188)
Com a chegada da atividade turística, muitos pescadores transformaram-se em caseiros, vendedores ambulantes, bugueiros, comerciantes e até jangadeiros uma vez que há grande quantitativo de passeios de jangadas para as piscinas naturais incentivados pelo crescimento na localidade.
Ipojuca foi atingida pela ocupação de segundas residências, desdobrando-se em outras atividades nas localidades praianas do município, mas certamente, é uma amostra de até onde o veraneio conseguiu atingir e como ele se articulou incrementando ajustes socioespaciais.
Ainda segundo Carvalho (2009), o litoral norte de Pernambuco que, até início da década de 90, vivenciou boa ascensão da atividade turística associada ao veraneio mais direcionados às praias da Ilha de Itamaracá e Maria Farinha, sofreu uma grande retração na atividade devido a construção de três presídios em Itamaracá, que ao mesmo tempo somado ao certo modismo e propagação da imagem de Porto de Galinhas como novo lócus de lazer, levou as pessoas a migrarem para o outro extremo, deixando o litoral norte enfraquecido no fluxo turístico. Na região metropolitana, a Praia de Boa Viagem é símbolo de um turismo urbano, pois foi foco de uma intensa exploração turística, acelerando o processo de urbanização que agora é repleto de grandes hotéis juntamente com a Praia de Pina e a Praia de Piedade em Jaboatão dos Guararapes. Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca em uma lógica diferente entre os dois primeiros mais urbanizados, dão espaço a empreendimentos de maior porte. O litoral sul ainda idealizado pelos empreendedores como estoques de terras, se coloca neste cenário como promessas de futuros equipamentos turísticos, embora existam já alguns instalados.
Com um conjunto apoio das políticas de governo, anos depois, estes empreendimentos geradores de demanda se consolidariam no intento de dinamizar ainda mais a atividade turística.
Nas políticas públicas o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (PRODETUR) I exposto em documento elaborado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES, 1999), sobre “Infraestrutura e seus reflexos no turismo” deixa explícito suas intenções de integrar os balneários tropicais turísticos aos grandes roteiros turísticos internacionais e potencializar outros lugares da costa pernambucana, para isso estava selecionado um dos principais projetos entre a costa sul de Pernambuco e a porção norte do litoral alagoano denominada “Costa Dourada”. Quem atraiu um maior fluxo e investimento deste projeto foi o Centro Turístico de Guadalupe que contava com a via litorânea, o outro seria o Complexo Turístico Gamela. Estes dois contavam com uma megaestrutura e variados tipos de hospedagens, equipamentos de lazer que traziam expectativas animadoras entre os
empreendedores, que segundo Pinho (2007), o projeto era tão inédito que se pensava em transformar esta área na "Cancún brasileira". Porém, devido a sua incompatibilidade com alguns ordenamentos do Plano Diretor e insustentabilidade perante as leis ambientais, este projeto foi abandonado como Pinho (2007, p.80) relata:
A implantação do CT Guadalupe era tida como certa pelos seus idealizadores, não se concretizando para alívio de especialistas em meio ambiente. Os conceitos da sustentabilidade e conservação ambiental utilizados como respaldo para a aprovação do CT Guadalupe tornaram-se incompatíveis com o exposto no Plano diretor.
O poder público que começa a redirecionar o segundo PRODETUR de forma mais concentrada no litoral de Pernambuco, porém de forma mais descentralizada, tentando integrar seus principais pontos turísticos às rotas internacionais e seus “subpontos” a integração nacional e regional de turismo.
Um audacioso plano estratégico voltado para o turismo de Pernambuco foi elaborado, pois o estado, diante a algumas dificuldades, estava necessitando de algum plano para reorganizar esta atividade econômica, assim nasce o Plano Estratégico de Turismo de Pernambuco, com o objetivo de incremento do número de destinos turísticos comercializados para interiorizar os destinos, nisso contemplaria uma total integração da rede turística do estado.
Anterior ao lançamento do atual plano, o estado detinha o Plano Estratégico que tem como título “Pernambuco para o Mundo”, onde havia algumas problemáticas que desarticulavam qualquer forma de um planejamento sustentável e descentralizado, entre eles foram identificados em uma leitura geral do documento a:
a) Concentração da visitação de turistas em algumas localidades, acarretando na
degradação de atrativos e diminuição das possibilidades de geração de receitas com o turismo;
b) Indisposição das infraestruturas básicas para o desenvolvimento do turismo e muito concentrada em poucos pontos turísticos de Pernambuco;
c) Desarticulação entre os programas voltados para o turismo devido à descontinuidade da gestão pública;
d) Marketing muito concentrado nos principais pontos turísticos, sobrecarregando os fluxos para os pontos direcionados e um marketing negativo em mídia nacional sobre os ataques de tubarões e violência na capital Recife.
Porém esse novo Plano elaborado pela Secretária de Turismo do Estado, traz algumas soluções a estas problemáticas sob a integração da rede de destinos turísticos do estado. Ele é constituído por cinco níveis de desenvolvimento, enquadrando os municípios turísticos do estado de acordo com seu desempenho na promoção do turismo. Contam com
três (3) fases de desenvolvimento que são: em curto prazo (2008-2010), médio prazo (2011- 2015) e longo prazo (2016-2020).
É interessante entender a lógica de planejamento do estado a partir destes níveis e perceber a sua valoração diante da localização geográfica dos municípios turísticos. Assim, podemos ver que no nível I estão os principais destinos turísticos do estado (ex. Fernando de Noronha, Porto de Galinhas, Recife/Olinda), que, para manter o fluxo, é necessário aprimorar algumas estruturas básicas que são prioridades dentro do período de curto prazo do plano. No nível II constituído por destinos potenciais, tanto do Litoral Norte (Paulista, Itamaracá, Igarassu), como do Litoral Sul (Cabo de Santo Agostinho, Tamandaré, Barroso), que já tem um fluxo importante para o Estado nas estações de verão. No nível III, os destinos mais interioranos (ex. Caruaru, Gravatá, Petrolina) já têm algum fluxo turístico e se apresentam como potenciais, porém o seu desenvolvimento não é organizado e com fluxo em sua maior parte local ou regional. O nível IV possui poucos locais com estruturas para o turismo em localidades interioranas (Arcoverde, Triunfo, Serra Talhada), porém possui uma atratividade que ainda abrange um público regional e local, embora haja essa deficiência em infraestrutura e apoio ao turismo. O nível V é composto por localidades (ex. Bom Conselho, Belo Jardim, Camaragibe) com alguns potenciais turísticos, mas que não tem nenhuma estrutura voltada para o turismo. Ao longo do plano são pensados projetos almejados como futuro para o estado e como o seu desenvolvimento complementaria a integração turística desejada pelo Plano.
Os próprios níveis nos revelam o grau de desenvolvimento de cada município como foi mostrado, o que traz à tona um litoral inteiro colocado sob as propostas principais e secundárias de planejamento. Dentro de uma lógica nacional e internacional de integração, o primeiro nível é a esfera mais requisitada pelos médios e grandes empreendimentos, operadores turísticos e agências de viagem, logo há uma certa consolidação destes destinos que carregam grande parte da imagem turística de Pernambuco. O nível II abrange todo resto do litoral como potências, que são foco de um turismo mais nacional e regional, onde de um lado o litoral norte que há algum tempo já foi um grande foco, tentasse reativar este fluxo segundo as diretrizes do Plano, por outro lado, o litoral sul pernambucano que já cresceu nas últimas duas décadas, onde se coloca muita expectativa e foco como potência turística.
Infraestruturas
Em torno das principais infraestruturas de acesso importantes na recepção e para distribuição dos fluxos de turistas têm, primeiramente, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre que é um dos aeroportos mais bem avaliados do Brasil. Segundo o site da Folha de Pernambuco, o aeroporto ficou em quarto lugar na Pesquisa
Permanente de Satisfação do Passageiro que é feita pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação civil, pois detém uma gama de serviços (Aeroshopping) e infraestruturas (de segurança e acesso) que, segundo a Infraero, movimenta 16 milhões de passageiros por ano. O aeroporto conta com 33 destinos internacionais e nacionais. As escalas internacionais alcançam Lisboa (TAP), Cidade do Panamá (Copa Airlines), Cabo Verde (TACV), Frankfurt (Condor), Miami (American Airlines), Buenos Aires (TAM e Gol) e Montevidéu (Gol). No último semestre deste ano (2016), o site do noticiário “Correio 24 horas” diz que Aeroporto de Recife passa a concorrer acirradamente na quantidade de movimentação de pousos e decolagens com a capital baiana, pois, em entrevista, o presidente da Salvador Destination, Paulo Gaudenzi afirma o fato de que implantação do “hub” da Azul Linhas Aéreas em Recife com o aumento de mais oito voos diários está sendo decisiva na expansão do fluxo pernambucano. O mesmo ainda explica a importância de ter a maior movimentação, garantindo um maior número de visitantes e, consequentemente, fluxo de negócios.
Entre principais vias de acesso ao litoral pernambucano destaca-se a BR 101, que dá acesso a todo litoral norte de Pernambuco e transpassa a capital recifense para o interior do estado, a BR detém um projeto chamado "Rota 101" para fortalecer o turismo regional, uma parceria entre a iniciativa privada com apoio do Ministério do Turismo que juntos planejam duplicar a BR de Natal a Maceió, consolidando, assim, os atrativos turísticos da região, segundo site UOL (2015). Dando continuidade ao acesso do litoral sul de Pernambuco, temos duas rodovias estaduais importantes que se ligam, são elas a PE-09 (Rota do Atlântico) e a PE-60.
O terminal marítimo de passageiros de Recife, de área total de 23,4 mil m² e 7,9 mil m² de área construída, constituída de salas de embarque e desembarque, lojas, restaurantes, balcões de check-in entre outros. Investidos por recursos do Governo Federal através do PAC Copa no valor de R$ 21,8 milhões do total de R$ 27 milhões, segundo informações do Porto do Recife S.A. Construídos para atender os turistas da Copa do Mundo de 2014 e com obras concluídas em agosto de 2013, mais recentemente irá seguir os mesmo passos do Terminal marítimo de passageiros de Salvador, irá a leilão a uma administração privada pela concessão do arrendamento de área de infraestrutura pública do terminal, porém o leilão está suspenso temporariamente para alguns ajustes no edital de licitação.
No "Mapa 6"gerado pelo programa de regionalização do turismo brasileiro com dados de um índice que resume as informações sobre capacidade hoteleira, a quantidade de empregos gerados pela atividade e fluxo turístico nacional e internacional dos municípios, a categoria A como expressão das melhores condições para um ambiente turístico estão os municípios Região Metropolitana de Recife, onde somente dois do estado foram classificados nesta categoria, Recife e Ipojuca, pois não é difícil compreender porque estejam neste patamar, Recife é um grande polo indutor como distribuidor dos fluxos (nacionais e internacionais) visto que assim como a maioria das capitais brasileiras é bem equipada nos serviços que competem ao turismo, e em Ipojuca temos o balneário de Porto de Galinhas que é um grande polo indutor juntamente com suas praias adjacentes ( praia de Muro Alto, Cupe e Serrambi) juntos são somente 3,51% dos municípios turísticos de Pernambuco que concentram mais da metade do fluxo da atividade.
Na categoria B, mais especificamente no litoral pernambucano, temos 4 municípios também muito importantes para o turismo no Estado, são eles: Fernando de Noronha, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Tamandaré, podemos dizer que são destinos secundários comparados ao outros dois já apresentados, mas que tem igual importância quanto sua atratividade, cada um com suas particularidades, com o porte de fluxo e serviços semelhantes. Nesta mesma categoria os não litorâneos são Garanhuns, Caruaru, Gravatá e Petrolina, que juntos somam 15,8% dos municípios turísticos de Pernambuco.
Somados às principais categorias (A e B) não chegam a 20% dos municípios turísticos, pois grande parte deles estão enquadrados na categoria D com 33 municípios, ou seja, 57,9%, mais da metade destes, inclusive os municípios litoraneos Igarassu, Sirinhaém e Rio Formoso estão categorizados nesta faixa, refletindo ainda o fraco desempenho turístico dos municípios litorâneos nas extremidades do litoral pernambucano.
Mapa 6 - Mapa das categorias turísticas de Pernambuco
Fonte: Mtur (2016)
Dados e Justificativas
Segundo os dados da Secretária de Turismo de Pernambuco e a Empresa de Turismo de Pernambuco (EMPETUR) sobre os dados de fluxo global de turistas de 2000 a 2015, obteve um crescimento constante, dado que é calculado de acordo com a relação entre o fluxo de hospedes e a participação dos turistas na rede hoteleira obtida nas pesquisas do turismo receptivo. Os dados de fluxo referentes a Recife também se atribuem à Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
Gráfico 14 - Fluxo Global de turistas em Pernambuco e Recife entre 2000 e 2015
Este gráfico nos revelar o quão o fluxo vai esta concentrado em Recife e seus municípios agregados, por um dado complementar que é a variação da diferença dos fluxos entre o estado Pernambuco e a capital Recife entre os anos de 2000 e 2015, pois, quanto maior a variação, maior a diferença entre um ano e outro, consequentemente, essa refletirá uma maior descentralização dos fluxos de hospedes e participação dos turistas na rede hoteleira.
Em um paralelo entre os anos de 2014 e 2015, percebe-se um decréscimo de alguns indicadores de viagens, hospedagem e turismo, o que também é reflexo da crise econômica vivenciada no país e que, consequentemente, vem afetando o público de turistas brasileiros, que são grande parte desses fluxos turísticos. Com isso, nos voos domésticos em Pernambuco passou de 3.470.323 passageiros, em 2014, para 3.205.139 passageiros, em 2015. Uma diferença de 265.184 passageiros, o que significa uma queda de 7,6% em relação ao ano de 2014, mesmo assim Pernambuco é o segundo maior estado do Nordeste quanto ao fluxo global de turistas e também o segundo em recepção de turistas internacionais, ficando atrás nos números apenas da Bahia. No fluxo de hóspedes na demanda hoteleira em Recife houve um pequeno decréscimo de 2,7% de 2014 para 2015, porém o Estado manteve o fluxo subindo apenas 1,33 %. Na porcentagem da ocupação hoteleira de Pernambuco também do ano de 2014 para 2015 a taxa de Recife caiu 9,2% e o Estado caiu 4,8%. O número de leitos em Recife entre 2014 e 2015 cresceu para 6,9% e no Estado 1,8%. Os gastos dos turistas aumentaram, pois, se em 2014 o turista, individualmente, em Pernambuco, gastava em média diariamente R$ 271,83 em Recife/Ipojuca e Fernando de Noronha, em 2015 passaram a desembolsar R$ 282,04.
Este é um panorama da demanda turística pernambucana que obteve algumas mudanças nos números do último ano, que deram alguns pequenos decréscimos, principalmente em relação à capital Recife que, embora seja o polo receptor e de maior fluxo, foi o mais afetado. Os dados seguintes denotarão os principais destinos indutores e seus fluxos, justificando que, embora Recife não tenha mantido sua evolução nos fluxos na taxa de ocupação hoteleira e a permanência média de dias dos turistas nos últimos sete anos, Ipojuca (Praias) e Fernando de Noronha evoluíram nestes mesmos quesitos. No entanto o ano de 2015 foi unanimidade a baixa desses indicadores entre eles.
Gráfico 15 - Fluxo de hóspedes nos principais municípios turísticos indutores de Pernambuco de 2009 a 2015
Fonte: Empetur e Setur (2016)
Gráfico 16 - Taxa de Ocupação dos principais municípios turísticos indutores de Pernambuco de 2009 a2015
Gráfico 17 - Permanência média de dias dos turistas nos principais municípios turísticos indutores de Pernambuco de 2009 a 2015
Fonte: Empetur e Setur (2016)
Em uma pesquisa direta da EMPETUR sobre o Aeroporto Internacional de Recife, foi elaborado um ranking da origem de turistas brasileiros que entraram em Pernambuco via aeroporto e, no ano de 2015, podemos notar os paulistas como os que mais desembarcam na cidade de Recife, seguidos do Rio de Janeiro, Minas gerais, Bahia e Paraíba. Nota-se, como já esperado, a presença massiva dos estados do Sudeste que somados São Paulo e Rio de Janeiro são 41,37% entre os passageiros brasileiros e 37,57% do total de passageiros (nacional e internacional), em escala regional, destacamos a Bahia e Paraíba. Entre os turistas residentes no exterior em 2015, Portugal é o país que mais visita, seguido dos Estados Unidos, Argentina, Alemanha e Itália, podemos perceber uma origem bem diversificada, porém, só Portugal representa 16,79% entre os passageiros estrangeiros e 1,54% no número total de passageiros.
Os dados da EMPETUR apresentados a seguir trazem a uma exposição em termos quantidade de meios de hospedagem, unidades habitacionais e leitos nos municípios litorâneos da Região Metropolitana de Recife e sua transformação nos últimos 5 anos. Isto deve ser analisado no intuito de perceber essa concentração dos meios de hospedagem e caracterizar a sua importância como destino turístico.
Gráfico 18 - Número de Meios de Hospedagem nos municípios litorâneos da Região Metropolitana de Recife de 2011 a 2015
Fonte: EMPETUR (2016)
Na caracterização do número de meios de hospedagem, podemos perceber a disparada concentração de estabelecimentos nas praias de Ipojuca, embora possamos perceber também a queda no número destes devido o fechamento de alguns deles que, segundo o documento da Empetur, são pousadas também localizadas nos municípios de Cabo de Santo Agostinho, Fernando de Noronha, Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes. Ao contrário de Recife que, mesmo com um número menor em relação a Fernando de Noronha e Ipojuca mantém seu crescimento em número de meios de hospedagem. Caracterizando-se assim, uma concentração destes no litoral sul da metrópole e Fernando de Noronha e uma estagnação quase sem oscilações do número de estabelecimento ao litoral norte da metrópole.
Gráfico 19 - Número de Unidades Habitacionais nos municípios litorâneos da Região Metropolitana de Recife de 2011 a 2015.
Como podemos notar, nas unidades habitacionais que nada mais são que um apartamento ou suíte de destinação a utilização privativa pelo hospede, até 2011, Ipojuca e Recife têm números bem parecidos em sua quantidade. Porém, observando o gráfico anterior podemos entender como, até 2015, os números de unidades habitacionais de Ipojuca começam a cair e os de Recife a aumentar, pois o número de estabelecimentos de Ipojuca sofre uma rápida queda, enquanto há uma ascensão no número de meios de hospedagem de Recife, guardando suas devidas proporções, obteve um impacto direto nesse indicador. O município Cabo de Santo Agostinho é o terceiro que mais cresce também em unidades habitacionais, com quase nenhuma oscilação no número de estabelecimentos, percebendo-se, então, que pode estar havendo uma expansão dos empreendimentos ou instalação de poucos empreendimentos de podem elevar o número de unidades habitacionais.
Gráfico 20 - Número de Leitos nos municípios litorâneos da Região Metropolitana de Recife de 2011 a 2015
Fonte: EMPETUR (2016)
Quanto aos dados referentes ao número de leitos podemos perceber em que consistiu o crescimento do número de estabelecimentos e o volume de unidades habitacionais de Recife que, em 2011, possuía um número baixo de leitos comparado à Ipojuca, porém a Copa de 2014 pode ter influenciado na ampliação desses números na capital, principalmente nos médios e pequenos estabelecimentos de hospedagem, passou a crescer em 27,29% em cinco anos. Enquanto Ipojuca acompanha a queda do número de estabelecimentos, unidades habitacionais e número de leitos, o que é um efeito em cadeia, ainda tem números absolutos em grande parte de todos esses indicadores, chegando em 2015 com números bem próximos
de Recife. No município de Cabo de Santo Agostinho também faz-se acompanhar o número