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2.4. SOSYAL DESTEK VE DÜZENLİ SOSYAL AKTİVİTE İLE İNTERNET

2.4.2. İnternet Bağımlılığı ve Algılanan Sosyal Destek

Nosso corpus é do tipo complexo (COURTINE, 1981), pois abriga fatos lingüísticos documentais, de caráter histórico e, experimentais, produzidos para esta pesquisa. Ele é constituído pelos discursos dos graduandos em Letras, de uma IES do VA, em MG, pelos discursos de seus professores de LI e de disciplinas teóricas relacionadas ao ensino da LI como LE e pelos discursos da região do VA.

Ao discurso do VA chamamos corpus de arquivo (FOUCAULT, 200440), pois é formado por registros discursivos conservados como documentos históricos, registros diacrônicos e sincrônicos de diversos acontecimentos da história da região.       

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http://www.revistapronews.com.br/edicoes/91/capa.html

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Sua construção foi realizada a partir de documentos sobre a origem da região, sua constituição e organização social encontrados nas seguintes fontes: web sites institucionais com informações sobre a região (IBGE41, prefeituras, câmaras, escolas e empresas da região), livros e pesquisas já realizadas. O recorte do corpus de arquivo foi realizado a partir da contemplação de momentos históricos que acreditamos atuar no discurso dos graduandos e que representam um pré-

construído, parte da memória discursiva dos participantes da pesquisa e, também,

parte das condições de produção do mesmo.

O pré-construído corresponde à “traços no discurso de elementos discursivos anteriores dos quais esquecemos (no sentido de mecanismo dos esquecimentos) o enunciador”. (PÊCHEUX, 1997, p. 269). O pré-construído constitui elementos do interdiscurso que podemos flagrar no intradiscurso, pois evidenciam um já dito, de FDs e da memória discursiva, a partir da qual os sujeitos enunciam.

Os discursos dos professores e dos graduandos42 constituem o corpus experimental de nossas análises, por compreendem fatos lingüísticos construídos em situações discursivas “criadas” com a finalidade de servir dados para a AD. Os dados experimentais foram formados em dois momentos: i. a coleta de depoimentos dos graduandos enquanto sujeitos aprendizes de LI e dos sujeitos professores de LI, que ministram aulas no curso de Letras, na IES pesquisada e ii. entrevistas com os graduandos sobre seus depoimentos.

Conforme indicações para a coleta de depoimentos, apresentadas por Serrani (2004) no projeto AREDA43 (Análise de Ressonâncias Discursivas em Depoimentos Abertos), graduandos e professores receberam um gravador, uma fita e roteiros escritos com orientações para gravação e perguntas abertas sobre sua aprendizagem da LI. O roteiro os orientava a responder as perguntas e gravá-las no momento que preferissem, do modo que se sentissem mais à vontade. Adotamos tal prática por concordar com Serrani (2004, p. 152) quando diz que “um procedimento       

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www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/SINTESE

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Cabe esclarecer que, seguimos as recomendações do comitê de ética na pesquisa da UFMG, no que diz respeito à pesquisa envolvendo seres humanos. Deste modo, a participação dos professores e graduandos nessa pesquisa foi concretizada mediante esclarecimento dos mesmos quanto à pesquisa e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O TCLE encontra-se anexado ao final da dissertação (APÊNDICE A, p. 152, neste volume).

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Proposta desenvolvida por Serrani (1998) para a análise de representações de PIs construídos por sujeitos em processo de enunciação em SL. O objetivo da análise é o de “contribuir na compreensão da incidência de fatores discursivos no processo de enunciação em LE e trazer contribuições no campo de ensino/aprendizagem de línguas” (NEVES, 2002, p. 126)

de registro adequado [a este tipo de pesquisa] é o de optar pela entrega de fitas cassetes para que os enunciadores gravem seus depoimentos estando sozinhos”. Acreditamos que deste modo, elementos cerceadores da fala, como a presença do pesquisador, o fato de ser interrogado, possam ser amenizados, sabendo que, ainda assim, predomina a presença da representação que o pesquisado tem do pesquisador. Entretanto, nos interessa vislumbrar o modo como os enunciadores articulam seus dizeres, estando sós.

Os depoimentos foram coletados em dois momentos. Num primeiro, coletamos fatos lingüísticos, para uma análise piloto, que forneceu depoimentos de nove graduandos, cursando o primeiro período. Na ocasião, o primeiro semestre de 2006, os graduandos eram alunos da professora-pesquisadora. Esse grupo respondeu às perguntas do roteiro (APÊNDICE B44). Ao ler e interpretar os depoimentos percebemos que diversos graduandos manifestavam-se como se falassem para a professora da disciplina LI I, a pesquisadora. Essas manifestações eram marcadas por representações carregadas de afetividade, parecendo a tentativa de construção de uma imagem de graduando naquele depoimento, que atendesse às demandas da professora. Nesse contexto, sentimos a necessidade de realizar outra coleta de dados, no segundo semestre de 2006, com graduandos que não fossem alunos da pesquisadora. Decidimos coletar também os depoimentos dos professores de LI e dos formandos do curso. Quanto aos professores, o fizemos porque entendemos que seu discurso também atua nos PIs construídos pelos graduandos e, quanto à participação dos formandos, pretendemos observar se há diferença nas representações construídas por estes frente às interpretações construídas pelos graduandos do primeiro período.

A segunda coleta de dados seguiu os mesmos procedimentos da anterior e produziu oito depoimentos de graduandos cursando o sétimo período, seis depoimentos de graduandos do primeiro período e dois depoimentos de professores de LI do curso. Os roteiros utilizados nessa coleta podem ser observados ao final deste texto (APÊNDICE C45 e APÊNDICE D46). Eles sofreram pequenas reestruturações que acreditamos contribuir para as nossas análises. Os graduandos, os professores e a professora-pesquisadora integram a mesma IES.

       44 p. 153 45 p. 154 46 p. 155

Após as coletas de depoimentos, realizamos algumas entrevistas com graduandos. Gravadas individualmente, foram direcionadas pelo depoimento do sujeito que, transcritos, nortearam as perguntas da pesquisadora acerca de seus elementos. Nas entrevistas focamos pontos dos discursos coletados que nos pareciam obscuros, heterogêneos, a fim de observar possíveis re-arranjos nas representações construídas pelos graduandos. Vale ressaltar que todos os participantes da pesquisa foram convidados a colaborarem com o estudo. Não houve, portanto, obrigatoriedade de participação. E, sabendo que o silêncio também produz sentidos (ORLANDI, [1992] 1997), necessitamos pontuar que na segunda coleta tivemos seis abstenções. Mesmo se voluntariando a participar da pesquisa, não efetivaram seus depoimentos. As transcrições tanto dos depoimentos quanto das entrevistas seguiram os padrões sugeridos por Castilho (1998)47. Também se encontram, em anexo, as transcrições dos fatos lingüísticos produzidos para este estudo, em CD-ROM. A parte experimental de nosso corpus pode ser sintetizada no quadro:

QUADRO 4

Corpus experimental

COLETA 1 – 1º/2006* COLETA 2 – 2º/2006** ENTREVISTAS – 1º/2007***

9 depoimentos de graduandos do 1º período 6 depoimentos de graduandos do 1º período (3 abstenções) 8 depoimentos de graduandos do 7º período (3 abstenções) 2 depoimentos de professores de LI

4 entrevistas com graduandos do 1º período

2 entrevistas com graduandos do 7º período

TOTAL: 9 depoimentos TOTAL: 17 depoimentos e 6

abstenções TOTAL: 6 entrevistas TOTAL GERAL: 26 depoimentos, 6 entrevistas e 6 abstenções

* Graduandos eram alunos da pesquisadora. ** Graduandos não eram alunos da pesquisadora.

*** Foram entrevistados apenas participantes da coleta dois.

      

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Apresentada a metodologia que adotamos para a formação do corpus da pesquisa, explicitaremos as categorias de análise que utilizamos para a abordagem dos fatos lingüísticos.

Benzer Belgeler