2. İL GENEL MECLİSİNİN YAPISI, GÖREVLERİ VE İŞLEYİŞİ
2.7 İL GENEL MECLİSİNİN SORUNLARI
2.7.1 İl Genel Meclisinin Mevzuattan Doğan Sorunları
A Divisão de Processamento de Imagens (DPI), do INPE, construiu suas práticas de tecnociência a partir de duas áreas científicas e tecnológicas específicas: 1. Processamento e Tratamento de Imagens; e 2. Ciência da Geoinformação. As aplicações relacionadas à primeira área de conhecimento se voltam ao desenvolvimento de técnicas e tecnologias, com base no conhecimento de diferentes campos da matemática e ciência da computação, com o objetivo de extrair dados a partir de imagens (não somente de satélites). As atividades relacionadas ao Processamento e Tratamento de Imagens foram as primeiras deste setor do INPE, daí o nome Divisão de Processamento de Imagens, mas aos poucos a Ciência da Geoinformação foi ganhando maior projeção.
Ciência da Geoinformação ou Geoprocessamento, como inicialmente era chamada, é a disciplina do conhecimento que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica. As ferramentas computacionais para o Geoprocessamento, chamadas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG ou no inglês GIS – Geographical Information Systems), permitem análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes e ao criar bancos de dados georeferenciados. Tornam possível automatizar a produção de documentos cartográficos, além de permitir análises sobre recursos naturais, transportes, comunicações, energia e planejamento urbano e regional, entre outros temas.
A partir dos anos 1980, a tecnologia de sistemas de informação geográfica disseminou-se rapidamente em todo o mundo, com a evolução da microinformática e com o advento da Internet, nos anos 1990. Neste período, foram estabelecidos centros de estudos sobre a ciência da geoinformação. Nos Estados Unidos, foram criados, em 1989, os centros de
pesquisa que formaram o National Centre for Geographical Information and Analysis (NCGIA), em Maine, que por sua vez marcou o estabelecimento do geoprocessamento como disciplina científica independente.
O aperfeiçoamento das técnicas de análise com base no geoprocessamento combinado com a evolução da informática permitiu ampliar as possibilidades de estudo nestas áreas a partir de recursos que foram aos poucos sendo incorporados aos SIGs. No início dos anos 1980, quando os estudos neste campo se iniciaram no INPE, as tecnologias da geoinformação eram novas no mundo.
O geoprocessamento foi introduzido no País a partir da iniciativa de disseminação desta ferramenta pelo professor Jorge Xavier da Silva, da UFRJ (CÂMARA, 1996). Ele convidou, em 1982, o pesquisador inglês Roger Tomlinson, para ministrar uma série de palestras em várias instituições do País sobre Sistema de Informações Geográficas (SIG). Tomlinson criou o primeiro SIG - o Canadian Geographical Information System -, sendo por isso considerado o pai desta ferramenta tecnológica. A palestra do pesquisador ministrada, neste ano, no INPE, despertou o interesse de um grupo de engenheiros que atuava na área de processamento e tratamento de imagens e que iria, mais tarde, formar a DPI (CÂMARA et al, 2001).
As bases da construção desta disciplina no Brasil ainda são consideradas incipientes, tendo recebido influência de diferentes ramos da ciência, mas em particular da Geografia. Um dos desafios que o grupo de engenheiros da DPI teve que enfrentar foi a transposição da fronteira disciplinar, obrigando-os a abrir diálogo não somente com a Geografia, mas também com outras disciplinas que poderiam utilizar o geoprocessamento como metodologia de análise, realizando, desta forma, um esforço de incorporação de conceitos de outras disciplinas no interior dos desenvolvimentos de suas tecnologias. Somente desta forma, foi possível percorrer um caminho que permitiria a incorporação das diferentes visões disciplinares no interior de seus desenvolvimentos109.
Com a decisão de se desenvolver um SIG, o INPE, através da DPI, tornou-se um dos principais núcleos difusor e construtor desta área do conhecimento no País, introduzindo entre seus cursos de pós-graduação uma linha específica de geoprocessamento, ao lado daquelas
109 Uma discussão sobre este assunto pode ser acompanhada no artigo CÂMARA, G., MONTERIO, A.M.V., MEDEIROS, J.S. Representações Computacionais do Espaço: Um Diálogo entre a Geografia e a Ciência da Geoinformação. Workshop sobre Novas Tecnologias em Ciências Geográficas, UNESP-Rio Claro, 2000. Disponível em: <http://www.dpi.inpe.br/geopro/trabalhos/epistemologia.pdf.> Acesso em: 30/11/2009. O assunto também é abordado em: CÂMARA, G.; MONTEIRO, A.M. Conceitos Básicos da Ciência da Geoinformação. In: ______. (org.) Introdução à Ciência da Geoinformação. Disponível em:
relacionadas ao tratamento e processamento de imagens. Com o tempo, o próprio grupo produziu uma vasta gama de material didático sobre o assunto. A criação de novos centros e laboratórios de geoprocessamento em universidades e instituições de pesquisa do País, com o apoio de uma política do Ministério da Ciência e Tecnologia, criado em 1985, deu impulso a disseminação do uso desta tecnologia nos anos 1980, com o INPE se constituindo como pólo de formação e capacitação através de seu curso de pós-graduação na área. Nos anos 1990, o INPE passou a promover maior número de cursos e treinamentos de curta duração para pesquisadores e estudantes universitários de outros países da América Latina, fora de seu programa de pós-graduação, promovendo ao mesmo tempo as tecnologias e os produtos desenvolvidos pela DPI.
Para a DPI, a perspectiva de se avançar nos desenvolvimentos da tecnologia de geoprocessamento estaria ligada preliminarmente a dois aspectos: “a competência de produzir inovação”, e incorporá-la em seus produtos, e “a capacidade para difundir as metodologias e o conhecimento associado ao uso desta tecnologia” (CÂMARA, 1996). Partia-se da crença de que havia um grande potencial para o uso das tecnologias de Sensoriamento Remoto e de Geoprocessamento no país, dada a grande carência de mapeamento básico e temático em diferentes escalas no Brasil e que precisariam de contínuo investimento em técnicas de extração de informação de imagens de satélite e de integração de dados. Na avaliação da DPI, haveria ainda uma lacuna nos procedimentos de gestão territorial e no processo de planejamento de políticas públicas. Os SIGs seriam de grande ajuda a estas atividades, tendo em vista que alguns setores da administração pública adotavam o planejamento a partir de uma base territorial.
Portanto, um esforço adicional ao desafio já previamente assumido de desenvolver tecnologia de ponta, seria disseminar os produtos da DPI atraindo os potenciais usuários desta tecnologia e ainda oferecer condições para formá-los e treiná-los no uso de SIGs. Desta forma, segundo Câmara (1996), a equação proposta para atingir os resultados esperados para os desenvolvimentos da DPI estaria expressa da seguinte forma: “resultados_SIG = software + metodologia + qualificação de usuário”
Ou seja, os resultados a serem perseguidos estariam estritamente vinculados a capacidade de desenvolver um bom software, do ponto de vista tecnológico, que estivesse concatenado a metodologias de trabalho de usuários e, além disso, o grupo da DPI deveria se preocupar com a capacitação dos usuários naquelas tecnologias. Havia então, nesta equação, a preocupação de aculturar o usuário ao ambiente SIG desenvolvido pelo INPE. Contaria a favor desta empreitada: 1. os esforços concentrados no desenvolvimento de um SIG que já
estava em curso; 2. a complexidade para desenvolver as aplicações para os casos brasileiros, o que exigiria uma adaptação mais rápida do software à metodologia de trabalho e neste caso o SIG brasileiro estaria mais próximo de tais aplicações do que um sistema desenvolvido fora do país; e 3. a capacidade de treinar pessoal nesta área do conhecimento, que teve no INPE um dos principais pólos de formação e difusão de tais tecnologias.