4. BULGULAR VE TARTIŞMA
4.2. İşletmelerin Genel Özellikleri
A subcategoria Sustentabilidade aborda questões relativas às estratégias que objetivaram o equilíbrio econômico-financeiro no período compreendido entre 2002 e 2006; os investimentos acadêmicos e administrativos, além da busca de soluções para as dificuldades acumuladas desde o período das primeiras mudanças até os dias de hoje.
Quando, em 2002, as instituições encontravam-se financeiramente frágeis, o caminho vislumbrado, pelo Conselho Diretor, foi definir-se pelo crescimento da educação superior a partir da transformação das Faculdades Isoladas do IPA e do IMEC em Centro Universitário. Com essa decisão, a instituição procurou caminhos para o seu crescimento e para o desenvolvimento na cidade de Porto Alegre. Tal transformação levou o Centro Universitário Metodista a lançar diversos cursos superiores, nos quais o ingresso de alunos foi sendo superado a cada ano.
Investimentos na área acadêmica foram realizados para a abertura de salas de aula, para a construção de prédios, para a construção de laboratórios e para a reforma de auditórios, dentre outros já relatados. Esses investimentos fizeram com que os Cursos de Graduação tivessem capacidade para receber os alunos. Visando a acolher um maior número de calouros, a instituição investiu em salas de aula para 60 alunos. Uma das políticas administrativas adotadas para manter a qualidade educacional foi investir no conforto ambiental dos alunos,
ação concretizada por meio da construção de salas de aula amplas, equipadas e arejadas; laboratórios para pesquisa dos Cursos de Graduação e de Pós-graduação; acervo bibliográfico condizente com a necessidade do ensino e da pesquisa; espaços físicos de auditórios e de salas multimídia, salas de estudo, laboratórios de informática 24h e, uma estrutura ampla e qualificada para o atendimento ao aluno.
Com o passar do tempo, mais investimentos foram necessários e, com a impossibilidade de construção de prédios de salas de aula, a direção tomou a iniciativa de ampliar os espaços acadêmicos em locais diversos da cidade de Porto Alegre, isto é, locando prédios e ginásios. Essa decisão, além de favorecer o baixo investimento, teve por objetivo irradiar o ensino da educação superior do IPA para outras áreas da cidade: zona sul, centro e zona norte da capital. Aos poucos, de duas unidades, no Bairro Rio Branco, ampliou-se para mais oito unidades acadêmicas.
Em um dos testemunhos, o colaborador abordou a facilidade de contato com a instituição para a resolução dos problemas: “nesse momento a auto-sustentabilidade tem sido
buscada numa racionalização administrativa muito forte, numa horizontalidade muito marcante com poucas instâncias de mando, portanto uma relação muito diversa entre os diversos segmentos que estão na atividade fim e a direção mais geral da instituição, devido a essa ausência de instâncias intermediárias” (Entrevista 8).
Outra fala registrou o valor das mensalidades ofertadas pelo Centro Universitário, mais econômicas do que de outras IES e Universidades, pois com uma dinâmica mais austera e enxuta, a instituição tornou mais simples a sua estrutura, o que possibilitou um custo final acessível para o aluno: “essa racionalização tem conseguido fazer com que o custo final para
o aluno possa ser reduzido e mais ainda com que o que é arrecadado mesmo com essa mensalidade menor do que as outras instituições” (Entrevista 8).
A forma de gerenciar o processo acadêmico por meio de estruturas mais simples e enxutas, foi amplamente divulgada. Com essa informação, o aluno pode ter a clareza de que a instituição se preocupava com a sua permanência na educação superior. Com custos menores, a instituição poderia oferecer mensalidades mais acessíveis: ”o aluno olha para o IPA e tem
um orgulho muito grande de pertencer a essa instituição; isso que tem gerado então a maior naturalidade a maior tranqüilidade em relação à auto-sustentabilidade, a cada semestre nos sabemos que podemos contar com as turmas que nós planejamos, oferecemos vestibular e ali começa a auto-sustentabilidade, porque nós não temos muita dificuldade de colocar um aluno em sala de aula, ou seja, auto-sustentabilidade vem do aluno e o aluno tem fluído muito tranqüilamente para o IPA” (Entrevista 8).
Com uma estrutura mais enxuta do que de outras instituições educacionais, o Centro Universitário Metodista conseguiu reverter o custo final dos cursos de graduação em benefício do estudante. O custo foi calculado levando-se em consideração apenas o básico da planilha financeira, isto é, os valores necessários para que cada curso pudesse manter a qualidade do ensino, sem exageros e investimentos financeiros desnecessários. Para isso, foram repensados o número de semestres oferecidos e a duração de cada curso superior. Cursos com duração de quatro anos passaram para três anos e cursos com duração de cinco anos, passaram a ser oferecidos em quatro anos, sem perda da qualidade e da carga-horária necessárias para uma boa formação do profissional.
A decisão em ofertar cursos superiores com custos mais baixos tornou o mercado educacional da cidade de Porto Alegre mais competitivo, colocando o Centro Universitário em uma posição de evidência em relação à inclusão social. Muitos acadêmicos que, antes deste reposicionamento, não tinham perspectiva de acesso à educação superior, perceberam que teriam esta opção e oportunidade, como se verifica neste depoimento: “nós tínhamos que
oferecer cursos mais baratos, cursos que permitissem aos estudantes terem acesso à educação superior. Isso foi um ganho significativo para o IPA e o crescimento também esta ligado a isso, aos cursos mais baratos” (Entrevista 2).
Uma das falas reafirmou, em seu depoimento, a importância da estrutura enxuta como diferencial na educação superior: “eu acho que nós temos uma capacidade que outras
instituições de Porto Alegre não têm, por ser uma Instituição mais enxuta na administração, conseguimos ser mais ágeis para fazer mudanças e alterações, algo que eu acho muito interessante” (Entrevista 2).
Em outro momento, foi ressaltado também, por outro interlocutor, que não era somente a estrutura relevante para se manter um Centro Universitário, mas o engajamento das pessoas, dos coordenadores de cursos, dos professores e demais funcionários que aderiram ao projeto institucional: “[...] acho que a estrutura enxuta do IPA permitiu a auto-
sustentabilidade, mas eu também percebo que o engajamento dos Coordenadores e dos Colegiados e de muitos professores, não de todos, que realmente têm vestido a camiseta, têm dado a mais do que a simples relação hora/dinheiro. Isto ajudou bastante, porque não sou só eu que vejo que todos os coordenadores trabalham mais do que as horas que deviam sem nenhum problema” (Entrevista 6), confirmando o que Clark (2004) defende quando afirma
que no momento em que uma organização constitui um estado de mudança e assume uma postura auto-confiante, desenvolve a capacidade de desempenho continuado e bem sucedido para a sustentabilidade.
Um fator relevante, também indicado nas entrevistas, foi o controle na organização das planilhas docentes e turmas que ajudou, consideravelmente, na redução dos custos e nas horas-docente de todo o Centro Universitário. No início, o controle era feito manualmente, somente, após o crescimento do número de cursos, e com a implantação de softwares de informática, da área acadêmica, foi possível completar a planilha docente on-line.
Quanto ao controle das horas-docente, um dos depoentes ressaltou a relevância do tema para o equilíbrio financeiro da instituição: “[...] na questão acadêmica eu percebo o
seguinte, a capacidade da direção de estar, através de instrumento, que foram as planilhas- docente, [...] minimizar custos de várias modalidades, juntando as turmas, essas coisas que se faz de aglutinar turmas, de colocar e de aumentar turmas e acho que é importante que se diga que isso, sem perder a qualidade, eu vejo também o cuidado, pois essa sustentabilidade também tem apoio, tem âncora nisso, nesse controle da situação” (Entrevista 6).
Outro assunto levantado pelos entrevistados, considerado um dos fatores importantes, foi à administração da inadimplência das mensalidades que, muitas vezes, atingia um patamar de até 30%, mas ao final de cada mês se equilibrava para 10% ou 12%. A recuperação de valores de mensalidades atrasadas foi realizada por meio da cobrança jurídica e de campanhas específicas, que auxiliaram no atendimento às demandas do dia a dia e ao pagamento de obrigações institucionais diversas.
Além disso, outro fator que auxiliou o crescimento do Centro Universitário Metodista foi o recebimento de transferências advindas de outras universidades, como a ULBRA e a UNISINOS que se localizam na grande Porto Alegre. Este fator foi preponderante para o aumento do número de alunos naquele período. Ainda hoje, o Centro Universitário recebe um número significativo de transferidos, diplomados e reingressos.
Mesmo com alternativas de viabilidade econômica prevista pelo grupo gestor, no início do processo de mudança para a educação superior, preocupações começaram a fazer frente ao projeto, dentre essas, destacam-se as fragilidades administrativas e financeiras que mereceram atenção especial e por completo de seus gestores. Uma declaração referente ao tema da austeridade econômica manifestou a preocupação com o equilíbrio financeiro, frágil e que ainda suscita cuidado, quanto à sustentabilidade do Centro Universitário: “o principal
ponto negativo que ainda repercute é a questão do financeiro, mesmo que a gente sofra, porque como é uma instituição que está crescendo e ainda tem muito investimento para fazer, o dinheiro não dá conta de tudo que a gente precisa investir e comprar”(Entrevista 5). Neste
depoimento, fica claro que a organização deve tentar sustentar-se buscando fomentos externos para não somente contar com a sua receita interna. Para Clark (2004), as organizações, em
especial as universidades, devem buscar a sua auto-sustentabilidade por meio de parcerias, fundos de investimentos e convênios, isto é, devem tornar-se empreendedoras e autônomas.
A afirmação do entrevistado acima traduz a insegurança que perpassou a vida das pessoas; pois, mesmo com o processo de mudança e crescimento, preocupam-se com o futuro e com a consolidação do Centro Universitário Metodista e corrobora as metas, propostas pelo PDI de 2005 a 2010, que propõem para o Centro Universitário Metodista, “aperfeiçoar e controlar criteriosamente as contas de despesas dos cursos de ensino superior, potencializando o resultado financeiro para ações de investimento e qualificação dos cursos oferecidos” (p. 13).
O crescimento vertiginoso da educação superior do IPA, que passou de 728 alunos (enquanto IPA e IMEC, em 2002/1) para 10.000, em 2007, situou a instituição em outro patamar educacional, o de maior Centro Universitário da cidade e da Rede Metodista de Educação. No entanto, para que pudesse crescer dessa forma, a instituição optou pelo comprometimento financeiro e diverso ao longo desse período. Nesse presente momento, estratégias estão sendo revistas para o saneamento da instituição.