• Sonuç bulunamadı

Hizmetli ve İşçilerle İlgili Diğer Giderler GVK’nın 68’inci maddenin (2) numaralı bendine göre;

LECEK / İNDİRİLEMEYECEK GİDERLER - I

3. SERBEST MESLEK KAZANCININ TESPİTİNDE İNDİRİLEBİ- İNDİRİLEBİ-LECEK GİDERLER

3.2. Hizmetli ve İşçilerle İlgili Diğer Giderler GVK’nın 68’inci maddenin (2) numaralı bendine göre;

Os CAPS são serviços municipais que substituem o modelo tradicional de atenção em Saúde Mental, centrado no Hospital Psiquiátrico. Destinam-se ao atendimento diário de pessoas em sofrimento psíquico, por meio de acompanhamento clínico e do desenvolvimento de ações em direção ao exercício dos direitos civis, o fortalecimento dos laços familiares, sociais e comunitários e o acesso ao trabalho e ao lazer.

Tem como objetivo o atendimento do usuário em seu território e segundo definição do Ministério da Saúde,

“[...] é um serviço de Saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida”. (BRASIL, 2004, p. 13).

Para Paulo Amarante, (2003, p. 61):

[...] um centro de atenção psicossocial não deveria ser apenas um serviço novo, mas um „serviço inovador‟, isto é; espaço de produção de novas práticas sociais para lidar com a loucura, o sofrimento psíquico, a experiência diversa: para a construção de novos conceitos, novas formas de vida, de invenção de vida e saúde.

Nesta perspectiva, os CAPS devem se caracterizar como serviços abertos e acolhedores, inseridos no espaço da cidade. Seus projetos devem ultrapassar a estrutura física e institucional em busca da construção de uma rede de suporte social que potencialize suas ações, preocupando-se com o sujeito e sua singularidade, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana (BRASIL, 2004). Um serviço que permita a construção de novas práticas sociais no lidar com o sofrimento psíquico e a transformação das relações estabelecidas entre a sociedade e a loucura (Amarante, 1997).

Como um espaço de produção de novas práticas sociais para lidar com a saúde mental, de novas formas de vida e saúde, os CAPS têm como objetivo fazer uma clínica voltada ao novo, ao coletivo e à solidariedade, com uma rotina que se constrói e se reconstrói no cotidiano.

Para o Ministério da Saúde, os CAPS têm valor estratégico para a Reforma Psiquiátrica no país, na medida em que evidenciam a possibilidade de se organizar uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico, tendo como função:

prestar atendimento em regime de atenção diária, evitando assim as internações em hospitais psiquiátricos; promover a inserção social das pessoas com transtornos mentais através de ações intersetoriais; regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental na sua área de atuação e dar suporte à atenção à saúde mental na rede básica. É função, portanto, e por excelência, dos CAPS organizar a rede de atenção às pessoas com transtornos mentais nos municípios. Os CAPS são os articuladores estratégicos desta rede e da política de saúde mental num determinado território (BRASIL, 2009a).

Os CAPS são serviços que possuem diferenças significativas quanto à sua estrutura e demanda. Os CAPS I e II são destinados ao atendimento da população adulta com transtornos mentais graves. Seu atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8:00h às 17:00h, variando de CAPS I para CAPS II de acordo com o número de habitantes do município. Os CAPS III são voltados ao atendimento da mesma população, porém, seu funcionamento é de 24 horas/dia em municípios com maior índice populacional. Os CAPSi são destinados ao atendimento de crianças e adolescentes e os CAPSad são voltados ao atendimento de usuários de álcool e drogas; sendo o CAPS Pindamonhangaba cadastrado junto ao Ministério da Saúde como CAPS II.

A fundamentação teórico-metodológica da pesquisa está intrinsecamente ligada ao processo, da trajetória pessoal e profissional da pesquisadora. Toma como referência o conceito de saúde-doença, a Reforma Psiquiátrica como concepção política norteadora das novas tecnologias no cuidado dos sujeitos em sofrimento psíquico e os CAPS como uma das tecnologias possíveis. E, sobretudo, pela identificação com os sujeitos, por sua força de vida. Por isso, recorre ao que os sujeitos pensam de si, o que dizem de si e não o que se pensa deles, como possibilidade de transformação da realidade. Portanto,

Ao insistirmos na importância do reconhecimento da diversidade social e cultural, do respeito à diferença, como escolhas e caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, deparamo-nos com alguns conflitos e desafios. Trazer para o debate a diversidade cultural requer um olhar político que distingue, como já dissemos, as múltiplas interpretações dessas noções e os interesses que as sustentam (...) (KHOURY, 2006, p. 26).

A centralidade do sujeito, então, é o caminho a ser percorrido para atingir o objeto de estudo desta dissertação, recorrendo às narrativas dos sujeitos em questão, ao se preocupar com os significados atribuídos por eles às suas experiências de vida.

Recorre ao uso da História Oral como metodologia de pesquisa por privilegiar a experiência social e histórica dos sujeitos: o cotidiano, a vida diária, a memória e a cultura. Trata-se de uma escolha política, conforme salienta Khoury (2006, p. 23).

Cientes de que nossas opções políticas implicam procedimentos metodológicos adequados, vimos investindo numa explicação histórica que dê conta das relações imbricadas entre dominações, subordinações e resistências na construção e reafirmação de hegemonias; que incorpore procedimentos que deem conta das articulações e tensões entre noções e interpretação como expressões das operações do poder e das resistências a ele, tornando-as mais visíveis publicamente.

[...] desafio da memória às ideologias dominantes é também uma parte do desafio de movimentos políticos de indivíduos aos poderes dominantes na economia e na política. E penso que isto se relaciona também com a questão metodológica, porque acredito que a metodologia é uma extensão da política (PORTELLI, 2000, p. 68).

Outline

Benzer Belgeler