3. NAVEROKA HELBESTÊN HEZÎN
3.4. Helbestên Hîkemî û Tesewifî
A análise realizada a partir das respostas dos sujeitos permite apontar primeiramente que estes demonstraram uma falta de conhecimento mais profundo com relação às avaliações externas, pois, quando questionados, sobre os conhecimentos que tinham com relação aos sistemas, os mesmos em alguns casos evidenciaram em suas respostas uma incorporação dos discursos oficiais que são atrelados a este tipo de avaliação padronizada, ou então, em outros casos demonstraram conhecimentos superficiais acerca das avaliações externas.
O P1, por exemplo, que revelou se lembrar apenas do Saresp como avaliação externa disse que “o Saresp vem pra verificar si o aluno, ou a criança contemplou as
habilidades e competências necessárias dos anos anteriores”.
O P3 em sua resposta relatou que o objetivo dessas avaliações externas é
“acompanhar a Educação, o que está sendo ministrado, oferecido nas escolas públicas (...). É ver como que está o nível de desempenho dos alunos, e de certo, assim tá avaliando o trabalho do professor, da escola como um todo. E eu acho importante que isso aconteça”.
A resposta do P6 também foi voltada mais aos objetivos das avaliações externas, quando disse: “O objetivo dessas avaliações pelo que eu entendo é pra avaliar como está
o ensino, o nível de ensino da escola, como que está o aproveitamento dos alunos. Eu entendo que é pra isso, até agora o que eu notei”.
Portanto, os professores: P1, P3 e P6 indicam em suas falas que as avaliações externas servem para verificar, quantificar ou ainda mensurar a aprendizagem dos alunos, a qualidade do ensino, ou da educação, como também servem para verificar o trabalho do próprio professor. Ou seja, as avaliações externas exercem uma função de verificação sobre a escola, e principalmente, sobre o trabalho desenvolvido por ela e por seus principais atores. Assim, podemos registrar que estes professores não questionam a validade dos resultados das avaliações externas, pois demonstram acreditar que essas avaliações conseguem “efetivamente” mensurar a aprendizagem dos alunos ou do ensino que é oferecido pela escola.
Já o P4 quando questionado sobre o que sabia das avaliações externas se deteve mais em apontar as algumas diferenças das mesmas.
P4: Eu sei, assim, uma é diferente da outra a Avaliação da Aprendizagem em Processo é aquela avaliação que os alunos fazem no início de cada semestre. Vem uma avaliação pronta do governo com conteúdos de séries anteriores à que eles estão. E assim, é uma avaliação diagnóstica, que ela vem pra sê aplicada no início do semestre pra a partir dali o professor se planeja, pra vê se vai ter que retomar conteúdos, ou se pode continuar. Depois em Agosto a gente repete ela já pra vê assim, se conseguiu corrigir as falhas. O governo repete não é a gente, pra vê assim se aquela defasagem foi superada. Essa é a Avaliação da Aprendizagem em Processo. O Saresp é aquela avaliação que eles fazem no final do sétimo ano, da oitava série e do terceiro colegial, são só essas três séries que fazem, aí elas já são conteúdos assim, também anteriores, mas não é uma avaliação diagnóstica, mesmo porque o resultado vem, não vem individual, no caso da Avaliação em Processo a gente tem um resultado individual do aluno. Essa outra já é um resultado assim, da série que vem depois de um certo tempo pra escola, assim é, não deixa de diagnostica, mas ela é diferente da primeira. E aí eu falei da Olimpíada, que eu não sei se pode sê considerada como uma avaliação externa, mas a Olimpíada já é assim, mais pra eles (alunos) participarem mais como uma motivação, porque aí já tem disputa, tem premiação (...)
Também abordando alguns aspectos de cada uma dessas avaliações, Saresp e Avaliação da Aprendizagem em Processo (AAP), o P5 respondeu o seguinte:
P5: Que eu estou mais por dentro é do Saresp e da Avaliação Diagnóstica em Processo, que através da avaliação diagnóstica que veio do Governo pra ser aplicada para os nossos alunos, com os nossos alunos. É através do resultado dessas avaliações que nós vamos preparar as nossas aulas, sanar as dificuldades, localizar onde eles têm a maior dificuldade na aprendizagem, porque vem várias formas de interpretação, e onde a gente vai detecta os pontos vulneráveis dos alunos pra pôde melhora a aprendizagem deles. O Saresp eu sei também, que é pra vê o nível que a escola está, a aprendizagem dos alunos também, avalia
principalmente o trabalho do professor, então é o que eu sei, mas agora a Prova Brasil, eu confesso que não estou muito por dentro.
E o P2 no seguinte trecho: “A gente sabe como é a avaliação deles. Então, nós
conhecemos qual é o sistema, que é o sistema de habilidade e competência, que tem os grupos, então nós sabemos essa questão da avaliação dela (referência ao Saresp) e da Prova Brasil. Nós sabemos, acho que nós sabemos o suficiente”, argumenta que os
professores conhecem “o sistema”, ou seja, a estrutura e aquilo que é cobrado nessas avaliações, entretanto, o que mais chama a atenção é a frase final do trecho quando o P2 diz “acho que nós sabemos o suficiente”. Pois, esta última colocação deste professor confirma a questão de que os professores demonstram conhecimentos superficiais sobre as avaliações externas.
Por sua vez, cabe ressaltar que os professores não apresentaram em nenhuma de suas respostas críticas fundamentadas às avaliações externas que pudessem ser percebidas como decorrentes de estudos mais aprofundados.
Agora, quanto às respostas dos coordenadores pedagógicos com relação aos conhecimentos que possuíam sobre as avaliações externas podemos ressaltar que o CP1 se deteve mais sobre o aspecto das informações recebidas com relação a algumas dessas avaliações. É importante registrar que o CP1 coloca no mesmo grupo das avaliações externas as provas da Olimpíada Brasileira de Matemática, a Obemep, que não tem caráter classifatório.
CP1: O que neh. Acho que as que mais são divulgadas e faladas é o Saresp, que é uma prova que se debruça neh, diretamente em cima da escola. E agora, mais que a gente estudo bastante foi a Avaliação da Aprendizagem em Processo. As outras a gente não tem muito conhecimento, a Obemep é uma que tem bastante informação. Tem um site pra gente sê informa, vem às orientações, só que neh, não tem digamos qual foi o critério que ela foi feita, não tem. (...) O Saresp, ele já é tem mais detalhes, tem bem mais detalhes do que a Prova Brasil e outros. Prova Brasil. Aquela Prova Brasil também não. Então, assim, eu acho que ainda falta muita informação.
Já o CP2 apresentou em sua fala a incorporação do discurso oficial que é vinculado a essas avaliações externas, principalmente quando afirma no seguinte trecho: “Que avalia
a qualidade de ensino néh. Então, quando ela é aplicada, ela tenta avalia é como é que acontece, e está acontecendo o ensino no Estado de São Paulo néh. A gente acredita que é pra dá uma analisada no nível da Educação do Estado néh”.
CP2: Que avalia a qualidade de ensino néh. Então, quando ela é aplicada, ela tenta avalia é como é que acontece, e está acontecendo o ensino no Estado de São Paulo néh. A gente acredita que é pra dá uma analisada no nível da Educação do Estado néh. Como esses dados são bem gerais néh, não são
individuais. São por escola, e também ele vem, depois pra avalia a escola com ela mesma, se como ela está desenvolvendo em relação ao Município e Estado. Acredito eu que seria isso, porque sempre nas nossas reuniões eles colocam sempre a escola em relação ao Estado, ao Município e ela mesma. Se ela está crescendo a ela mesma, se não. Em relação ao Município néh, em relação ao Estado. Então a nossa escola, por exemplo, ela tem o IQ, que é aquele índice de qualidade, que eles. Ela sempre, às vezes não, que nem igual esse ano ela não atingiu a meta esperada, mas ela está com aquele índice de qualidade mais elevado que o Estado inteiro (...). Então eu acredito que também é um parâmetro néh, que eles usam, um medidor aí, não sei!
Pesquisadora: E as outras avaliações que a escola participa você acredita que tenha a mesma característica?
CP2: O mesmo perfil. É PISA mais parte federal néh, mais nível.
Com relação ao que foi apresentado até o momento faz-se válido acrescentar ainda que de acordo com os dados obtidos com as respostas dos professores em relação ao seguinte questionamento “onde receberam as informações que possuem sobre as avaliações externas?” podemos afirmar que os seis professores entrevistados disseram receber grande parte dos conhecimentos que possuem a respeito das avaliações externas na própria escola, através do trabalho de coordenadores pedagógicos e, principalmente, nos momentos de ATPC.
P1: Nas escolas que eu estudei muitas vezes em HTPCs. E também como quando você presta concurso. Eu presto concurso todo ano pra categoria O, e tanto pra também efetivo, como quando eu me efetivei ano passado eu necessitei estudar sobre a questão do Saresp (...).
P2: Na escola, ou em HTPC, ATPC agora, neh chama. E às vezes a gente tem capacitação na D.E., na Diretoria.
P4: Na escola mesmo, assim, acho que com o passar do tempo, posso até já ter lido alguma coisa assim quando fui presta algum concurso. Mas eu acho assim, que 90%, ou até mais foi assim, em ATPC, assim, nesses anos eu aprendi aqui mesmo.
P5: Através das coordenadoras pedagógicas.
P6: É mais aqui na escola. Através das coordenadoras, até inclusive os ATPC(s), você vê que a gente estuda isso daí.
Dois dos professores, a saber, P1 e P4 mencionaram ter estudado sobre as avaliações externas quando prestaram concursos recentes para a rede estadual. O P2 e P3 apontaram ainda a questão das capacitações ou orientações técnicas que são oferecidas pela Diretoria de Ensino como sendo também fontes de informação a respeito das avaliações externas. E o P3 foi o único professor que disse ter realizado estudos individuais sobre as avaliações externas.
P3: Bem, a gente sempre faz leituras sobre as avaliações, e das várias formas de avaliações. Esta é uma das avaliações que a gente realiza na escola, existem
também, e no caso, leituras que eu fiz neh individual. É leituras feitas em conjunto com os meus colegas aqui na escola, em ATPC(s), em orientações técnicas já participei também. De orientações sobre a prova Saresp. Já tive a oportunidade de participar de orientações técnicas na Diretoria de Ensino. Nós temos também ao longo do ano dia de estudo da prova Saresp, a gente também faz quando tem esses resultados, depois a gente analisa, e estuda novamente. Então, eu vejo que é uma formação também, faz parte da nossa formação continuada entendermos esse processo também pra gente tá reavaliando o nosso trabalho. Então, ao longo desse tempo vai agregando neh em relação aquilo que eu sabia, e outras informações, autores, então, já tenho bastante estudo sobre.
Em relação a este mesmo questionamento o CP1 disse que algumas informações chegam à escola através de e-mail(s) ou materiais enviados, mas ainda assim, segundo esta coordenadora seria necessário que a escola recebesse maiores esclarecimentos. Então, essa foi uma necessidade apontada por esta coordenadora.
CP1: É algumas sim, vem um pouco de informação, geralmente no e-mail da escola neh, que eles enviam, ou formulários, que nem essa da Obemep veio é plano, uma planilha neh, tipo um livrinho. É com as informações da prova, o que ela contém. E os sites neh que mandam. Só que eu acho que ainda mereceria mais neh tanto para os gestores, quanto para os alunos, que muitas vezes acaba não enxergando ali muito significado neh.
Pesquisadora: Você acha que falta mais informações? CP1: Acho que sim!
E o CP2 relatou que as informações que recebeu advêm em parte de estudos feitos por conta própria desde quando atuava como professora, mas, cabe ressaltar que esse sujeito disse ainda que a maior parte das informações são recebidas em capacitações na Diretoria de Ensino.
Pesquisadora: E aonde você recebeu essas informações sobre as avaliações externas? Em estudos individuais, ou você recebe da Diretoria de Ensino? CP2: Os dois, geralmente quando a gente se prepara, quando a gente entra em sala de aula, a gente sabe que essa avaliação acontece. Eu enquanto professora, a gente já preparava os nossos alunos pra isso néh, também já expunha pra eles a parte da cobrança néh, que eles teriam uma certa cobrança. Eles teriam que desenvolver néh aquelas habilidades previstas no Currículo, que são habilidades de cada ano/série, da idade deles. Quando apresentei minha proposta também uma grande preocupação das escolas se você tem noção sobre essas avaliações néh. E maiormente em capacitações na Diretoria de Ensino, que lá eles orientam, eles procuram néh sempre coloca a importância, o por quê, o quê é néh, pra gente pode também chega e sabe trabalha com todos esses dados néh.
Outro aspecto que podemos acrescentar nesta análise sobre a concepção dos sujeitos diz respeito a um questionamento que fizemos aos professores sobre como eles reagiam às avaliações externas. Assim, os dados destas respostas indicaram que os professores enxergam as avaliações de uma maneira positiva, pois todos afirmaram reagir de uma forma boa ou tranquila com relação a essas avaliações.
P1: Ah pra mim é tranquilo sim.
P2: Um pra mim tanto faz. Ah é o que eu falei pra você, eu acho que tudo que é uma avaliação, por isso que eu falo assim, eu não ligo pra elas. Eu não ligo, porque eu não me pauto sobre as avaliações. É o que eu falei, quando eu entro numa sala de aula eu não estou preocupada se o menino vai fazer tantos pontos no Saresp. A gente prepara ele no geral, eu pelo menos tento preparar o cara para o mundo (...). Agora, eu acho que é sempre bom ser avaliado. Entendeu?! (...) P3: Reajo de modo tranquilo. Acho que ele é mais um instrumento que esta aí, que faz parte do meu trabalho, não tenho nenhum receio, nenhum medo da avaliação externa, não!
P4: É eu acho assim, eu não tenho assim, eu vejo como um instrumento que vem pra me auxiliar, para auxiliar o meu trabalho. E assim, não tenho nenhuma rejeição. Eu vejo como uma forma assim, de melhorar (...)
P5: Ah eu acho muito importante, normal. Eu acho que tem que fazer mesmo, pra mim é muito útil (...)
P6: Ah bem, porque eu acho que é uma maneira de avaliar como que está o nível dos alunos, o aproveitamento. Então, eu acho que é uma coisa boa.
No entanto, quando responderam sobre a reação dos demais professores com relação às avaliações externas, os professores entrevistados evidenciaram a existência de resistências ou posições contrárias quanto a essas avaliações.
Pesquisadora: E os demais professores da escola?
P1: (...) Tem professores que não acham interessante, porque tem uma coisa também o Saresp ele entra a questão do bônus, e às vezes tem professor que um recebe um tanto outro recebe outro, e as vezes fica insatisfeito com isso. E sai criticas, porque entra o bônus.
P2: (...) Eu acho assim, cada ser humano é um ser único (...) Eu não consigo saber o que se passa realmente dentro da cabeça deles. Eu percebo que alguns, como eu acham que é importante, que é válido, embora não percebam uma mudança muito grande ali. É um resultado, mas não é aquela coisa assim, efetiva. Eu vejo que tem pessoa que se desdobra pra conseguir resultado, percebo assim, tem professor que acha mesmo que ele tem que resolver o problema do mundo ali, então, aquela pessoa que quer abraçar o mundo. E eu acho que tem pessoa que não gosta muito. Eu também acho que às vezes é um pouco fora da nossa realidade, o que eles pedem. Mas, de uma certa forma fez a gente mudar a maneira, então. Mas algumas pessoas, acho que não gostam muito não. Mas também não sei dizer o por quê, ou se só reclamam mesmo, tem gente que gosta de reclamar.
P4: Eu acho que, assim, que às vezes o que pode parecer que é uma rejeição assim. É que assim, a gente têm um acumulo muito grande de serviço, de trabalho assim, fora do seu trabalho de escola. Assim, acho que todo professor hoje tem assim, porque você tem que preparar a sua aula, aí você tem que, aí quando tem essas avaliações, então você tem que tabular resultados. E depois, igual eu te falei assim, a gente está trabalhando diferente. Então, tudo isso é coisa que vai te tomar um tempo fora daqui, da sua aula. Então eu acho que às vezes pode ser confundido assim, eu acredito que todo professor enxergue positivo, mas as vezes a reação que ele pode ter assim, é em função disso, em função assim, do trabalho, porque assim, não é só isso que você tem. Você tem que preparar prova. (...) Então acho que às vezes o que o professor pode ter uma
reação ruim, seria assim, em função do tempo que você tem disponível para fazer aquilo. Entendeu?! Às vezes você enxerga, você concorda, mas as vezes você não dá conta. Entendeu?! De tudo aquilo, mas eu acredito que sim, que tem uma reação positiva sim.
P5: Olha, essa é uma pergunta muito difícil pra eu responder. Sabe?! Eu tenho uma opinião formada mais a maioria assim, sente uma certa dificuldade, principalmente, na minha área assim, têm alguns professores que não dão a devida importância à essas avaliações. Então eu acho que isso teria que mudar, esse conceito, essa maneira de pensar. Mas eu vejo esse pensamento mais com os professores mais antigos (a entrevistada abaixou o tom de voz nesse momento), porque nós aprendemos todo dia e mudamos. Mudamos a nossa maneira de ver, de pensar, de refletir, e através dessa reflexão é que a gente vai se tornar um profissional melhor, mas muitos ainda têm uma certa resistência. Muitos não querem mudar a prática. O aluno não quer, mas também fica assim mesmo, eles (referência ao aluno) não querem eu também não vou me preocupar. Então isso eu acho muito errado. E a prática a gente têm que mudar todo dia, se atualizar, ler.
Os coordenadores também responderam ao questionamento acerca de como os professores reagem às avaliações externas. O CP1 em sua resposta enfatizou que acredita que os professores se sentem desesperados com tantas exigências e cobranças.
CP1: Eu acho que os professores, eles estão bastante saturados neh, massacrados com tanta coisa pra dá conta neh. Muita coisa pra dá conta, e cada vez mais, cada vez mais. Então, eu acho que eles se sentem meio desesperados. Será que neh?! Tenho que dá conta de mais isso, mais aquilo! Então, cobrados eles se sentem.
E o CP2 relatou que os professores não tem resistência quanto a AAP, porém quanto ao Saresp, este coordenador disse que os professores não tem uma boa aceitação.
Em sua resposta o CP2 também falou sobre a questão da reação dos alunos em relação ao Saresp, e disse que os alunos tendem a boicotar o Saresp porque sabem da relação que esta avaliação tem com o bônus que a escola pode receber, caso consiga atingir a meta.
CP2: A diagnóstica eles são receptivos. São a AAP. É encaram assim, numa boa, porque o aluno faz ela de uma outra forma. Já o Saresp, não. O Saresp é uma avaliação que, ela é impossível em um dia. Você fazer com que o aluno coloque no papel todas habilidades que ele têm, ou as que foram pedidas naquele momento. Então quê que ele faz, o descompromisso do aluno é muito grande, porque ele encara o Saresp como bonificação para o professor. Então, é bonificação pra escola. Então ele tem a prova como uma inimiga mesmo. Então, o professor já sofre com essa resistência. Automaticamente não tem se um bom resultado, então aí entra o trabalho junto de conscientização, de valorização da escola, uma ação que a escola desenvolve pra poder isso não acontecer.
(...) Então na prova do Saresp, eu creio que ela não. Não tem uma boa aceitação, por conta desse motivo maior aí que a gente não consegue é, nós sabemos que o nosso aluno as vezes não é o que ele apresenta no Saresp néh. Então aquele descomprometimento. Ele não faz a leitura da prova como deveria néh, ou ele não tenta resolve os exercícios de Matemática. A gente percebe que ele só assinala néh, então o professor se entristece néh. E isso causa às vezes néh um desconforto.
Agora apresentamos um quarto aspecto pertinente à presente análise, e que diz respeito ao questionamento que fizemos aos sujeitos com relação ao que eles consideravam