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4. BULGULAR

4.7. Hastaların cinsiyete ve BKİ’lerine göre değerlendirilmesi

A Resolução nº 10/1986, que dispôs sobre o Regulamento dos Serviços Auxiliares do Tribunal de Contas do Distrito Federal, contemplou na estrutura do TCDF uma Diretoria- Geral de Administração, a qual continha a Divisão de Licitações, Material e Patrimônio. O organograma previsto nessa Resolução encontra-se exposto no Anexo III. Nessa Divisão havia a Seção de Licitação e Contrato, a Seção de Material e a Seção de Patrimônio, ficando a competência para as contratações a cargo da Seção de Licitação e Contrato, com atribuições e procedimentos descritos segundo se observa no Apêndice C.

Necessário destacar que a estruturação das contratações em órgãos da Administração Pública brasileira, seja nas esferas federal, estaduais, municipais ou distrital, passa por essa mesma construção. Em que pese o presente estudo não fazer um comparativo dessa métrica organizacional, porém a uma simples consulta a outros regimentos e estatutos pode-se facilmente constatar essa observação, apresentada na figura abaixo:

Figura 3: Representação do processo das contratações públicas.

Fonte: o autor.

A estrutura contemplou, apenas, um departamento responsável pelas Licitações e Contratos do órgão ou entidade. Em que pese no Distrito Federal possuir uma Central de Compras, os órgãos que realizam contratações públicas passam por idêntica estruturação.

A Resolução nº 273/2014 implantou a Supervisão do Planejamento da Contratação diretamente vinculada à Secretaria de Licitação, Material e Patrimônio, antiga Divisão de Licitação, Material e Patrimônio, para elaboração dos projetos. Para melhor entendimento desse resultado, verifica-se que cabem a esses departamentos as competências abordadas a seguir, previstas nesse normativo. O organograma previsto nessa Resolução encontra-se no Anexo IV.

A modernização do Planejamento das Contratações da unidade de análise foi institucionalizada por intermédio da criação de um setor denominado Supervisão do Planejamento da Contratação. Esse departamento cuida de forma planejada dos documentos e projetos necessários para uma contratação efetiva, e foi implementado segundo as normas, diretrizes e parâmetros trazidos do campo das contratações de Tecnologia da Informação - TI,

conforme a Instrução Normativa nº 4/2010, revogada pela Instrução Normativa nº 4/2014. Essas normas são provenientes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão -MPOG e são de uso obrigatório para os demais entes da Federação, quando se trata de contratações de bens e serviços de Tecnologia da Informação.

Essa normativa foi parâmetro para implementar as mudanças, pois os procedimentos para a contratação de Tecnologia da Informação são contemplados por uma Equipe de Planejamento da Contratação, que são servidores envolvidos com os elementos preliminares ao objeto a ser adquirido ou ao serviço a ser prestado. Essa equipa é composta pelo Integrante Técnico – servidor representante da Área de Tecnologia da Informação, indicado pela autoridade competente dessa área –, pelo Integrante Administrativo – servidor representante da Área Administrativa, indicado pela autoridade competente dessa área – e pelo Integrante Requisitante – servidor representante da Área Requisitante da Solução, indicado pela autoridade competente dessa área.

Com base nesse normativo e nos trâmites necessários à contratação, foi instituído na unidade de análise um departamento denominado Supervisão de Planejamento da Contratação. Esse departamento foi institucionalizado, inicialmente, pela Resolução TCDF nº 263/2013 e consolidado pela Resolução TCDF nº 273/2014, e teve como atribuições a elaboração dos projetos da contratação, conferência dos orçamentos apresentados e exame das planilhas de pesquisa de preços. Essas ações são realizadas de forma antecipada e normalmente são realizadas em conjunto com os setores de licitações e contratos. Entretanto, realizou-se uma segregação das atividades e proveu-se de maior especialização os trâmites de contratação.

Com a adoção dessa estruturação do planejamento da contratação, o processo integrou uma unidade orgânica que interage com o setor requisitante e com o de licitações. Com essa medida, o Setor de Licitação realizará medidas específicas ao processo licitatório, dentre elas o Edital, o Certame e os atos subsequentes. Ou seja, somente os procedimentos e atividades para escolha da proposta mais vantajosa para a Administração Pública.

A sequência de procedimentos anterior incorria em solicitações de contratações com dados e informações precários, seja dos objetos, seja das informações da futura contratação. A Figura 4 retrata o resultado da modernização ocorrida, e pode-se visualizar ainda a melhoria alcançada do processo de contratações, com a sinergia das informações.

Figura 4: Representação do processo das contratações públicas, após a modernização.

Fonte: o autor.

O processo de modernização organizacional realizado na unidade de análise proporcionou uma definição clara não só das atividades desempenhadas por cada setor como de também das realizações dos setores. O rol de atividades das esferas de trabalho na estrutura antiga impossibilitava essa clareza, pois resumiam-se a atividades generalistas e pouco delimitadas, gerando duplicidade de ações pelas chefias ou indefinição de responsáveis. Isso causava conflitos internos com frequência demasiada, interferindo no bom clima organizacional desejável, além dos desgastes pessoais entre servidores.

O processo interno de contratações, com a nova estrutura, apresentou competências comuns por parte do setor requisitante das contratações. Com a inovação, os requerentes devem apresentar informações sobre a necessidade, a justificativa e elementos preliminares sobre a contratação. Essas ações representam procedimentos internos de melhoria na gestão, uma vez que as chefias seguem competências comuns, que podem ser observadas no Apêndice C.

No antigo Regulamento dos Serviços Auxiliares (Resolução 10/1986) pode-se ver facilmente que as contratações seguiam um modelo indefinido de distribuição de atividades e processos. Não havia na estrutura papéis e ações claramente definidos. A forma como eram estruturados os departamentos não permitia entender a complexidade e as particularidades existentes nas rotinas, nas atividades e nos processos de contratações públicas. Não havia uma definição clara das responsabilidades dos gestores, das chefias e dos servidores.

Na estrutura organizacional atual, conforme se observa no Anexo VI, houve a criação de setores para auxiliar a realização das atividades administrativas da Secretaria encarregada das contratações. A medida foi implementada com o intuito de minorar o acúmulo de atividades distribuídas em poucos setores. Com o passar dos anos os setores foram absorvendo atividades e ações advindas de novas legislações ou demandas dos trabalhos, sem a estrutura tenha equipado os departamentos e as competências para atender às novas demandas. A modalidade Pregão e o gerenciamento das Atas de Registro de Preços, por exemplo, foram duas atividades incorporadas aos processos licitatórios desde 2002, com o advento da Lei Nacional nº 10.520/2002 e do Decreto Nacional nº 7.892/2013.