Este tópico dedica-se à investigação das formas de ativismo político oferecidas
pelas redes digitais de comunicação. Dos trabalhos que têm como tema a investigação
sobre as possibilidades democráticas oferecidas pelas redes digitais de comunicação,
certamente os que tomam como interesse o ativismo político são os de maior
coberto pelos meios de comunicação. O resultado seria evidente. A democracia eletrônica pode conduzir, assim, diretamente ao linchamento eletrônico. A interatividade do cebercretinismo'." (Cebrián, 1999: 79) 179 As redes telemáticas podem ainda contribuir para uma maior participação dos eleitores, sobretudo os jovens (que são os que menos participam dos pleitos nos países onde o voto é facultativo), ao permitir não apenas a comodidade do voto online, mas também a conformação de espaços discursivos, a busca por informações sobre determinado candidato a partir de instrumentos próprios (motores de busca ou informações compartilhadas através de listas de discussão).repercussão e que geram superior número de reflexões. Isso acontece exatamente
porque a Internet, dada sua rapidez, capacidade de publicação de opiniões e de notícias
por enfoques autônomos, além de favorecer a articulação a baixo custo e sem levar em
consideração fronteiras geográficas, é vista como o grande meio a ser utilizado por
entidades ou indivíduos isolados e marginalizados politicamente. Desta feita, se, em um
primeiro momento, a comunicação de massa era marcada por sua verticalidade, agora
existiria a possibilidade do usuário comum se tornar provedor de informação (Allan,
2003).
No ciberespaço, há lugar para manifestações de diversas naturezas, sejam elas
acadêmicas, artísticas, religiosas, pessoais, sexuais ou políticas. Movimentos sociais,
por exemplo, são contemplados com sites de ambientalistas (Greenpeace e World
Wound Found for Nature
180); há espaço para os céticos em relação à globalização ou
feministas
181, graças aos recursos tornados disponíveis através de um meio que lhes dá
voz independente de fronteiras ou de empecilhos relativos ao tempo de transmissão de
uma mensagem
182. Bougnoux destaca que:
"Durante muito tempo, a humanidade não pôde conceber sua reunião ou comunicação universal consigo mesma senão por intermédio de uma grande mensagem, religiosa ou ideológica [...] Ora, o universal que triunfa hoje com a Web não é o da mensagem, nem de conteúdos particularmente racionais, mas o do simples meio [...] A finalidade última da rede não é, com efeito, a mensagem, mas a disponibilidade do contato: a rede é primeiramente fática, e não tem no fundo outra finalidade: toda a sua utopia esgota-se em ligar os correspondentes entre eles." (Bougnoux, 1999: 197)
É sem dúvidas que o modelo rizomático da rede telemática possibilita uma
maior autonomia no tocante às normas culturais e barreiras impostas por determinados
Estados. Na China, por exemplo, o Ministério da Indústria da Informação determinou,
desde 2001, que os provedores do país vasculhem salas de bate-papo e o correio
180 Os endereços respectivamente das representações destas entidades no Brasil são www.greenpace.org.br e www.wwf.org.br.
181 Notícias sobre o movimento anti-globalização podem ser conferidas em www.midiaindependente.org; exemplos de entidades feministas estão nos seguintes endereços: www.cfema.org.br; www.sof.org.br.
182 Aqui não se deve deixar de dizer que a grande novidade da Internet encontra-se nas possibilidades abertas. Não é por ter um site na rede mundial de computadores que se está estabelecendo obrigatoriamente a comunicação no sentido estrito da palavra: quem garante que algum usuário vai acessar determinado conteúdo, quem garante que se terá um interlocutor?
eletrônico dos usuários em busca de material considerado "subversivo", infiltrado por
ativistas contra o regime político imposto pelos dirigentes daquele país
183.
A partir do acesso ao ambiente telemático, diversos pontos de vista são
ofertados, instantaneamente. A hipótese levantada por Gomes (2001) é a de que o
usuário passaria a depender menos da imprensa tradicional para formar sua opinião
política, ou seja, não deixaria de ler o jornal impresso ou assistir ao telejornal da noite
com a família, mas passaria a contar com um maior número de fontes alternativas, desde
governos e sindicatos, diretamente, até informações providas por particulares
184.
Desta maneira, é diferente, por exemplo, acompanhar a cobertura de uma
manifestação anti-globalização ou das passeatas durante as edições do Fórum Social
Mundial a partir das grandes redes de televisão ou através do jornal online
disponibilizado pelos respectivos movimentos (sem descartar os sites agregados de
colaboradores
185). Deve-se levar em consideração a questão da credibilidade destas
informações, mas o que se ressalta é o fato de o próprio agente social agora ter um canal
de interlocução direto com a sociedade
186.
183 Sobre a questão do acesso por parte de cidadãos chineses a informações oferecidas na Internet, pode- se obter maiores esclarecimentos em: "China cria novas normas para regular endereços de internet" http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u14539.shtml e também em "Governo chinês xereta todos os e-mails", disponível em
http://www.webinsider.com.br/vernoticia.php?id=1145 (endereços visitados em 04 de dezembro de 2003).
184 Nas palavras de Gomes: "Sendo tais materiais alcançáveis pelos aparatos tecnológicos de busca on- line, um determinado repertório de opinião publicado num site de um megaportal e outro disponível numa página de um obscuro provedor de um lugar qualquer na "periferia" do mundo têm praticamente as mesmas chances de "audiência". Ora, a tal característica correspondem pelo menos duas conseqüências importantes para a natureza da opinião política disponível na internet: (a) a diminuição da importância da mediação do jornalismo tradicional na formação da opinião política e (b) o pluralismo de opiniões" (Gomes, 2001).
185 As redes são estruturas cada vez mais factíveis com o avanço tecnológico, havendo menos barreiras à livre circulação de informações. Em se tratando do emprego que os guerrilheiros (como os zapatistas, um caso clássico) dão às redes de comunicação, alguns estudiosos ressaltam que os exércitos convencionais são necessariamente piramidais, hierárquicos, enquanto guerrilheiros tendem a se horizontalizar em rede: "Para Arquilla e Ronfeldt a luta pelo futuro que faz o cotidiano de nossas manchetes não está sendo travada por exércitos liderados por Estados ou sendo conduzida por imensas e milionárias armas feitas para os tanques, aviões ou esquadras. Elas se desenvolvem através de grupos que operam em unidades pequenas e dispersas, podendo se desdobrar repentinamente em qualquer lugar ou tempo como uma incontrolável infecção por afluência popular (swarming). Eles sabem como enxamear e dispersar, penetrar e romper ou eludir e evadir. Os combatentes podem pertencer a redes de terroristas como a Al Qaeda, redes de traficantes como Cali, redes de militantes anarquistas como o Black Bloc, redes de luta política como o Zapatismo ou redes de ativistas da sociedade civil global como o DAN (Direct Action Network)." (Antoun, 2002)
186 O canal já era possível com a possibilidade de se montar uma rádio comunitária (apesar da legislação ser um obstáculo no caso brasileiro), um jornal ou inserir VTs na televisão. O que se destaca, porém, é a agilidade, o número de pessoas potencialmente atingidas e o baixo custo do uso da Internet se comparada à utilização dos media convencionais.
O que vem acontecendo, entretanto, não seria a superação do poder
hegemônico dos gigantes mediáticos, mas a emergência de diferentes canais de
comunicação, descentralizados, sem necessariamente passar pelos processos de seleção
costumeiros dos mass media convencionais. São espaços alternativos, geralmente
funcionando como complementares, dada sua pouca difusão entre a maioria dos
indivíduos, pelo menos por enquanto. Neste contexto, Ananda Mitra destaca que a
presença de uma pluralidade de vozes na Internet não tem como ser contida:
"There is thus a series of factors that help to 'structure' the internet around the fundamental characteristics of the technology – those of openness and decentralization – and make it uniquely adapted to be used by anyone who can gain access to the technology. As of now, there is no single entity that can uniquely control the voices on the internet. In spite of the growing presence of commercial influences, and some governments attempting to curb the access and use of the internet, its structure does not allow for that control. Technologically it presents a constantly growing and metamorphosing entity that is within the reach of people independent of their location within the traditional structures of global power." (Mitra, 2001: 38)187
O emprego político da Internet por ativistas de diversas causas (não
necessariamente ligados a entidades políticas, mas cujas atitudes visam influenciar os
atores institucionais, ou seja, são manifestações pré-políticas) compreende uma gama
relativamente ampla de fenômenos, desde a distribuição de material de propaganda
(direcionada ao público interno e externo de dada organização), aglutinação de novos
adeptos, pressão sobre atores institucionais, aproximação entre os ativistas envolvidos
através de trocas de conteúdos até a realização de conversações. Do ângulo civil, estas
tecnologias podem servir tanto como ferramenta de acesso à informação e ao contato
com os diversos cidadãos espalhados geograficamente, quanto para estabelecer formas
de contato com os representantes políticos.
Os ativistas digitais utilizam-se das mais diversas plataformas para fazer suas
campanhas obterem êxito: informativos e listas de discussão, propagandas em salas de
187 T.A.: "Existe portanto uma série de fatores que ajudam a 'estruturar' a Internet em torno de características fundamentais da tecnologia – aquelas relativas à abertura e à descentralização – e fazem-na excepcionalmente adaptada para ser usada por qualquer um a quem tenha acesso à tecnologia. Do modo atual, não há uma simples entidade que possa exclusivamente controlar as vozes na Internet. Apesar da crescente presença de interesses comerciais, e dos esforços de alguns governos em reprimir o acesso e o uso da Internet, sua estrutura não permite este tipo de controle. Tecnologicamente ela apresenta um crescimento constante e uma entidade em metamorfose, isto é, ao alcance de pessoas independente de sua localidade dentro das estruturas tradicionais de poder global."bate-papo, postagens em weblogs, confecção de sites ou banners (propagandas em
formato de imagem) para serem colocados em outros sites, disponibilização de
endereços de correio eletrônico de autoridades, protestos através de cartas pré-
fabricadas por determinada entidade e ainda outros canais como mensagens por meio de
telefone celular, quando das manifestações de rua.
Uma outra iniciativa relativa ao ativismo promovida por entidades não-
governamentais, hackers e internautas isolados é atacar, através de acessos em massa ou
"bombardeio" de mensagens eletrônicas, o site de empresas e governos, como ocorreu
durante a última guerra no Iraque, quando endereços norte-americanos se tornaram
indisponíveis, já que era daquele país de onde provinha a proposta de invasão para pôr
fim ao regime de Saddam Hussein
188.
De modo complementar, deve-se procurar entender o ativismo, por sua maior
amplitude, não apenas enquanto movimento político organizado de entidades já
existentes offline
189. Em outras palavras, o uso das novas tecnologias de comunicação,
para efeitos de ativismo político, pode ter diversas faces: desde o ativismo organizado
(de entidades não-governamentais e demais órgãos de classe) até o ativismo efêmero, às
vezes levado à frente por um indivíduo (ativismo, por exemplo, feito por Hackers,
fenômeno que foge à perspectiva do protesto como argumentação) apenas e em torno de
causas pouco convencionais (a carta-corrente "Tragédia dos ursos na China", estudada
por Albuquerque e Sá, 2001, por exemplo). Envolve-se no conceito, então, desde o
ativismo pré-existente ao uso das redes telemáticas até o ativismo que tem sua
existência essencialmente ligada à natureza das redes digitais de comunicação.
Para efeitos de ilustração, com o intuito de pôr luz sobre um dos aspectos
passíveis de estudo sobre o ativismo digital, se se prende apenas à influência das redes
188 Maiores informações podem ser obtidas em "Hackers e vírus usam guerra como tema", disponível no endereço : http://idgnow.terra.com.br/idgnow/internet/2003/03/0055, visitado em 04 de dezembro de 2003. É interessante ainda observar a apropriação cultural que cada segmento internauta faz da Internet. Boa parte destes ataques a sites norte-americanos, de acordo com a empresa de segurança britânica Mi2g (http://mi2g.com/cgi/mi2g, acessado em 03 de dezembro de 2003), foi patrocinada por usuários indonésios e paquistaneses, países nos quais a maioria da população é muçulmana.189 Apesar de não se configurar como uma modalidade típica de ativismo (a não ser quando o usuário repassa a iniciativa aos seus contatos no ambiente digital), uma outra maneirab de solicitar participação via Internet tem como meta a captação de recursos para entidades filantrópicas (veja-se o exemplo do ClickFome, cujo slogan é "Doe sem colocar a mão no bolso", endereço: http://www.clickfome.com.br/ (acessado em 03 de dezembro de 2003). Não se pode deixar de dizer, porém, que é essencial uma campanha fora do ambiente virtual para que um site com determinados objetivos dê certo, torne-se conhecido.
telemáticas no ambiente organizacional de determinada entidade ligada ao que se
convencionou chamar de "novo movimento social"
190, podem ser objetos de
investigação os motivos que levam determinada entidade a estabelecer uma base virtual;
as modificações, se ocorrem, internamente à entidade e em relação à comunicação que
ela realiza com o público externo; os modos de atuação diversificados e a eficácia das
campanhas virtuais; a questão da visibilidade permitida pelos meios digitais quando
confrontados (ou complementados) aos meios de comunicação convencionais
191.
190 Ainda é um conceito vago e polêmico dentro das ciências sociais, mas pode-se pontuar uma compreensão geral a partir de Guedes, 2001: "The Twenty first century social movement is characterised by a common objective of transforming the values and institutions of society through collective actions and it has manifested itself on and by the Internet. The new social movement is a movement of opposition to global capitalism and although it has a global scope tends to be manifest locally. They challenge the transnational corporations, oppose the transnational capitalist class and its local affiliates in the political sphere, and promote cultures and ideologies of anti-consumerism. In most capitalist societies, social movements [...] have united those who are hostile to capitalism, those who struggle to alleviate the worst consequences of capitalism, and those who simply want to ensure that capitalism works with more social efficiency than the so called free market allows. They are characterized by the unmistakable novelty of their practices, for example the use of credit cards for donations and the media and new media for mobilization, and the appeal of some of the most prominent social movements of recent decades, notably the women's movement and environmental movement." (Guedes, 2002). T.A.: "O movimento social do século XXI é caracterizado pelo objetivo comum de transformar valores e instituições da sociedade através de ações coletivas e ele tem assim se manifestado na e pela Internet. O novo movimento social é um movimento de oposição ao capitalismo global e apesar de ter um alcance global tende a se manifestar localmente. Eles [os movimentos] desafiam as corporações transnacionais, se contrapõem à classe transnacional do capitalismo e seus afiliados locais na esfera política, e promove culturas e ideologias do anti-consumismo. Na maioria das sociedades capitalistas, os movimentos sociais [...] têm unido aqueles que são hostis ao capitalismo, aqueles que lutam para aliviar as piores conseqüências do capitalismo, e ainda queles que simplesmente querem assegurar que o capitalismo funciona socialmente com maior eficácia do que o chamado livre mercado permite. Eles são caracterizados pela novidade indiscutível de suas práticas, como por exemplo o uso de cartões de crédito para doações e o uso de meios de comunicação e dos novos meios para fins de mobilização, além do apelo de alguns dos mais destacados movimentos sociais das décadas recentes, sobretudo o movimento das mulheres e dos ambientalistas." 191 Sobre o emprego de formas alternativas de comunicação no sentido de influenciar a agenda e os rumos do debate na esfera pública dos meios de comunicação de massa, Downey e Fenton argumentam da seguinte forma: "A central question for Habermas is whether these groups in civil society can intervene in the mass media public sphere and change the agenda through bringing about a critical process of communication. This can be exceedingly difficult to do in a market-led, mass-mediated system enveloped in its own professional ideologies about what is and is not newsworthy, about who is a credible source of opinion and information and who is not (Fenton et al., 1998). Furthermore, the ability of alternative forms of communication to encourage progressive social change must be set in the context of the global dominance of multi-media conglomerates, such as News Corp and AOL/Time Warner." (Downey e Fenton, 2003: 188). T.A.: "Uma questão central para Habermas é se esses grupos na sociedade civil podem intervir na esfera pública dos meios de comunicação de massa e desafiar o processo de agendamento através do colocação de temas / fomento de uma comunicação crítica. Isto pode ser extramamente difícil de fazer em um sistema de comunicação massiva dominado pelo mercado, envolvido em suas próprias ideologias profissionais sobre o que é ou não uma notícia valorosa [ou tenha valor de notícia], sobre quem é fonte crivel de opinião e informação e quem não é (Fenton et al., 1998). Ademais, a habilidade de formas alternativas de comunicação para encorajar o processo de mudança social deve ser posto no contexto da dominância global dos conglomerados multimediáticos, como a NewsCorp e a AOL / Time Warner."
Lemos reitera que o ambiente da Internet é propício à atuação dos movimentos
sociais exatamente por não se sujeitar a critérios de seleção de conteúdos a serem
divulgados.
"O ciberativismo refere-se a práticas sociais associativas de utilização da Internet por movimentos politicamente motivados, com o intuito de alcançar suas novas e tradicionais metas. Grupos como o Electronic Disturbance Theatre ou o Critical Art Ensemble, por exemplo, fazem protestos pela redes (ataques DoS, desfigurações, etc) contra a globalização, contra os transgênicos, etc. O principal objetivo, como de todo ciberativismo, é difundir informações e reivindicações sem mediação, e organizar ações independentes e livres." (Lemos, 2003)
Em um dos maiores portais de notícias da Internet, o espanhol "El Mundo"
192,
uma notícia divulgada em março de 2002
193faz refletir sobre a eficácia da Internet
enquanto suporte de uma comunicação alternativa para trocar e tornar públicos
conteúdos, prover opiniões ou dar visibilidade a acontecimentos omitidos pelos media
convencionais. Os "panelaços" (ou cacerolazos, em espanhol) organizados pelos
populares argentinos contra o "corralito" (congelamento dos depósitos bancários para
evitar a fuga de capitais do país), apesar de pacíficos na maioria das vezes, foram
reprimidos pelo governo platino, e, por este motivo, ganharam uma versão online. Sites
como o Elcazerolazo.com, o Cazerolazo.info e o Cazerolazo.unlugar, trouxeram à época
editoriais e fóruns online, estimulando a participação e o debate políticos, contribuindo
para a organização do movimento de rua
194.
Um outro site espanhol organizado por membros da Campaña Ropa Limpia
(CRP)
195, criado em 2000, protesta contra as condições dos trabalhadores da Nike e da
Adidas nas fábricas da Ásia e da América Latina. Esta rede de solidariedade tenta
sensibilizar os usuários, esclarecendo, nas milhares de mensagens de e-mail enviadas, as
condições de trabalho nestas linhas de produção, que, de acordo com a entidade, são
desumanas, com funcionários recebendo salários irrisórios, sem poder se organizar ou
gozar de direitos trabalhistas elementares.
192 Endereço: www.el-mundo.es (acessado em 03 de dezembro de 2003). 193 http://busca.terra.com.br/wired/politica/02/03/12/pol_1.html
194 Deve-se salientar que, após a realização do movimento, muitos destes sites simplesmente deixam de existir, o que prova que a Internet serviu, em muitos casos, apenas como ferramenta complementar. 195 Endereço: http://www.ropalimpia.org/ (acessado em 03 de dezembro de 2003).