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3 FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER

3.2 PERFORMANS BİLGİLERİ

3.2.1 FAALİYET VE PROJE BİLGİLERİ

No tocante ao desenvolvimento da TCI, por sua vez, cumpre dizer que ela se sustenta e se desenvolve em uma sequência de passos que são seguidos ao longo da operacionalização da mesma. Os passos em questão são: o acolhimento, a escolha do tema, a contextualização, a problematização e o encerramento. Barreto criou um protocolo onde são explicitados cada um deles, com seus objetivos e finalidades. Abaixo, apresentaremos uma descrição de cada, de acordo com a visão do criador da TCI (BARRETO, 2008).

Primeiro passo: acolhimento. Consiste na ambiência do local, de modo a deixar os

participantes à vontade, confortáveis e acomodados. O formato das acomodações é uma roda, para que todos possam ver e escutar quem está falando.

A TCI deve ser iniciada com uma música de conhecimento da comunidade, o que é feito com o objetivo de promover a integração do grupo, oferecer-lhe boas-vindas e acolher os participantes. Ao mesmo tempo, a música serve de instrumento para desinibir essas pessoas através do cantar e do dançar, de que todos possam participar, deixando o ambiente mais descontraído e alegre. Nesse momento, fica evidente a contribuição desse simples passo para promoção de alegria nessas pessoas.

Para um bom andamento da roda, algumas regras são adotadas, a saber: 1) ficar em silêncio enquanto o outro fala; 2) falar em primeira pessoa, portanto, da própria experiência, daquilo que se vivencia; 3) não aconselhar, fazer discursos e sermões, ou ainda julgar o outro. Sugere-se que, entre uma fala e outra, qualquer participante do grupo pode interromper e propor uma música, um provérbio na fábula ou até mesmo contar uma piada que esteja no contexto da situação, e ainda se enfatiza junto aos participantes o respeito a história de cada um, já que o lugar da TCI é um espaço de escuta e compreensão do sofrimento alheio.

Segundo passo: escolha do tema. Aqui, o terapeuta busca estimular o grupo a falar, ressaltando a importância da fala como um desabafo para dividir as preocupações. Algumas pessoas se sentem à vontade e abrem seu coração para anunciar o que sentem e o motivo da preocupação. Após ouvir alguns participantes, o terapeuta pergunta ao grupo quem é que se identifica com aquele sentimento e, após as pessoas se pronunciarem, propõe uma votação, deixando que o grupo escolha o tema que julgar mais importante para o momento.

Terceiro passo: contextualização. Esse é o momento em que o terapeuta pede para a

pessoa que teve o problema escolhido para falar mais, de maneira a permitir ao grupo que compreenda o problema no seu contexto. Nesse ponto, o terapeuta inicia com perguntas, bem como autoriza os participantes a também apresentarem suas indagações, para compreender o sofrimento da pessoa que fala. As perguntas vão ajudando na reordenação das ideias e na possibilidade de identificar as conexões com outros sentimentos aflorados em semelhantes contextos. É importante, aqui, que o terapeuta saiba fazer perguntas o mais pertinentes para desafiar as certezas que temos, instalando dúvidas, pois estas, na verdade, servem para que possamos ver a situação sob outras perspectivas.

Quarto passo: problematização. Nesse passo, o mais importante é a partilha das

vivências do grupo, ressaltando-se como foi o enfrentamento da situação ou a superação. É aqui que o terapeuta lança ao grupo uma pergunta-chave, a saber: ―quem é que já viveu uma

situação parecida e como fez para resolvê-la?‖. Durante a resposta de algum participante à

indagação, a pessoa que originalmente expôs seu problema fica em silêncio, mas está ativando a escuta ativa nesse momento. Com esta pergunta-chave, o terapeuta promove uma reflexão coletiva capaz de trazer à tona elementos fundamentais, que permitem a cada participante a revisão dos seus esquemas mentais, para reconstrução de uma nova visão sobre si e sobre o mundo.

Quinto passo: encerramento. Concretiza-se com rituais de agregação e de conotação

positiva, e constitui um momento para reconhecer, valorizar e agradecer o esforço de cada um que está tentando superar as adversidades da vida, bem como sua coragem, determinação e sensibilidade. A conotação positiva permite que os indivíduos repensem o seu sofrimento de forma mais ampla, ultrapassando os efeitos imediatos da dor e da tristeza, para dar sentido mais profundo à crise e poder melhor identificar os recursos pessoais e, portanto, reforçar a autoestima.

Cada pessoa que participa da roda de TCI sai enriquecida, porque se confronta com outras visões de mundo. Por isso, é importante que haja uma atitude de escuta e respeito, devendo o terapeuta estar sempre atento às demandas dos participantes e observando se há

dispersão na roda. Também se faz imprescindível acrescentar que é parte da TCI tentar ver o que há de positivo em cada gesto ou atitude, pois, muitas vezes, os gestos indicam uma busca desesperada de encontrar soluções para o problema.

A explicação proposta por Barreto (2008), para o enfrentamento das adversidades, leva em consideração que o primeiro impacto diante de um acontecimento trágico gera o que chamamos de sensações, tais como: mal-estar, tontura, crises de choro, entre outras. Passado esse estágio do sofrimento, os questionamentos do terapeuta deverão ajudar a pessoa a sair desse estado de sensações, a fim de identificar emoções, como: medo, culpa, raiva etc. Nesse aspecto, o pensamento possibilita a tomada de consciência do real problema ou conflito, ao passo que a consciência nos permite realizar as mudanças necessárias.

Assim, para finalizarmos o presente tópico, destacamos o que afirmam Barreto e colaboradores (2011), quando escrevem que a TCI, esse potente dispositivo de cuidado, centra sua ação no sofrimento e não na patologia, permitindo a criação de espaços de partilha grupal das inquietações cotidianas. Nessa terapia, procura-se promover a saúde em espaços coletivos, pois se acredita que, com a partilha das experiências no grupo, podem desvelar-se as possíveis estratégias de superação dos sofrimentos, o que estimula a comunidade a buscar encontrar em si mesma as soluções para suas adversidades.

Benzer Belgeler