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PERFORMANS Üretim Ve Dağıtım Etkinliği

3.1.3. Endüstriyel Rekabet Teorisi

Quanto aos Braconidae, os resultados obtidos para os três fragmentos florestais amostrados podem ser observados na Tabela 2.4. Um primeiro aspecto a ser mencionado é que o esforço amostral despendido permitiu apenas a amostragem de uma pequena fração da comunidade, tendo em vista o pequeno número de gêneros amostrados, muitas vezes representado por apenas um único espécime. Por esta razão, os índices de diversidade não foram apresentados, ficando a análise restrita à riqueza de espécies em cada fragmento amostrado. Na totalidade, foram capturados 39 espécimes.

Um aspecto notório na amostragem da comunidade de Braconidae vem a ser a relação positiva entre riqueza de espécies e o tamanho do fragmento. De fato, a Teoria de Biogeografia de Ilhas afirma que o número de espécies em uma ilha ou, por analogia, em um fragmento florestal, está diretamente relacionado com sua área e com o grau de proximidade de outras áreas de habitat, além da diversidade interna de habitats e recursos e da ausência de distúrbios (FORMAN, GODRON, 1996; TERBORGH et al., 1997). No entanto, diversos outros fatores também podem estar condicionando os resultados obtidos.

Em um estudo sobre a abundância de invertebrados de solo em alguns fragmentos da floresta Amazônica, DIDHAM (1997) observou certo aumento deste grupo com a redução da área do fragmento, explicado como um processo derivado da influência da borda. De modo semelhante, a família Braconidae tende a ser mais abundante próximo às áreas de borda ou clareiras no interior de florestas, provavelmente pela maior densidade de hospedeiros existentes nestes ambientes (PENTEADO-DIAS, com. pessoal). Entre os fragmentos estudados, aquele que conteve maior riqueza de espécies também apresentou índice de borda mais elevado e maior área total relativo às bordas (Tabela 2.1).

Tabela 2.4: Relação de subfamílias, gêneros e morfoespécies de Braconidae capturados nas diferentes épocas e locais amostrados.

Fragmento A (Área do inventário florestal 3)

Subfamília Gênero / Morfoespécie

Microgastrinae Apanteles sp. Microgastrinae Pseudoapanteles sp. Microgastrinae Glyptapanteles sp. Doryctinae Heterospilus sp.1 Doryctinae Heterospilus sp.2 Doryctinae Heterospilus sp.4 Doryctinae Heterospilus sp.7 Doryctinae Notiospathius sp.2

Doryctinae Gen. LL (Barbalho, 1999)

Blacinae Blacus sp. Opiinae Opius sp.2 Euphorinae Euphoriella sp. Hormiinae Pambolus sp. Alysiinae Aphaereta sp.2 TOTAL 14 espécies

Fragmento B (Área do inventário florestal 4)

Subfamília Gênero / Morfoespécie

Doryctinae Heterospilus sp.1 Doryctinae Heterospilus sp.2 Doryctinae Heterospilus sp.6 Hormiinae Cantharoctonus sp. Hormiinae Hormius sp. Cheloninae Dentigaster sp. Rogadinae Stiropius sp. TOTAL 7 espécies

Fragmento C (Área do inventário florestal 5)

Subfamília Gênero / Morfoespécie Gnamptodontinae Pseudognaptodon sp. Doryctinae Heterospilus sp.1 Doryctinae Heterospilus sp.2 Doryctinae Heterospilus sp.3 Doryctinae Heterospilus sp.5 Doryctinae Heterospilus sp.8

Doryctinae Gen. H (Barbalho, 1999)

Doryctinae Notiospathius sp.1

Hormiinae Pambolus sp.

Opiinae Opius sp.1

Ichneutinae Paraligoneurus sp.

BROWN, HUTCHINGS (1997) realizaram censos de borboletas em 25 fragmentos florestais amazônicos variando de 1 a 1000 ha, por diversos anos. O estudo apontou fraca influência do tamanho do fragmento sobre a diversidade de espécies, sendo grande parte da variação associada à heterogeneidade ambiental presente. Também estudos como o de BURNETT et al. (1998) e NICHOLS et al. (1998) relacionam a diversidade biótica com a variabilidade dos fatores abióticos em diferentes níveis de análise. No presente estudo, o fator heterogeneidade ambiental pode estar sendo determinante, uma vez que o fragmento A, inclusive por seu tamanho, abrange um número bem mais elevado de ambientes, também propiciado pela grande variação topográfica, pela vizinhança com os campos de altitude e pela presença de nascentes e cursos d’água em seu interior.

Especificamente para Braconidae, LEWIS, WHITFIELD (1999) avaliaram a diversidade do grupo em diferentes sistemas silviculturais de pinheiros em clima temperado. A análise não mostrou diferenças quanto ao número total de espécimes capturados em floresta sem distúrbios, floresta com corte seletivo (distúrbio intermediário) e floresta com corte quase total das árvores (distúrbio intenso), mas a riqueza de espécies revelou alguma diferença entre as condições analisadas. Os resultados indicam que as alterações consideradas causam a substituição de certas espécies, favorecendo a diversidade nas áreas sujeitas a distúrbios, provavelmente pelo estabelecimento de um grande número de espécies vegetais pioneiras que atraem polinizadores e insetos fitófagos, possíveis hospedeiros dos himenópteros parasitóides.

Assim, o tipo e intensidade do distúrbio podem ser determinantes para os resultados obtidos. O período de tempo posterior ao distúrbio, onde a taxa de extinção de espécies é elevada, é referido como período de relaxamento. Segue- se, então, o período de ajustamento, onde há reposição e restabelecimento de espécies. De modo geral, manchas sujeitas a distúrbios crônicos têm maior período de relaxamento e maior perda de espécies em relação às manchas com distúrbios pontuais (FORMAN, GODRON; 1986). Uma vez que os menores fragmentos amostrados estão sujeitos a um contínuo manejo por parte de seus proprietários (corte seletivo e pastoreio) e que este pode ser categorizado como um distúrbio crônico, a menor riqueza de espécies obtida nos fragmentos B e C podem ser conseqüência direta deste fenômeno.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

De modo geral, os resultados obtidos indicam que a área dos fragmentos vem a ser o parâmetro mais importante para explicar as variações observadas quanto a riqueza de espécies. Várias hipóteses correlacionam estas variáveis (METZGER, 1999). A riqueza diminui quando a área do fragmento fica menor do que as áreas mínimas necessárias para a sobrevivência de algumas populações. Outro fator é a diminuição da heterogeneidade interna do habitat, que ocorre à medida que a área é reduzida. A diminuição da área acarreta também uma diminuição dos recursos disponíveis. Esta acaba por intensificar a competição intra e inter-específica, constituindo outro fator de extinção. A extinção de espécies- chave também deve ser considerada, pois determina a ocorrência de extinções secundárias das espécies dependentes. Por último, os riscos de extinções estocásticas também aumentam com a redução da área de habitat.

Os pequenos fragmentos de vegetação nativa, numerosos e bastante dispersos ao longo da paisagem na região de estudo são conseqüência dos aspectos produtivos e sócio-culturais que a caracterizam. O modo de vida dos agricultores tradicionais sul mineiros está embasado, em suas origens, em um sistema produtivo em que a diversificação e, conseqüentemente, uma relativa autosuficiência e independência dos grandes centros mercantis são características marcantes e acabam por criar um mosaico de manchas de vegetação de diferentes idades, tamanhos, formas e localização. Assim, a retenção e gerenciamento de porções de mata nativa no interior das propriedades possui, originalmente, grande função utilitária, principalmente pelo fornecimento de lenha e matéria prima para o reparo e construções de estruturas e instrumentos agrícolas. No entanto, mesmo não contendo os níveis de riqueza de espécies inicialmente observados em extensas áreas florestadas, devem ser considerados importantes fontes de diversidade biológica, ausente ou grandemente empobrecidas nas áreas sujeitas à maior alteração e simplificação estrutural, como as pastagens.

BRAGANÇA et al. (1998), ao analisarem a diversidade de Lepidópteros em plantações de eucalipto, afirmam que a permanência de vegetação natural contribui positivamente para o manejo de pragas em ambientes silviculturais. Analogamente, pode-se fazer referência aos pequenos remanescentes florestais da área de estudo como possíveis fontes de agentes controladores de pragas.

Muitas espécies de himenópteros são parasitóides ou predadores de vários outros insetos, tendo um importante papel na regulação natural das populações de insetos fitófagos e, por isso, muito utilizados nos processos de controle integrado de pragas. Este fato, pode explicar, ao menos parcialmente, a reduzida utilização de praguicidas nos sistemas agrícolas da região (CAVALLINI, 1997).

No presente estudo, os pequenos fragmentos florestais também possuem o potencial de atuar como matrizes para o fornecimento de sementes e propágulos visando a regeneração de áreas a serem recuperadas, conforme sugerem os estudos florísticos realizados por LINERA et al. (1998) em fragmentos de floresta tropical no México. HONNAY, HERMY, COPPIN (1999), ao estudarem a distribuição das espécies vegetais em 234 fragmentos florestais na Bélgica, chegam a conclusões semelhantes.

LESICA, ALLENDORF (1995), ao reverem diversas análises de variabilidade genética em plantas superiores, observaram que pequenas populações podem ser muito valiosas à conservação, devido às reduzidas perdas de heterozigosidade por deriva genética em curto prazo. Concluem que, com base em considerações demográficas, pequenas reservas naturais tendem a ser bastante valiosas para a conservação de plantas.

Ao investigar os padrões de variação genética de árvores tropicais, NASON

et al. (1997) afirmam que a distância de dispersão de pólen e sementes influencia

fortemente a distribuição espacial desta variação em áreas de floresta contínua. Por sua vez, os níveis de diversidade genética dentro e entre fragmentos serão determinados pelo efeito do isolamento destes, conseqüência, inclusive, da presença e do comportamento de polinizadores e frugívoros dispersores de sementes. Os autores concluem que a proximidade de grandes áreas de floresta contínua sugere que a sobrevivência de algumas espécies nos menores remanescentes florestais estaria assegurada através de modelos metapopulacionais.

DEBINSKI et al. (2000) observaram que os tipos de manchas adjacentes aos fragmentos podem influenciar a incidência e riqueza de espécies, segundo modelo elaborado a partir do padrão de deslocamento de borboletas. Desta forma, a proximidade de grandes áreas de florestas naturais na região de estudo tende a

valorizar a importância dos fragmentos de menor tamanho para a conservação e diversidade biológica em nível regional.

SCHLUTER, RICKLEFS (1993) observam que, normalmente, a paisagem inclui um mosaico de manchas com distúrbios de diferentes extensões e intensidades, tal que cada mancha tende a representar um estágio de sucessão ou uma composição típica de espécies. Assim, todo o mosaico apresentaria maior riqueza de espécies que qualquer mancha individual, contribuindo positivamente para a biodiversidade no âmbito regional. Durante o trabalho de campo, observou- se a presença ou passagem de elementos da fauna pouco comuns em áreas não florestadas, principalmente aves como tucanos (Ramphastus toco) e jacus (Penelope superciliaris). Também a presença dos primatas sauá (Callicebus

personatus) e mico-estrela (Callithrix penicilata) no fragmento de menor tamanho

pôde ser constatada. Assim, vale a pena lembrar que muitos destes pequenos fragmentos podem estar atuando como ilhas de habitats que indivíduos de diferentes populações podem utilizar como refúgio ou mesmo fonte de recursos durante o processo de migração ou dispersão, possibilitando o fluxo gênico entre populações distantes.

CAPÍTULO III

A BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO AIURUOCA: ANÁLISE