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Em abril de 1648, John Milton escreveu uma versão muito pessoal do salmo bíblico de número 88:

Ó SENHOR, Deus que me salva, a ti clamo dia e noite.

Que a minha oração chegue diante de ti; inclina os teus ouvidos ao meu clamor. Tenho sofrido tanto que a minha vida está à beira da sepultura!

Sou contado entre os que descem à cova; sou como um homem que já não tem forças.

Fui colocado junto aos mortos, sou como os cadáveres que jazem ao túmulo,

dos quais já não te lembras, pois foram tirados de tua mão. Puseste-me na cova mais profunda, na escuridão das profundezas. Tua ira pesa sobre mim;

com todas as suas ondas me afligiste. Afastaste de mim os meus melhores amigos

e me tornaste repugnante para eles. Estou como um preso que não pode fugir;

minhas vistas já estão fracas de tristeza. A ti, SENHOR, clamo cada dia; a ti ergo as tuas mãos.

Acaso mostras as tuas maravilhas aos mortos?

125

Acaso os mortos se levantam e te louvam?

Será que teu amor é anunciado no túmulo,

e a tua fidelidade, no Abismo da Morte?

Acaso são conhecidas as tuas maravilhas na região das trevas,

e os teus feitos de justiça, na terra do esquecimento?

Mas eu, SENHOR, a ti clamo por socorro; já de manhã a minha oração

chega à tua presença.

Por que, SENHOR, me rejeitas e escondes de mim o teu rosto? Desde moço tenho sofrido e ando perto da morte;

os teus terrores levaram-me ao desespero.

Sobre mim se abateu a tua ira; os pavores que me causas me destruíram.

Cercam-me o dia todo como uma inundação;

envolvem-me por completo. Tiraste de mim os meus amigos e os meus companheiros;

as trevas são minha única companheira.2

2 Abaixo, segue a versão de John Milton:

Lord God that dost me save and keep, All day to thee I cry;

And all night long, before thee weep Before thee prostrate lie. Into thy presence let my praier With sighs devout ascend; And to my cries, that ceaseless are, Thine ear with favour bend. For cloy'd with woes and trouble store Surcharg'd my Soul doth lie, My life at deaths uncherful dore Unto the grave draws nigh. Reck'n'd I am with them that pass Down to the dismal pit; I am a man, but weak alas And for that name unfit.

From life discharg'd and parted quite Among the dead to sleep,

And like the slain in bloody fight That in the grave lie deep. Whom thou rememberest no more, Dost never more regard, Them from thy hand deliver'd o're Deaths hideous house hath barr'd.

126 Milton já sentia os primeiros problemas de visão em meados de 1644, mas só ficaria completamente cego em 1652. Portanto, não seria exagero afirmar que, ao recriar

Thou in the lowest pit profound Hast set me all forlorn,

Where thickest darkness hovers round, In horrid deeps to mourn.

Thy wrath from which no shelter saves Full sore doth press on me; Thou break'st upon me all thy waves, And all thy waves break me. Thou dost my friends from me estrange, And mak'st me odious,

Me to them odious, for they change, And I here pent up thus.

Through sorrow, and affliction great Mine eye grows dim and dead, Lord all the day I thee entreat, My hands to thee I spread. Wilt thou do wonders on the dead, Shall the deceas'd arise

And praise thee from their loathsom bed With pale and hollow eyes?

Shall they thy loving kindness tell On whom the grave hath hold, Or they who in perdition dwell Thy faithfulness unfold? In darkness can thy mighty hand Or wondrous acts be known, Thy justice in the gloomy land Of dark oblivion?

But I to thee O Lord do cry E're yet my life be spent, And up to thee my praier doth hie Each morn, and thee prevent. Why wilt thou Lord my soul forsake, And hide thy face from me, That am already bruis'd, and shake With terror sent from thee; Bruz'd, and afflicted and so low As ready to expire,

While I thy terrors undergo Astonish'd with thine ire. Thy fierce wrath over me doth flow Thy threatnings cut me through: All day they round about me go, Like waves they me persue. Lover and friend thou hast remov'd And sever'd from me far.

They fly me now whom I have lov'd, And as in darkness are

Cf. MILTON, John. The complete poetry and essential prose of John Milton, Nova York, Modern Library, 2007, págs. 121-123.

A tradução acima está mesclada com a do salmo citado, baseado na da Bíblia de Jerusalém e na do padre João Ferreira de Almeida. Na análise do texto a seguir, faremos uma comparação aproximada do verso do poema com o do salmo sobre o qual ele é baseado, para ajudar a compreensão do leitor: Cf. A BÍBLIA DE JERUSALÉM, São Paulo, Editora Paulus, 2004.

127 o salmo 88, o vate também profetizava sobre si mesmo, ao antecipar uma triste circunstância que iria marcar o resto da sua existência, colaborando até mesmo para a aura de lenda que definiria a sua persona política e poética na posteridade. Ainda assim, é nítido que, ao se deter nos versos deste salmo específico, havia também uma questão política que incomodava Milton e que ele a via como uma continuidade do

dilaceramento moral que sempre o acompanhou – e que agora era refletido de forma

dramática por meio de sua cegueira.

O salmo 88 – e a versão poética reelaborada por Milton – apresenta a visão sem concessões de um Deus que, de tão justo, mostra ao homem como o seu amor pode ser dolorosamente ambíguo. O Saltério como um todo é sobre a aflição demasiadamente humana por uma divindade que, na sua onipotência, dá amostras silenciosas de compreensão do sofrimento humano. Se há alguma prova de que ela é mais evidente, fica-se com a impressão de que isso só será revelada no último instante. Até lá, o que teremos serão trevas sobre trevas.

É também uma peça brilhante de poesia – e isto deve ter sido o que estimulou Milton a recriá-lo – porque faz o que toda a grande literatura se propõe: expressa, por meio da linguagem mais simples e das metáforas mais precisas, a dignidade do sofrimento. O estilo claro, os símbolos comuns a um cotidiano ritualizado, captados por anos de experiência ao olhar as coisas do mundo tais como elas são, e não como elas

deveriam ser, são os dons que ligam os salmistas (em especial, o rei Davi) a uma

tradição posterior que não fica nada a dever a Virgílio ou Shakespeare (aliás, como já vimos nos capítulos anteriores, modelos para o futuro autor de Paraíso perdido).

Contudo, o que os textos mostram também é algo peculiar na lógica da vida religiosa: o mergulho extremo na escuridão da alma humana – mais precisamente, o encontro com a realidade implacável: a morte. Não estamos falando da morte física, em que a pessoa se vai desta terra e a única herança deixada é o profundo cheiro de perda – estamos falando da pior de todas as mortes, a que mata o espírito pelo simples motivo de que este último teria sucumbido às tentações do mundo. E por tentações do mundo, de acordo com um devoto como Milton, entenda-se o homem que prefere viver um mundo de sonho a despertar para a realidade, em que a revolta contra a criação leva à apostasia e o amor sui substitui o amor Dei.

128 Este não é o caso do eu-lírico em questão (e do próprio Milton, que o incorpora à sua voz poética) – que reflete sobre este fenômeno ao contar-se entre “os que descem a cova” [unto the grave draws nigh], que “já não tem mais forças” [I am a man, but weak

alas/ and for that name unfit] e que “como os cadáveres que jazem ao túmulo, dos quais

já não te lembras, pois foram tirados de tua mão” [Among the dead to sleep,/ and like the slain in bloody fight/ that in the grave lie deep/ whom thou rememberest no more/

dost never more regard]. Ele não é um dos mortos – Deus simplesmente o pôs entre eles

e, ao que parece, com algum propósito. A ira divina desce sobre sua cabeça como uma bigorna; contudo, por alguma razão, aceita essa ira com a mais desesperada das resignações. Sua aflição ímpar provém desta escolha, em que o salmista tem a consciência de que Deus é, ao mesmo tempo, escuridão e iluminação. Ela é dilacerada por uma dúvida que, mesmo que fique insinuada, é o mote crescente do salmo, que, no fim, é um comentário poderoso a respeito de um tema sobre o qual Milton sempre teve uma preocupação obsessiva – e o qual ele viveu concretamente enquanto percebia O anúncio da cegueira completa em seus próprios olhos e o abismo político em que a Inglaterra se aproximava: o tema do problema do Mal.

Ao compreendermos isso, apresenta-se um detalhe fundamental nestes textos, que os tornam mais inusitados, e também mais terríveis: tanto o eu-lírico como Milton não diferenciam mais o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Ao ler o verso “Estou como um preso que não pode fugir” [Thou in lowest pit profound/ Has set me all

forlorn,/ Where thickest darkness hovers round/ In horrid deeps to mourn], supõe-se

que eles não têm mais nenhuma chance de redenção. “As trevas são minha única companhia” [Lover and friend thou has remov´d/ and sever´d from me far. They fly me

now whom I have lov´d,/ And as in darkness are], afirma no assombroso verso final. A

justiça de Deus é tão rigorosa que uma ínfima possibilidade de luz virou uma piada. Suas chances acabaram porque o mundo dos vivos é o mundo dos mortos.

Todavia, o eu-lírico percebe que é com a morte que se tem o confronto com o verdadeiro sentido da vida. E este se mantém com o único método possível – e deveras filosófico: nunca parar de perguntar. O questionamento sincero em busca de uma verdade maior vence as tentações que o homem infiel a Deus inventou para provar uma autonomia inexistente – e a dúvida seria nada mais nada menos que uma expectativa disfarçada como um chacal que se alimenta da fé. Ao perguntar a Deus se “acaso

129 mostras as tuas maravilhas aos mortos?” [Wilt thou do wonders on the dead?], há a certeza que já viu e experimentou essas mesmas maravilhas, mesmo por breves momentos. É a epifania que só pode ser recuperada por alguma espécie de violência, tanto interior como exterior, e que, sem isso, jamais devolverá ao mundo repleto de caos o instante de pureza que o fiel busca com a liberdade que ainda lhe é disponível. Afinal, ele teve em suas mãos o “amor que é anunciado no túmulo” [Shall they thy loving kindness tell/ On whom the grave hath hold,/ Or they who in perdition dwell/

they faithfulness unfold?], mas o perdeu de alguma forma. E como isso aconteceu? Aqui

reside o mistério: por que Deus, em sua justiça, jogaria um homem tão temente na “terra do esquecimento” [In darkness can thy mighty hand/ or wondrous acts be known,/ thy

justice in the gloomy land/ of dark oblivion?]?

Seria lógico nesse momento deste estudo afirmar que o sofrimento humano é algo que não faz sentido. A pessoa estava aqui e de repente não está mais – o nada se transforma, no aguilhão da dor, na única coisa palpável. Portanto, quem seria o responsável de usar isso contra nós? Não é por acaso que o eu-lírico profere três vezes um pedido de ajuda a Deus – “a ti clamo por socorro” [Lord all the Day I thee entreat], “a ti ergo as minhas mãos” [But I to thee O Lord do cry] e “que a minha oração chegue diante de ti” [and up to thee my praier doth hie/ each morn, and thee prevent]. A dúvida que corrói seu espírito está expressa na pergunta: “Por que, Senhor, me rejeitas e escondes de mim o teu rosto?” [Why wilt thou Lord my soul forsake,/ and hide thy face

from me?]. No mundo dos mortos, Deus não aparece mais, nem para aquele que deseja

um pouco de vida. Sua ira é tamanha que “os pavores que me causam me destruíram./ Cercam-me o dia todo como uma inundação” [Thy fierce wrath over me doth flow/ thy threatnings cut me through./ All Day they round about me go,/ like waves they me

persue]. O infeliz não tem como escapar – sua caminhada rumo à morte parece ser

inevitável.

Mas este não é o maior castigo de todos. O penitente é obrigado a mostrar não só a sua desgraça, como também a desgraça dos outros. Neste aspecto, ele não deixa de ser um profeta, algo que, como sabemos, se adequava perfeitamente a Milton em sua intenção de reformar a Inglaterra como a nova Israel que divulgaria ao mundo o sentido reformado (e, portanto, verdadeiro) da mensagem cristã. O mundo (cosmos) onde “vive” é o da morte, e não parece existir outro; e talvez tudo não passe de um mundo só, o

130 primeiro inscrito dentro do segundo, e assim por diante, como um palco à espera da peça definitiva que explique aos atores o papel que realmente cabe a cada um. E isso o salmo 88 e a recriação de Milton demonstram, com uma paradoxal claridade, como o ser humano se depara com o mistério divino, e como ele está envolto em nuvens obscuras que, mesmo assim, estimulam ainda mais o seu contato com o sagrado que precisa apenas de alguém que lhe indique o caminho.

Ao permitir que o homem fique nessa incerteza, vem logo a questão: seria Deus, então, um sádico? É uma pergunta que não pode deixar de ser levantada, já que ela pressupõe o questionamento sincero. Em Mateus 10:34, um trecho que, aliás, sempre lembrado por Milton em seus escritos políticos, Jesus diz a seus discípulos: “Não pensem que vim trazer paz à terra; não trazer paz, mas a espada. Pois eu vim para fazer que o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra a sua sogra”3. A discórdia enigmática não é a da luta social ou familiar, mas a da conquista interior. Para um fiel com o temperamento do salmista ou de Milton, são nos chacais da dúvida que o homem, se quiser seguir uma vida verdadeira e desprovida de futilidades, deve descer entre as trevas, confrontar-se com a morte e então renascer, não só uma vez, mas sucessivamente, para que a disciplina espiritual se fortaleça e trate tanto as luzes como as sombras com um carinho redobrado. O sadismo divino é mais que um mero capricho: ele torna-se a única maneira de Deus mostrar a verdadeira bondade. Para o devoto que escreveu o salmo 88 e que depois inspirou a recriação miltoniana, o abismo é a maior das alturas porque para quem teve as trevas como única companhia, sem dúvida ele saberá onde está a luz.

Será que John Milton realmente pensava o mesmo enquanto fazia a sua tradução tão pessoal destes mesmos versos? Na verdade, além do dilaceramento moral que vivia na sua intimidade – e da qual a cegueira seria a metáfora suprema da escuridão que sufocava os seus pensamentos – havia também uma questão mais prática e circunstancial: ele teria sido comissionado em meados de 1647 para ajudar numa nova versão do Saltério que substituiria a versão mais conhecida, de autoria de Thomas Sternhold e John Hopkins, publicado por volta de 1562, então associada com as normas episcopais. Segundo Sharon Achinstein, os salmos tiveram uma nova coloração política durante os conflitos civis na Inglaterra – a prova disso é a história que corria na época

131 que Oliver Cromwell, ao vencer os exércitos escoceses durante a Batalha de Dunbar em 1650, cantava a sua vitória ao declamar o salmo 117 (o mais curto de todos da Bíblia: “Aleluia! Louvai o Senhor, nações todas, glorificai-o, todos os povos! Pois seu amor é

forte, e sua verdade é para sempre!)4. Além disso, para um poeta ambicioso como

Milton, a recriação dos salmos era uma possibilidade de manter a fidelidade do povo a um Deus que ainda se mostrava impenetrável em seus propósitos para uma nação que devia ser, de acordo com a sua visão, o exemplo do povo escolhido. E essa intenção de impedir a queda na devoção religiosa (ungodliness) também era percebida pelos integrantes do então Parlamento dilacerado como um problema de ordem pública que, se não fosse bem administrado, poderia acentuar ainda mais o caos que já existia5

. Assim, Milton passou o mês de abril de 1648 não só recriando os versos do salmo 88, como também fez as suas apropriações de outros cantos de aflição, como os de 80 a 87. A sequência obedece a uma intenção proposital de sentido, da qual fica nítido que o salmo 88 seria o clímax da emoção poética, associada ao rigor de pensamento necessário para o momento conturbado tanto para o poeta como para a comunidade. Logo no salmo 80, que abriria o volume encomendado (e que só seria publicado postumamente em 1673), Milton dirige-se a Deus, pedindo-o que escute seu apelo de socorro a Israel, nação que guardaria a semente de José:

Pastor de Israel, dá ouvidos,

Tu que guias a José como um rebanho, Tu que sentas sobre os querubins, resplandece Perante Efraim, Benjamin e Manassés! Desperta a tua valentia

E vem socorrer-nos! Ó Deus, faze-nos voltar!

Faze tua face brilhar, e seremos salvos! Iahveh, Deus dos Exércitos, até quando Te inflamarás, enquanto teu povo suplica? Deste-lhe a comer um pão de lágrimas, E tríplice medida de lágrimas a beber; Tornaste-nos a disputa dos nossos vizinhos, E nossos inimigos caçoam de nós.6

4 Cf. A BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo, Ed. Paulus, 2004.

5 Cf. ACHINSTEIN, Sharon. Literature and dissent in Milton´s England, Inglaterra, Cambridge University Press, 2003, págs. 210-242.

6 Cf. A BÍBLIA DE JERUSALÉM, São Paulo, Editora Paulus, 2004. A versão de Milton se encontra abaixo:

Thou Shepherd that dost Israel keep Give ear in time of need,

132 Já no salmo 82, o poeta descreve com uma economia suprema de meios a crise

de hierarquia (Degree) pela qual a nova Israel, tão aflita e tão predestinada, passa em

seu período de exílio interior, no qual os homens que deveriam liderá-la não compreendem mais o que realmente está acontecendo – e como isso prejudica não apenas o território específico do seu país, mas as próprias fundações da Terra onde todos vivem:

Eles não sabem, não entendem, vagueiam em trevas: Todos os fundamentos da terra se abalam.

Eu declarei: vós sois deuses, Todos vós sois filhos do Altissímo;

Contudo, morrereis como qualquer homem, Caireis como qualquer, ó príncipes.7

Conforme avança a leitura dos salmos, a presença de um Deus que estaria preocupado com os rumos dos ingleses desaparece lentamente até chegarmos ao desespero resignado do salmo 88, em que ele é a origem e a causa das trevas que encobrem o poeta e o seu povo. Barbara Lewalski comenta que Milton funde a sua própria voz com a do salmista, um procedimento comum para quem tinha uma

rivalidade literária com Shakespeare e que incorporava elementos de outros poetas na

realização de sua obra. Mesmo preservando a métrica dos cânticos (com a alternância entre cinco e oito sílabas, garantindo assim um ritmo regular, típico de quem deseja

Who leadest like a flock of sheep Thy loved Josephs seed,

That sitt'st between the Cherubs bright Between their wings out-spread Shine forth, and from thy cloud give light, And on our foes thy dread

In Ephraims view and Benjamins, And in Manasse's sight

Awake thy strength, come, and be seen To save us by thy might.

Turn us again, thy grace divine To us O God vouchsafe; Cause thou thy face on us to shine, And then we shall be safe.

Ver também: MILTON, John. The complete poetry and essential prose of John Milton, Nova York, Modern Library, 2007, págs.110-111.

7 Cf. A BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo, Editora Paulus, 2004. A versão de Milton se encontra abaixo:

They know not nor will understand, In darkness they walk on,

The Earths foundations all are mov'd And out of order gon.

Cf. MILTON, John. The complete poetry and essential prose of John Milton. Nova York, Modern Library, 2007, págs. 114-115.

133 criar um novo ritual para uma igreja reformada), o que Milton faz de tão pessoal nesses versos é gritar a um Deus para salvar esta Israel específica, atacada por inimigos e

Benzer Belgeler