5.2. BULGULAR
5.2.1. Dijital Pazarlama Kanalları ve Müzisyen Marka Kişiliği
Alegandu a necessidade premente de "reconstrução" do estado. Nilo Peçanha apresentou ao tomar posse um plano bem estruturado de r«uperol' ção financeira e c:<:onômica que se revestia também de forte conteúdo políti· co. já que SUII implementação ao mesmo tempo pressuptlnha e IIcarrelllva o
fortalecimentu du Executivo c conseqüentemente do nilismo. Em suas linhas
gerais. o plano nilisla já vinha sendu defendido desde a admini<tr.;ção de AI· berto Torres. encontrando porém resistência junto aos proprictários rurais.
refratários à alteração da estrutura fundiária e do sistema tribl.uario. Imeres
sado em pran:ir o êxito de sua administração e em superar efetivamente a
crise por que pr .sava o estado. de
poi
s de preparar um clima propício atra·vés da reforma oonstitucional de 1903, Nilo procurou tornar scu plano mais
aceitavel para o conjunto dos setures dominantes evitando medidas radicais
e amenizando antigas propoStas. A adequação dc seu progr.urm à realidade
fluminense. !lS5OC�da a uma conjuntura politica favorável. nãu só iri:1 tornar
vi;ivel a superação da çrisc como assegurar-lhe um sucesso polilico-adminis trativo amplamcnte reconhecido por seus eOntempor'-meos_
Convencido de que ao equilíbrio orçllmentlÍrio seguir-se-ia o incremclIW d�. produção. Nilo Peçanha elaborou um phmo de governo dcstinildo a rcs murar. em curto pr.;zo. lIS fiOllnças e�llldUili� sem o recurso li uma ope .... çflu
de empréstimo que. a scu ver. "n:io resolvia a crise e lah'ez torOll)SC mlli� sombrio o dia de amanhã. ",. Assim. imediilt"mente após a possc. prOnlO\'cu umil reforma administrativa. atl'llvé, du I)ecreto 1131. que suprimiu d"'ersos e:lrgu� e repartições pUblicas. com cortes �ignificalivus no funcional;'""'l. T:tmbCm como medida de economia reduziu seus próprios vcncimcmo�_ o�
do secretârio-geral do govcrno c os dos membros da magistratum. EsS<os ini dativas n:io só produzimm efeito imediato no saneamento das finanças como serviram aos objetivos políticos de Nilo. ao excluir da máquina buro· cr:ític,1 estaduitl elementos niio·afinados com li situação.'"
Concomitantemente à redução das despesas. Nilo empenhou·se em ele·
v!lr a receLta do est!ldo. Para tanto programou uma reforma tributária que iria incidir sobre a produção de modo a recuperar a economia. Em defesa de seu projelO. �pontou os v:irios inconvenientes dos impostos de exportação. lembrando que o déficit acumul�do nos últimos anos mwia resultado em grande p!lrte da instabilid�de da receita deles oriund!l. A seu ver. li polítka tributária até então praticada era il1.iusta. n,1 medid:1 em que impunha pesa· das ta.\as ao setor produtivo voltado p"ra a " uma classe cuimo trabalho. direta ou indiretamente. alimenta todas as outras" , isen"Lndtl por outro lado as mercadorias destin;L<lus ao consumo interno.
j:i
favorecidas pcla rcduçflo das despesas de transpone," Retomando as illêi .. s lIe Alberto Torres. Nilo considerava que a redução dos impostos de exportação poderi .. ser compensada pela cobnmça do imposto territorial. o qual. por sua vez. forçaria ou li dinamizaçã;:; dos latifilOdios improdutivos ou sua divisão empequenas unidades.
Logo no primeiro dia de governo. Nilo baixou decretos reduzindo as ta· xas de exportação de diversos produtos. detesinando o imediato 1evanJ;t· mento d:ls propriedades rumis e restaunllldo a cobrança do imposto territo. rial. EnqLlanto a lei em vigor _ embora não cumprida - estipulLlva qte o imposto deveriu ser calculado com base na área e no valor venal do imóvel ã r.lz.ão de
1/4%
do total. o novo imposto incidia apenas sobre o valor venal ã ntziio de JllO'"l de 70'"k do lOtaI. Se esta redução arrefaceu <I antigil oposiçiiodos donos de telT'dS. 11 perspectiva de tma cobnança real susdtou protestos.
quer por parte de pequenos proprietários dc..Jicados à pecuária e à produção de subsistência. quer por parte de gntndes proprietários de areas improduti vas ou voltmJas pllril o cultivo de produtos destinados ao consumo interno.
Na medida em que ",-10 poderiam extntir nenhum henefício da redução das tl1�as de exponaç"IO. esses setores viam o imposto territorial como prejudi· cial a seus interesses oojetivos." O governo. por seu wmo. iri,l procurar "pbcar ,IS dificuldades, seja f .. cilitando o pag,lmenlU do imposto. seja com·
pcnsalxh, \1� pequenos pL"llprict;irius t(,,,, UlIla p<,lílic,1 de coneessúo de f,\V\1,
re�."
Entre todas ,I� iniciativa� tom'ldas pcl" governo pnnt elevlu a ren·it,1. nu enwnlll. nenhulIl" teve n1;Lior efie,;ci,1 do que a Lei (.o� _ previ�I'1 pel .. re· furma constituciunal _. qte lr.msfcriu pnwi�uriamente dos munidpi()� p,II';!
u c�t"d(l" imp'''l<l de ind(l'tri;l� c Jlrufi�,õc�. A Ici e�[;IOcleda qte () escad" I J'J
repassaria às municipalidades apenas 20"'"" da rcnda líqui.hl obtida com o im posto_ sob a forma de dinheiro ou de obras publicas. e dava também compe tência à ALERJ para, por 2/3 dos votos dos deputados presentes. decretar a rcversão da renda para os municípios tão logo cessassem as dificuldades fi nanceiras do estado. Mais uma vez os efeitos negativos da medida - evi dentemente hostilizada pelas chefias locais por prejudicar a pr�tica corone· lista _ seriam neutralizados pela política de cooptação. traduzida na con
cess.âo de favores e privilégios.
Este conjunto de medidas adotadas por Nilo Peçanha permitiu que em pouco tempo o estado alcançasse um equilíbrio financeiro, com o ressurgi mento do crédito e a substituição do regime de déficit. que vigorava havia 1 1 anos. por um regime de saldos orçamentários." Tal fato. amplamente explo r .. do pelos partidários de Nilo. iria representar um trunfo importante parol a
concretização de seu projeto político.
Além de sanear as finanças. Nilo comprometeu-se a debelar a crise eco nômica que se cristalizara no estado desde meados da dêcada de 1890. pondo em prática um conjunto de providências tendentes a amparar e e5li· mular a produção jã existente e a acionar diferentes fontes de riqueza. o que incluía a introdução de novas culturas. Na verdade. porém. o plano anun ciado por Nilo iria restringir-se à proteção ã çafeicuhura e a algumas tentati vas de desenvolver a policultura como atividade complementar e paralela ao café.
A participação da renda oriunda da exportação do café na receita do es tado. calculada em 79% do lotai no ano de 1895. decresceu progressivamen te, passando a 28.61% em 1905. Ainda que o café continuasse a manter uma posição preponderante. respondendo pela maior pane do total dos impostos de exportação arrecadados. aí também verificou-se um sensívcl decréscimo,
de 82.24% em 1899 60.13% em I90S.'· A crise do setor cafeeiro. aliada à incapacidade da �slrutura produtiva de atender as demandas do mercado local de gêneros alimentícios bãsicos e à retração da capacidade de imponã los. despenou não só o interesse do governo. em promover uma política pro tecionista como a consciência de que cabia buscar na diversificação agricola uma nova saída para a ecollQmia numinense. Tal convicçâo veio reforçar a crença enlâo difundida de que o futuro econômico-financeiro do Estado Rio de Janeiro estava atrelado ao desenvolvimento da lavoura, opinião esta que se vinculava por sua vez a um movimento nacional lendeme a proteger a base agrária do país. Nas palavras do próprio Nilo Peçanha. "com a prospe ridade da lavoura dar-se-á não apenas a liquidação das dividas e o ressurgi mento do crédito. como também a prosperidade geral ...
Desde o inido de seu governo Níto Peçanha viu intensificarem-se os pe didos de auxílio dos cafeicultores. atingidos pelos problemas decorrentes da superprodução. da queda dos preços e da crise do .:omércio. Naquele mo melJto. os cafeicultores de São Paulo. principal estado produtor. também in sistiam junto aos poderes públicos para que fosse adUlada uma política pro tecionista que promovesse a valorização do produto. Endossando a posição paulista. deputados da ALERl chegaram a apresentar propostas concretas de intervençiío do estado no setor. Adepto da política conlencionista de JO�j' (juim MUr1inho e avesso ã monocultura. Nilo manifestou res(,'rvas a es�e tipo de proposta. mas, atendendo a compromissos firmados com os cafeicul tores em sua plataforma de governo. adotou lllgumas medidas que os favore ceram. como 11 redução dos impostos de expor1ação e dos fretes. Embonj
esta politicll visasse a produçâo agrícola como um todo. o café. pela posiçâo hegemônica que ocupava na economia do estado. foi especialmente benefi· dado. Ainda assim, a ação de Nilo para deter o declínio progressivo do se tor. CtUa crise se alastrava pelos demais estados cllfeeiros. foi limitada e in sufidente.
Mais do que o amparo ao café. a politica econômica de Nilo Peçanha en fatizou o incentivo a novas culturas. inaugur,!ndo-se no periodo um pro· grama regular e efetivo voltado para a diversificação agrícola. Tal iniciativa. proposta pela primeira vez no govemo Alberto Torres. visava não só limitar
fi importação de produtos de primeira necessidade. como transformar o Es
tlldo do Rio em horta. celeiro e pomar do vizinho Distrito Federal. largo mereado consumidor. Mais uma Vel. a redução dos impostos de exportaçiio beneficiou os produtores. A nova política tarifária adotada. estabelecendo fretes mínimos para os produtos exportados e fretes máximos para os impor tados. teve efeito igualmente positivo. A medida pró-diversificaçiio agrícola de maior impacto foi sem dúvida a instituição do imposto de impor1açiio so bre produtos similares aos prodUl.;dos no estado."
Além dessas medidas oficiais. Nilo tomou várias iniciativas par'! promo ver a transformação da agricultura no estado. Usando de seu prestígio junto 1Is chefias locais. Incentivou os lavradores dos diferentes municípios a aderi rem à policultura. facilitando-lhes a aquisição de instrumentos agrícolas e fornecendo-lhes gratuitamente mudas e sementes. Procedeu também 11 cria· çiio de estaçôcs experimentais. centros agronômicos e estabelecimentos de ensino agrícola. centralizados a p"nir de 1905 no Hono Botãnico installldo na capital.
A despeito dos bons resultados obtidos � notadamente com as culturas de arrol.. algodão e frutas. que além de garantir o abastecimento interno ti veram seus excedentes encaminhados para a expor1ação �. a polltica diver-
siftçadora nâo conseguiu alterar fundamental�nle o quadro da economia numinc:nst. Na verdade. esta política se desenvolveu denlro dos parâmetros da cstruturn agricola existente. marcada pela crise do cafê, que impunha ãs demais cultur4s as limitações de uma atividade complementar e paralela."
Assim. se no plano financeiro Nilo obteve slJÇesso com a implementação de medidas consubstanciada5 principalmente nas reformas administnltivas e tributária. o mesmo não ocorreu em relaçâo 11 seu proarama de revitalização
do aparelho produtivo. As medidas adotadas sem duvida atenuaram a crise e
\()fTlaram·na administr.ivel. mas não li solucionaram do punto de vista estru
tural.
De toda forma. o progmma ec;ollÓmico e financeiro de Nilo Peçanha constituiu um instrumento cficllZ para a consolidação do "msmo no Estado do Rio e para a projeção do presidente numinense na esfcrol federal. A in_ tensa propaganda então desenvolvida em tomo do ê;o,ito de seu govemo en C(lntrou ec;o nos meios políticos de outros estudos. e Nilu chegou :1 ser apon tado como modelo de administrador arrojado e capaz,