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3. DEVREKÂNİ VE GİNOLU SAHİLİ’NİN SOSYAL VE KÜLTÜREL

3.1. Yörede Vakıflar ve Vakıf Eserleri

3.1.3. Devrekâni’deki Kabir ve Türbeler

O livro Coração teve diferentes capas ao longo de sua vida editorial80. Para Paixão citado por Powers (2008), a capa de um livro é tão importante que, ao fazer uma analogia entre o indivíduo e o livro, seria o rosto, responsável pela primeira impressão da obra.

No entanto, ao longo dos anos, as capas dos livros são negligenciadas e consideradas elementos menores de uma publicação. Essa condição é perceptível até mesmo no momento de restauração de uma obra, há pouco tempo, em bibliotecas e oficinas de restauração acontecia uma prática muito comum de descarte das capas originais em detrimento de uma nova encadernação do livro.

É espantoso que a importância cultural das capas ainda seja negligenciada pelos bibliógrafos. A capa é parte integrante da história de qualquer livro, e a sobrecapa, em particular, nos permite visualizar o que o primeiro comprador teria levado para casa, dando por sua vez uma pista sobre o impacto que o editor deseja causar nos leitores. Em períodos posteriores, elas podiam conter informações sobre outros livros, excertos de resenhas, e às vezes informações sobre o autor. (POWERS, 2008, Introdução)

Essa valorização apenas dos elementos textuais81, por grande parte da sociedade, tem dificultado o acesso de pesquisadores a dados sobre a materialidade desses objetos. Nesta investigação, por exemplo, somente em janeiro de 2013, obteve-se uma fotografia da capa do livro Corazón. Durante todo processo de pesquisa, trabalhou-se com uma cópia xerografada dessa obra.

Acredita-se que o descaso em relação às capas dos livros escolares era ainda maior, visto que, a função da capa desse material estava, na maioria das vezes, vinculada apenas à condição de elemento protetor de um conteúdo. A capa como propaganda e convite para conhecer o livro, elemento de destaque capaz seduzir o leitor, foi construída em meados do século XX.

80 Neste trabalho, optou-se por abordar apenas edições publicadas pela Livraria Francisco Alves. 81 Segundo Lugarinho (2005, p.67), geralmente a estrutura física dos livros é constituída de:

1 Elementos externos: sobrecapa, capa, lombada ou dorso, orelha, quarta capa ou contracapa e folha de guarda; 2 Elementos pré-textuais: falsa folha de rosto, verso da falsa folha de rosto, folha de rosto, verso da folha de rosto, dedicatória, epígrafe, agradecimentos, nota bibliográfica de autores, sumário, lista de ilustrações, lista de abreviaturas, siglas e símbolos;

3 Elementos textuais: apresentação, prefácio, introdução, texto, conclusão;

4 Elementos de apoio ao texto: citações, tabelas, quadros, figuras distribuídas ao longo do texto com a finalidade de melhorar e facilitar sua compreensão;

No final do século XIX e princípio do século XX, as editoras não investiam com o mesmo peso em aspectos visuais na produção das capas de livros escolares como investiam na produção das capas de livros de literatura. De acordo com Moraes (2010, p. 43) “para o livro didático não eram chamados capistas ou artistas gráficos conhecidos, como ocorria com as obras de ficção”.

Figura 38 Capa do livro Coração (1891) Fonte: http://www.uff.br/lihed/

As capas apresentadas nas figuras 37 e 38 fornecem uma noção da sobriedade das capas dos livros escolares. Tem-se por hipótese que essa sobriedade estava relacionada também à representação de escola naquele período. Não justificava que os livros escolares fossem diferentes, uma vez que, a escola era um lugar sério, ritualístico, controlado e controlador, destinado a moldar cidadãos.

Nesse período, “a capa dura, ou cartonada, era o padrão de acabamento tradicional estabelecido para o livro, mas só excepcionalmente recebia ilustrações” (MORAES, 2010, p.43).

Figura 39 Capa da 42ª ed. do livro Coração 1940 Fonte: http://www.uff.br/lihed/

Na escola, até meados da década de 1950, os elementos visuais veiculados em livros escolares eram pouco explorados. A linguagem verbal era utilizada, quase que exclusivamente, como único elemento capaz de produzir conteúdo e significado. As empresas editoriais de livros didáticos comungavam com essa ideia e, de certa forma, tinham interesses econômicos que justificavam a manutenção desse paradigma.

Em relação às obras didáticas, a estratégia publicitária adotada para a venda dos produtos estava diretamente relacionada ao título da obra e ao nome do autor, que dava legitimidade à qualidade da obra (FIG. 39). Para Moraes (2010, p.51), “o título associado ao nome do autor, ou, muitas vezes, apenas a grafia do nome do autor numa capa, é manifestação suficiente do ethos que garante a validade da obra e conduz sua aquisição pelos segmentos que se identificam com ela”. O livro Coração, de Edmundo de Amicis, tornou-se referência no mundo ocidental. Acredita-se que essa obra encontrava-se na situação citada anteriormente.

Figura 40 Capa da 43ª ed. do livro Coração

1946

Fonte: http://www.uff.br/lihed/

Figura 41 Capa da 46ª ed. do livro

Coração 1954

Fonte: http://www.uff.br/lihed/

As modificações realizadas no projeto gráfico nas Capas apresentadas nas figuras 40 e 41 são visualmente mínimas. Nelas o destaque está no título e na imagem. A imagem de uma mulher ‘beijando’ um menino se constitui como elemento formal do layout, e não como plano de fundo. A imagem apela para a emoção e tem função expressiva. Somente após a leitura do livro, conseguiu-se levantar uma hipótese sobre a imagem. Acredita-se que sua função é simbólica, pois representa a ideia do sentimento, do amor. Essa imagem remeteria à intensidade com a qual o amor materno aparece nas ao longo da trama. Uma curiosidade em relação a essa imagem é o fato dela se encontrar entre as páginas iniciais do livro Corazón que circula na Colômbia.

2.6 Prefácios indícios de protocolos de leitura

As obras analisadas trazem dentre suas primeiras páginas prefácios escritos pelos próprios autores. Sobre a instância prefacial Genette citado por Sousa (2012, p. 116) afirma que

Benzer Belgeler