ARAŞTIRMANIN YÖNTEMİ, BAĞLAMI VE BULGULARI
3. BAĞLAM: GİNE CUMHURİYETİ VE MADEN ENDÜSTRİSİ
4.5. DEVLET DESTEKLERİ
3.3
O contorno complexo para o c´alculo da densidade
Definimos a densidade numa se¸c˜ao anterior, devemos ver como calcular na pr´atica. Considerando o cen´ario de simetria de invers˜ao temporal, a fun¸c˜ao avan¸cada ´e Ga = (Gr)†. Com as trˆes fun¸c˜oes definidas, Ga, Gre Σ<, podemos calcular G< da equa¸c˜ao
(3.19) e us´a-la para calcular a densidade definida em (3.5). No caso de um sistema em equil´ıbrio, ´e poss´ıvel escrever a fun¸c˜ao G< de uma forma mais simples pois a fun¸c˜ao de
Fermi-Dirac ´e a mesma nos eletrodos (fF D
E = fDF D). Isso permite escrever:
G<CC(E) = −2ifEF D(E)Im[GrCC(E)]. (3.21) Substituindo na equa¸c˜ao da densidade (3.5):
n(~r) = −1 π Z +∞ −∞ fF D(E − µ)Im[Gr(E)]ijφ∗i(~r)φ ∗ j(~r)dE. (3.22)
No momento, n˜ao estamos interessados na parte espacial da densidade e podemos nos concentrar na integral da energia:
ˆ D = −1 π Z +∞ −∞ fF D(E − µ)Im[Gr(E)]dE, (3.23) onde n(~r) = φ∗ i(~r) ˆDφ∗j(~r). (3.24)
No geral, sabe-se que a fun¸c˜ao de Green possui singularidades quando usamos valores reais para a energia. Com a finalidade de contornar esse problema, calcula-se a fun¸c˜ao G< no plano complexo.
ˆ D = −1 π Z +∞ −∞ fF D(E+− µ)Im[Gr(E+)]dE, (3.25) onde E+ = E + iδ. Existe outra vantagem em realizar o c´alculo no plano complexo:
quanto maior o valor de δ, menos pontos s˜ao necess´arios para calcular a integral da equa¸c˜ao (3.25). Discutiremos estas propriedades no decorrer desta se¸c˜ao.
O uso de um n´umero complexo permite usar o teorema do res´ıduo para resolver a integral num contorno [77]:
ˆ D = 1 πIm Z C+L dE+Gr(E+)fF D(E+− µ) + 2πiKTX zp G(Ep+) , (3.26)
onde K ´e a constante de Boltzman e T ´e a temperatura. Para chegar a esta forma ´e preciso fazer uma mudan¸ca de vari´avel, note que a integral e a fun¸c˜ao de Fermi est˜ao em
3.3 O contorno complexo para o c´alculo da densidade 46
Figura 3.2: A representa¸c˜ao do contorno de integra¸c˜ao para o c´alculo da densidade. fun¸c˜ao de E+. O ´ındice C + L indica partes do contorno e s˜ao mostrados na figura 3.2.
Lembre que estamos tratando o caso do equil´ıbrio. A integral ´e resolvida sobre pontos no contorno. Os pontos cheios sobre o n´ıvel de Fermi s˜ao os polos e s˜ao usados no c´alculo da segunda parte da equa¸c˜ao (3.26), cujo termo aparece por causa das singularidades relacionadas a fun¸c˜ao de Fermi Dirac.
Vamos explicar porque o contorno tem esta forma. Normalmente, os c´alculos quˆanticos, como os da DFT, mostram que a densidade de estados (DOS) das estruturas tˆem picos que representam algum tipo de informa¸c˜ao. Se fizermos o mesmo c´alculo de DOS, mas agora considerando fun¸c˜oes de Green e pontos apenas no eixo real ao inv´es do contorno C, ver´ıamos a mesma DOS calculada pelos m´etodos que resolvem o problema de autovalores. Mas neste caso precisar´ıamos usar muitos pontos para descrever uma extensa faixa de energia com o menor incremento poss´ıvel, pois n˜ao sabemos a posi¸c˜ao dos picos e como estes se comportam. Observe a equa¸c˜ao (3.26), veja que temos uma integral, logo infinitos pontos.
Estudos sobre o uso de fun¸c˜oes de Green mostram que quanto mais longe do eixo real, menor ´e o n´umero de pontos para uma descri¸c˜ao satisfat´oria [78]. Este estudo mostra que se h´a um pico na DOS calculada apenas com pontos no eixo real e refizermos o mesmo c´alculo, com o mesmo n´umero de pontos, mas considerando pontos no espa¸co complexo esse pico torna-se mais largo e de menor magnitude. Portanto, quanto mais longe do eixo real, mais o pico se torna largo e de menor altura. A informa¸c˜ao n˜ao esta sumindo mas se espalhando por uma extensa faixa de energia. A figura 3.3, mostra a situa¸c˜ao descrita.
Em outras palavras, se t´ınhamos um pico em uma energia E1, a informa¸c˜ao s´o
3.3 O contorno complexo para o c´alculo da densidade 47 2 3 4 DOS (u.a.) 1.x10-4 4 5 6 DOS (u.a.) 3.x10-4 7 8 DOS (u.a.) 5.x10-4 4 DOS (u.a.) Energy(eV) 10.x10-4
Figura 3.3: A dependˆencia da DOS com o aumento da parte imagin´aria da energia E+ =
E +iδ. A DOS ´e calculada com as fun¸c˜oes de Green e os valores de δ s˜ao aqueles mostrados da legenda.
do pico em E1± ∆E. Quanto mais longe do eixo real maior o intervalo 2∆E que podemos
achar a informa¸c˜ao. E se temos m´ultiplos picos? neste caso a informa¸c˜ao dos picos, ao se espalhar v˜ao se sobrepor e isso ´e ´otimo porque com apenas um ponto conseguimos informa¸c˜ao de v´arios picos. O uso de pontos no espa¸co complexo permite que fa¸camos o c´alculo com poucos pontos economizando tempo. Por este motivo o contorno C com a forma da figura 3.2 ´e desej´avel. Um problema com esta descri¸c˜ao ´e que certas an´alises da DOS ficam comprometidas uma vez que os picos s˜ao suavizados. O n´umero de pontos no contorno L tamb´em n˜ao precisa ser grande porque ´e uma regi˜ao curta e a fun¸c˜ao de Fermi tende a anular a integral al´em do n´ıvel de Fermi.
Nesta quest˜ao de trabalhar no espa¸co complexo, devemos dizer que isso ´e importante para incluir estados localizados. Se fizermos o c´alculo apenas no eixo real com as fun¸c˜oes de Green, estes estados n˜ao ser˜ao descritos. Veja na equa¸c˜ao (3.19) que Γ depende da intera¸c˜ao do eletrodo com a regi˜ao central. Se V = 0, ent˜ao n˜ao h´a um
3.3 O contorno complexo para o c´alculo da densidade 48 termo que acopla os estados do eletrodo com os da regi˜ao de espalhamento,fazendo com que Γ = 0. Esta conclus˜ao ´e alcan¸cada segundo as equa¸c˜oes (3.18) e (3.14). Dessa forma, a densidade ´e nula na ausˆencia de V .
Entretanto, se h´a estados n˜ao dependentes do termo de acoplamento, estes estados n˜ao ser˜ao descritos pela teoria. Observou-se que estes estados localizados geral- mente s˜ao polos no eixo real e n˜ao s˜ao considerados na fun¸c˜ao de Green com c´alculos sobre pontos no eixo real. No espa¸co complexo estes polos s˜ao descritos e inclu´ıdos no c´alculo da densidade.
No caso de n˜ao equil´ıbrio, a densidade pode ser calculada com (veja o apˆendice C.8 para os detalhes): ˆ D = DD+ ∆E (3.27) ˆ D = DE + ∆D, (3.28) onde DE/D = −2i Z +∞ −∞
fE/DF D (E)Im[GrCC(E)]dE (3.29)
∆E/D= i
Z +∞
−∞
GrCC(E)ΓCEC/CDC(E)GaCC(E) fE/DF D (E) − fD/EF D (E) dE. (3.30)
As matrizes ˆDD/E s˜ao calculadas da mesma forma que no caso do equil´ıbrio,
sendo feito em pontos de energia do contorno complexo at´e o valor de µE/D que est´a
dentro de fF D
E/D. No caso das matrizes ∆E/D, os c´alculos s˜ao feitos em pontos de energia
do eixo real entre os valores de µE e µD. No caso de n˜ao equil´ıbrio, o c´alculo de ∆E/D
pode ser problem´atico por conta de singularidades, pois estamos considerando ponto de energias no eixo real.
As equa¸c˜oes (3.27) e (3.28) s˜ao equivalentes do ponto de vista formal, mas isso n˜ao ´e verdade do ponto de vista pr´atico e computacional. A implementa¸c˜ao pr´atica mostra que existe um erro num´erico relacionado com o c´alculo da ∆E/D, indicado por
problemas de convergˆencia nas integrais das equa¸c˜oes (3.29) e (3.30). O erro num´erico ´e descrito por:
ˆ
Nerro = DD + ∆E − (DD + ∆E) (3.31)
Observou-se tamb´em que dependendo do sistema em estudo, um dos termos ∆D e ∆E s˜ao respons´aveis pelo erro. Logo, uma solu¸c˜ao para amenizar o erro ´e combinar
3.4 A corrente eletrˆonica 49