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Devlet Borçlanmas n Ekonomik Büyümeyi Olumlu Etkiledi ini Aç klayan

BÖLÜM 1: DEVLET BORÇLANMASI TEOR VE DEVLET BORÇLANMASI

1.4. Devlet Borçlanmas - Ekonomik Büyüme li kisini Aç klayan Yakla mlar

1.4.1. Devlet Borçlanmas n Ekonomik Büyümeyi Olumlu Etkiledi ini Aç klayan

Desde a primeira campanha contra o cancro cítrico no Estado de São Paulo a única solução adotada oficialmente tem sido a erradicação das plantas contaminadas e das plantas vizinhas. Esta condição, como é de esperar, causa reações contrárias principalmente por parte de pequenos produtores que tem sua sobrevivência ameaçada. A prevenção da doença, portanto, é de suma importância para assegurar a sanidade dos pomares e as medidas para isto têm sido constantemente aperfeiçoadas e divulgadas através de amplas campanhas de treinamento e divulgação na mídia e outros meios. As medidas de prevenção se dividem em ações governamentais, como fiscalização e barreiras sanitárias, e ações específicas que devem ser tomadas individualmente pelos diversos agentes da cadeia agroindustrial da laranja, como produtores, comerciantes e indústrias.

Diversas medidas são recomendadas para a prevenção do cancro cítrico na produção de citros, desde a fase de planejamento e implantação do pomar, como a seleção do local e das variedades a plantar. Segundo o Manual Técnico para do Cancro Cítrico do FUNDECITRUS, Edição 2001, as medidas recomendadas são:

i. Obtenção de mudas certificadas, produzidas em viveiros registrados, fechados com telas, à prova de insetos, de acordo com as normas para a produção de mudas definidas pela Portaria CATI 7, de 10/02/98.

ii. Uso de material de colheita próprio, de modo a evitar contaminações trazidas de outros pomares.

iii. Desinfecção de equipamentos e material de colheita de terceiros antes do início da colheita, como alternativa à medida acima.

iv. Instalação de cercas e porteiras para controlar a entrada de veículos no pomar, sendo preferível o uso de cercas vivas, como o Sansão do Campo. v. Desinfecção de veículos antes da entrada no pomar por meio de arco

rodolúvio, ou pulverização com solução de amônia quaternária.

vi. Os colhedores devem trocar de roupa antes da colheita. É recomendável que o produtor forneça uniformes e instale vestiários fora do pomar. vii. Desinfecção de pessoas antes de entrar no pomar. Todas as pessoas

devem lavar as mãos e pisar em pedilúvios abastecidos com solução de amônia quaternária.

viii. Instalação de bins fora dos pomares e próximos das vias de acesso, de modo a evitar o trânsito de veículos no pomar, prevenindo contaminações e ferimentos nas plantas.

ix. Pulverizações com bactericidas a base de cobre, principalmente nos períodos de brotação, quando os novos tecidos estão mais suscetíveis ao ataque da bactéria.

x. Controle da larva minadora, por meio de inspeções que irão indicar a necessidade de controle químico, o qual deverá ser feito se for constatada a existência de 10% de ramos com larvas vivas em pomares novos ou 30% em pomares adultos. O controle biológico por meio da vespa Ageniaspis citrícola, importada dos EUA tem possibilitado uma redução média de 50 a 60% da infestação da larva minadora.

xi. Instalação de barreiras quebra-vento para proteger o pomar contra os ventos que podem trazer a bactéria e ácaros diversos. As variedades mais indicadas são a Grevílea, Jambolão e Pinus (FUNDECITRUS – Não deixe o cancro cítrico abrir espaço em seu pomar, sem data, p.5). As fileiras de árvores devem ser plantadas perpendicularmente à direção dos ventos dominantes, com distância de 10 vezes a altura. Esta distância deve variar com a declividade do terreno, podendo chegar a 2 vezes a altura caso a declividade seja superior a 30% (FINCH, 1988, in LEITE, 1990). O uso de quebra-ventos é apontado como a medida mais importante para prevenir o cancro cítrico em cultivares suscetíveis na Argentina e no Japão (KUHARA, 1978; STALL & SEYMOUR, 1983, citados por LEITE, 1990).

xii. Inspeções rotineiras do pomar por pessoal próprio treinado (pragueiros) para identificar eventuais focos de cancro. As inspeções devem ser feitas entre um mês e uma semana antes da safra e ao longo da safra, pois aí o risco de contaminação é maior. O produtor deve comunicar a Secretaria de Agricultura ou FUNDECITRUS caso observe sintomas de cancro no pomar.

Além destas medidas também são importantes o treinamento e a conscientização de funcionários e colhedores sobre a importância da prevenção do cancro. As pessoas

também devem ser orientadas para que não tragam limões de casa para temperar a comida, pois podem trazer a bactéria para o pomar. No caso de irrigação, é importante fazer o controle da qualidade da água. A desinfecção de silos e veículos nas indústrias e Packing Houses é também importante para impedir a disseminação da bactéria (RODRIGUES NETO & BALDINI RIBEIRO, 2002).

Uma das preocupações dos produtores é o custo para implantação das medidas para prevenção do cancro cítrico. O FUNDECITRUS elaborou, em 2001, uma pesquisa de preços para os equipamentos de pulverização, material de colheita e uniformes, os quais podem ser financiados pela FINAME desde que cadastrados no BNDES. A tabela 4.15 relaciona os valores unitários e os custos para a adoção de algumas medidas de prevenção em uma propriedade de pequeno porte (cerca de 10 a 15 mil pés de produção com 20 a 30 mil caixas de 40,8 Kg) , incluindo material de colheita para uma turma com 30 colhedores. Considerando um preço médio da fruta de US$ 2,70 na safra 2002-03 e uma cotação média do dólar de R$ 3,30, o investimento do produtor corresponde a cerca de 3.400 caixas de laranja de 40,8 Kg, ou de 11 a 17% da produção de um ano. Tais valores mostram a viabilidade da prevenção, porém ressaltam a importância de linhas de crédito para os produtores.

TABELA 4.15 – Custos para prevenção do cancro cítrico numa pequena propriedade

DESCRIÇÃO CUSTO UNITÁRIO (R$) QUANTIDADE TOTAL (R$)

Uniforme (2 camisas e 2 calças por colhedor) 33,00 30 990,00

Sacolas para colheita 4,95 30 148,50

Escadas com 14 degraus 52,50 30 1.575,00

Caixas plásticas para 27 Kg 7,08 600 4.248.00

Arco rodolúvio (36 bicos e 3 CV) 3.200,00 1 3.200,00

Silo (Bin) para 30 toneladas 20.000,00 1 20.000,00

TOTAL - - 30.161,50

Fonte: Revista do FUNDECITRUS nº 104, Mai/Jun 2001, p.10