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Danimarka, Hollanda ve Ġsveç’teki “güvenlik vizyonları”

A relação existente entre estes dois conceitos é muito estreita. O estudo quantitativo da influência do saneamento ambiental nas condições de salubridade ambiental das populações é fundamental para comprovar a necessidade de massificação dos serviços de saneamento.

A partir disso, faz-se necessária uma nítida distinção entre estes conceitos, pois muitas vezes eles são confundidos devido a sua interface operacional, sendo difícil estabelecer uma

linha divisória entre a ação de um e do outro. Para facilitar esta diferenciação, temos de acordo com o Projeto de Lei nº 5.296/2005, que o saneamento, é assim conceituado:

“O conjunto de ações socioeconômicas que tem por objetivo alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental, por meio do abastecimento de água potável, coleta, disposição sanitária de resíduos líquidos, sólidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária do uso e ocupação do solo, drenagem urbana, controle de vetores e reservatório de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializadas, com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida urbana e rural”. (CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 2005)

Dentre as várias definições de Salubridade Ambiental encontradas na literatura técnica aquela que melhor faz esta distinção é a Lei Estadual 7.750 de 31 de março de 1992, do estado de São Paulo, que assim define salubridade ambiental: “Qualidade ambiental capaz de prevenir a ocorrência de doenças veiculadas pelo meio ambiente e de promover o aperfeiçoamento das condições mesológicas favoráveis á saúde da população urbana e rural”. (artigo 20 inciso II).

Entende-se, portanto que o saneamento é uma ação ou conjunto de ações que objetivam uma busca da melhoria da saúde enquanto a salubridade ambiental é o resultado destas ações.

O conceito de salubridade ambiental, abrangendo o saneamento ambiental em seus diversos componentes, busca a integração sob uma visão holística, participativa e de racionalização de uso dos recursos públicos. Coaduna-se, perfeitamente, com as diretrizes definidas na 1ª Conferência das Cidades (Ministério das Cidades, 2005a), em matéria de meio ambiente e qualidade de vida, visando a alcançar o desenvolvimento ecologicamente sustentável, socialmente justo e economicamente viável.

Já de acordo com o Projeto de Lei de nº 5.296/2005 que institui as Diretrizes para os Serviços Públicos de Saneamento e a Política Nacional de Saneamento Básico, a salubridade ambiental tem um conceito mais amplo.

É considerada como sendo o estado de saúde em que vive a população urbana e rural, tanto no que se refere a sua capacidade de inibir, prevenir ou impedir a ocorrência de endemias e epidemias veiculada pelo meio ambiente, como no tocante ao seu potencial de favorecer ao pleno gozo da saúde e bem-estar (Brasil, 2005). Atualmente o entendimento de salubridade ambiental também está relacionado com os aspectos que caracterizam a qualidade de vida e um dos fatores mais importantes é o estado da saúde humana.

Recentemente, as questões ambientais têm demonstrado com maior freqüência relações conceituais referentes ao estado de saúde pública, pois quase todos os aspectos relativos ao meio ambiente afetam a saúde pública, e desta forma torna-se cada vez mais importante relacionar a manutenção da saúde do indivíduo com a qualidade do ambiente.

A partir do processo de crescimento populacional que o mundo presenciou a partir do início do século XX devido a vários avanços tecnológicos, principalmente na área da saúde, o qual provocou uma maior competição em busca dos recursos escassos e um crescimento exponencial das cidades. Desta forma, as ações antrópicas se intensificaram tanto nos ambientes urbanos como nos rurais, e provocando muitas vezes, condições de afastamento do que seria ideal para uma boa qualidade de vida.

Dentro deste processo intensificou-se a busca pela habitação, na qual o indivíduo irá vislumbrar uma moradia inserida em um ambiente que atenda aos seus padrões, os quais são formados a partir da sua condição econômica, da sua formação cultural e das suas necessidades básicas.

Segundo Abiko (1995), considerando as condições ideais, para habitar é necessário, um espaço acessível, agradável, confortável, seguro e salubre e que esteja integrado de forma adequada ao entorno, ou seja, ao ambiente que o cerca. No caso das habitações urbanas, estas condições também envolvem os serviços urbanos e a infraestrutura, isto é, as atividades que atendam às necessidades coletivas: abastecimento de água, coleta dos esgotos e de resíduos sólidos, redes de drenagem, distribuição de energia elétrica, áreas de lazer, dentre outras.

Entretanto, sabe-se, até intuitivamente, que ao recriar um novo ambiente pode-se gerar, em paralelo, uma série de efeitos, desejáveis ou não, que podem facilitar, por um lado, dificultar, ou até impedir, o desenvolvimento e a qualidade de vida dos seres humanos, à medida que se alteram os ecossistemas urbanos (BELLIA, 1996).

A interação entre a sociedade e a natureza resulta no estado da qualidade ambiental a qual, segundo Alva (1994), possui um conceito abstrato vinculado a um espaço, a um tempo e a um grupo social determinado. Ainda segundo Alva (1994), a problemática da salubridade ambiental é produto das relações entre as pessoas, comunidades e organizações, e o meio ambiente, criado pela mesma sociedade, dentro de uma tradição cultural. Assim sendo, o meio ambiente seria o produto da sociedade que nele habita, da sua cultura, ideologia e educação.

O conceito de salubridade possui um significado amplo. De acordo com Ferreira (2001) é o conjunto das condições propícias à saúde pública. Considerando este “conjunto de condições”, aqui entendidas como condições materiais e sociais, conclui-se que as mesmas são necessárias para se alcançar o estado salubre de um ambiente, ou seja, o estado propício à saúde de uma população.

Contudo, no presente trabalho, a salubridade será definida como o conjunto das condições materiais e sociais necessárias para obtermos um estado propício à saúde, condições estas que serão influenciadas pela cultura. Desta forma, como a salubridade ambiental é um fator importante para a promoção da saúde pública, a definição dos agentes que a compõe, principalmente nas comunidades rurais, torna-se de grande importância, tanto na direção de caracterizar as condições de salubridade destas áreas, como também para contribuir na definição de políticas públicas que promovam a sua melhoria.