2. KURAMSAL ÇERÇEVE
2.7. Coğrafi İşaretlerin Kullanımı ve Denetimi
Pudemos perceber que as interações entre os alunos durante todo o processo de produção da resenha foram em menor número do que o esperado a princípio. Alguns fatores podem ter contribuído para isso. Por exemplo, o fato de ter sido essa uma atividade isolada, não integrante de um curso completo, pode ter feito com que os alunos não se sentissem como membros de um grupo, mas sim como seis indivíduos que não se conheciam trabalhando em conjunto. Isso era, até certo ponto, esperado, e a troca de mensagens informais utilizando a página do grupo ainda no estágio inicial da pesquisa, para que os alunos conhecessem os colegas, procurou diminuir esse distanciamento. Outro fator importante pode ter sido o próprio estilo de vida dos alunos, todos profissionais extremamente ocupados e com pouco tempo livre disponível para interagir pelo computador. Além disso, esses eram participantes habituados a usar a internet para atividades práticas, e isso ficou bastante claro ao constatarmos que, embora as interações não tenham sido em grande número, elas foram bastante objetivas e sucintas, com os alunos evitando enviar mensagens ou postar comentários que não estivessem diretamente relacionados com a atividade proposta.
Isso levanta um outro ponto relevante. Na sala de aula convencional, o monitoramento da participação e envolvimento do aprendiz é, em geral, muito mais simples, uma vez que professor e alunos estão interagindo presencialmente. No meio virtual, sobretudo quando utilizamos ferramentas de interação assíncrona, essa avaliação pode ser bem mais complicada, já que o professor não consegue mensurar com precisão a presença do aluno, a não ser através de mecanismos como exigência de login ou senha para entrar no ambiente virtual de aprendizagem, e mesmo essa alternativa nem sempre funciona. Alguns desses ambientes, como o Moodle (http://moodle.org ), por exemplo, possuem essa opção, mas esse não é o caso da maioria das ferramentas gratuitas que dispensam a existência de um servidor externo onde hospedá-las. O professor muitas vezes associa o grau de envolvimento dos alunos nas atividades em sala de aula com a constatação de que “eles estão conversando”, “estou vendo o grupo trabalhando junto”, etc. No meio virtual, existe a necessidade do professor ser mais flexível e tolerar os eventuais “silêncios” no grupo. Precisa, também, avaliar se esses
intervalos estão ocorrendo porque os alunos estão trabalhando individualmente, processando as informações ou lendo os comentários dos colegas, por exemplo, ou se estão com problemas, sendo então necessária a interferência do professor ou de um colega.
Se, por um lado, as interações foram em menor número do que o antecipado inicialmente, por outro elas foram significativas. Os alunos afirmaram, durante o trabalho e nas entrevistas, que aprenderam não apenas interagindo e colaborando diretamente com seu par, mas também ao lerem os comentários postados por outros pares em outras discussões. Este pode ser um aspecto positivo da opção pelo meio online. Na sala de aula convencional, cada aluno em geral interage apenas com seu par e, às vezes, no final da atividade, com o restante da turma para apresentar conclusões, por exemplo; a utilização da ferramenta wiki e a troca de mensagens na página do grupo fizeram com que todos os participantes tivessem acesso a todas as discussões e usassem esses comentários para analisar os seus próprios textos.
Ficou claro, assim, que o papel do professor durante a realização das atividades centradas na colaboração muda bastante. Pudemos confirmar neste trabalho o que diversos autores já enfatizaram anteriormente (FIGUEIREDO, 2006; HYLAND, 2004; PAIVA, 2005, entre outros) sobre a mudança na postura do professor, deixando de ser um controlador e direcionador da aprendizagem para atuar como um mediador nas situações em que o foco é a colaboração. No meio virtual, essa mudança de atitude pode ser beneficiada pelo fato do professor poder ser apenas mais um membro do grupo, não tendo a presença física centralizadora normalmente encontrada na sala de aula convencional. Na pesquisa de Tella (1991), citada em Warschauer (2004), os resultados dos estudos realizados demonstraram que o meio online possibilitou uma ênfase maior no papel do aluno, colocando-o no centro do processo de aprendizagem. Isso também pode ser observado neste trabalho, com os participantes ficando mais responsáveis por sua própria aprendizagem, selecionando algumas atividades, tomando a iniciativa para fazer perguntas ou apresentar sugestões e ajudando os colegas quando estes tinham problemas. O papel principal da professora-pesquisadora foi o de monitorar as atividades para que os objetivos fossem alcançados e estar sempre presente sem, contudo, permanecer em uma posição de destaque.
Apesar do ceticismo de alguns professores com relação à utilização do meio online visando a colaboração entre alunos, constatamos que ela é não apenas possível, mas por vezes o meio virtual apresenta a única possibilidade de interação real entre membros de um grupo.
Entretanto, para que o processo de colaboração via internet seja efetivo, é necessário que os alunos estejam conscientes do papel que cada um desempenha e da sua importância para a dinâmica do grupo, e que estejam bem informados quanto aos objetivos do trabalho, aos aspectos práticos que envolvem a realização das atividades e o que se espera de cada participante. Também é preciso dar aos alunos a oportunidade de conhecer e experimentar as ferramentas da internet que serão usadas, cabendo ao professor escolher aquelas que serão mais adequadas aos objetivos que se deseja alcançar, ao grau de familiaridade que os alunos já possuem com essas ferramentas e às especificidades da situação de aprendizagem, tais como facilidade de acesso aos terminais de computadores, qualidade da conexão, calendário de atividades, etc.