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Cam Kapılı Ürünlerin Temizliği

6 Bakım ve Temizlik 28

6.5. Cam Kapılı Ürünlerin Temizliği

Como mencionado anteriormente, a Universidade Aberta do Brasil – UAB surge inicialmente de um consórcio (UniRede), o qual somente em 2005 passa a ser definido como UAB. Segundo o Portal Capes,

O Sistema UAB foi criado pelo Ministério da Educação no ano de 2005, em parceria com a ANDIFES e Empresas Estatais, no âmbito do Fórum das Estatais pela Educação com foco nas Políticas e a Gestão da Educação Superior. Trata-se de uma política pública de articulação entre a Secretaria de Educação a Distância - SEED/MEC e a Diretoria de Educação a Distância - DED/CAPES com vistas à expansão da educação superior, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação - PDE (BRASIL, 2011b)

Entretanto, logo após a LDB de 9394/96, as Instituições particulares de Ensino Superior já haviam estabelecido muitos cursos de educação superior, os quais geraram desconfiança pelo ensino aligeirado. Por tais fatos, quando a UAB assume a responsabilidade de criar cursos de graduação a distância, vinculados às Instituições Federais de Educação Superior surgem no meio acadêmico, bem como na sociedade em geral, um grande receio sobre esta modalidade de ensino.

O governo lançou em 2005 o primeiro edital permitindo a participação de Universidades Públicas Federais com o Programa Universidade Aberta do Brasil,

Os primeiros cursos executados no âmbito do Sistema UAB resultaram da publicação de editais. O primeiro edital, conhecido como UAB1, publicado em 20 de dezembro de 2005, permitiu a concretização do Sistema UAB, por meio da seleção para integração e articulação das propostas de cursos, apresentadas exclusivamente por instituições federais de ensino superior, e as propostas de polos de apoio presencial, apresentadas por estados e municípios. (BRASIL, 2011b).

Um ano depois, o Governo liberou as demais instituições públicas, autorizando a participação destas, “O segundo edital, publicado em 18 de outubro de 2006, denominado UAB2, diferiu da primeira experiência por permitir a participação de todas as instituições públicas, inclusive as estaduais e municipais”. (BRASIL, 2011b) As Universidades interessadas em participarem do programa UAB, passam a se organizar para abrir as primeiras turmas de graduandos a distância.

Em 2009, a UAB já contava com a participação de

(...) 88 instituições, entre universidades federais, universidades estaduais e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs). De 2007 a julho de 2009, foram aprovados e instalados 557 polos de apoio presencial com 187.154 vagas criadas. A UAB, em agosto de 2009, selecionou mais 163 novos polos, no âmbito do Plano de Ações Articuladas, para equacionar a demanda e a oferta de formação de professores na rede pública da educação básica, ampliando a rede para um total de 720 polos.

Atualmente, o sistema UAB é composto por uma ampla articulação entre as instituições de ensino superior (IES), os Estados/Municípios e o MEC-Capes. O modelo de articulação do Sistema UAB estabelece quais instituições oferecem quais cursos em quais polos. (BRASIL, 2011b).

Como apontado pelo Governo no portal da Capes (BRASIL, 2011b), o Programa UAB é uma política de colaboração do Governo entre Universidades Federais, Instituições de Ensino Superior Público do Brasil, prefeituras e Estados para o estabelecimento de cursos de a distância (graduação, formação continuada e especialização) por intermédio

de polos de apoio presencial. Estas instituições, exclusivamente públicas, são responsáveis pela criação dos projetos pedagógicos dos cursos e por manter a qualidade de ensino. As prefeituras/Estados são responsáveis por criar e manter os polos de apoio dando-lhe a estrutura necessária. O Governo provém o pagamento das equipes de gestão e docência por meio de bolsas de Formação.

Em meio à miríade de políticas educacionais patrocinadas pelo governo brasileiro, as quais se coadunam no objetivo de que seja arrefecida nossa defasagem universitária em relação a outros países, o programa Universidade Aberta do Brasil se diferencia não só pelos consórcios estabelecidos entre os três níveis governamentais, mas principalmente por se caracterizar como um programa de formação universitária na modalidade de Educação a Distância (EaD). (ZUIN, 2006, p. 944).

Os cursos devem seguir como base para qualidade, os Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância - SEED/MEC de 2007. Este documento faz referências às leis que regulamentam a Educação a Distância, bem como norteiam parâmetros para Projetos Pedagógicos de cursos a distância, balizando as seguintes questões (BRASIL, 2009b). :

 Concepção de educação e currículo no processo de ensino e aprendizagem;  Sistemas de Comunicação;  Material didático;  Avaliação;  Equipe multidisciplinar;  Infraestrutura de apoio;  Gestão Acadêmico-Administrativa;  Sustentabilidade financeira

A adesão ao projeto da UAB pelos “(...) governos locais - Estados e Municípios - e das instituições públicas de ensino superior ao Sistema UAB dá-se no âmbito dos Fóruns Estaduais Permanentes de Apoio à Formação Docente, criados pelo Decreto nº 6.755, de 29 de janeiro de 2009". (BRASIL, 2009a). Nota-se que tais Fóruns foram criados após as

adesões de algumas Universidades. Estes buscam organizar a educação a distância, em regime de colaboração com todas as partes envolvidas.

A manutenção do Programa UAB traz a vantagem de descartar a criação de uma nova instituição de ensino superior, visto que o Sistema UAB busca articular as instituições públicas já existentes.

A possível vantagem ao aluno poderá ser a garantia de um ensino de qualidade, visto que quando esta modalidade era dominada pelas Instituições particulares de Ensino Superior ocorria certo descaso com a formação. Entretanto, deve-se ressaltar que a Educação a Distância difere do ensino oferecido presencialmente, na medida em que possuem outras relações pedagógicas, organização estrutural, equipe docente, portanto, necessitaria de uma avaliação pormenorizada para se ter o parâmetro sobre a continuidade ou não da qualidade do ensino das Universidades Públicas diante desta modalidade.

Muitas críticas são feitas a Educação a Distância, tal como em JUNIOR (2010), o qual aponta que esta decorre das políticas internacionais e apontam mais para uma economia de gasto público com novas instituições, otimizando espaço, recursos e pessoal, do que para o compromisso de levar uma educação de qualidade.

Cabe agora discutirmos como se dá a formação para o magistério a distância, de acordo com uma Universidade Federal e buscar, analisar as implicações desta modalidade na formação dos graduandos.

   

Benzer Belgeler