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1.2. HÜKÜMET SİSTEMİ VE BAŞLICA TÜRLERİ

2.1.4. Birinci Büyük Millet Meclisi Döneminde Hükümet Sistemi ve

118 desabou e que, em algum momento desconhecido anterior a chegada do homem a parte sul (setor central) foi invadida por sedimentos (Rodet, comunicação pessoal).

O acesso ao sítio se faz de três maneiras: uma fácil; outras duas mais complicadas. O acesso fácil se faz unicamente pelo sul. Os outros acessos se fazem pelo norte do sítio, desde que já se esteja nas partes mais elevadas do maciço: um pelo setor oeste, descendo um abrupto de 3 metros (Foto 9), outro pelo setor leste do sítio, por uma descida pelas pedras (Foto 8). Estes dois locais, obviamente, permitem sair do sítio para outros pontos do maciço.

A área do sítio é protegida pelo maciço a norte, sul e oeste. O local está numa posição estratégica, pois facilmente se sobe ao maciço pelas pedras no setor leste. Neste ponto, desfruta-se duma visão privilegiada do vale do Gordura. Também apresenta um local com desnível abrupto, tornando a passagem impossível na extremidade leste, com cerca de 10 metros de queda. Outro desnível, extremidade sudoeste, pode servir de ponto de acesso para outros salões em tempos de seca, com uma descida escarpada de 5 metros. Subir ao sítio por este ponto é muito difícil, se for em tempos de chuva é praticamente impossível. Devido à barreira constituída pelo afloramento e também pela densa vegetação, é impossível ver o sítio Vereda III numa perspectiva de fora do maciço. Trata-se, portanto, de um recôndito lugar no qual as limitações de acesso somado à impossibilidade de seu uso para fins agrícolas foram cruciais para a preservação dos vestígios.

Quisemos entender os processos de erosão e deposição no sítio, para poder interpretar o mapa de distribuição dos vestígios. Inclusive, voltamos ao sítio para observar a dinâmica das águas em períodos de chuva. Assim, foi preciso analisar a topografia do sítio (Figura 31), levando-se em conta também a cobertura vegetal, uma vez que eles regulam a velocidade do escoamento superficial das águas pluviais, adquirindo e/ou perdendo competência para o transporte de materiais

As partes sul e oeste formam um patamar situado a aproximadamente 10 metros acima da extremidade leste, em que se contra o antigo cone de dejeção do paleoconduto. A transição entre estas zonas apresenta um desnível acentuado, no qual numa distância de apenas 9 metros há um declive de 7 metros. Há inclusive na porção NE do sítio um sumidouro para o qual escoa grande parte das águas em dias de chuva.

119 Conforme as características topográficas, o transporte de partículas acontece do oeste, sudoeste e sul em sentido nordeste e leste. Quando chega à parte mais plana, zona leste, a competência do transporte por água diminui significativamente. Vimos que na parte norte do sítio, especificamente no epicarste52, corre um fluxo de água até o sumidouro a leste em dias de chuva. O abrigo sul do setor leste, por conter uma declividade acentuada, também apresenta um intenso fluxo de água que corre no sentido leste. Ficou claro que estes dois abrigos cedem mais sedimentos do que recebem, são verdadeiros corredores de transporte de materiais.

A observação de alterações nas superfícies dos cacos, do mesmo modo que a análise de sua distribuição, quando articulada com a situação topográfica contribuiu significativamente para se pensar no seu transporte pós-deposicional. A zona de grande concentração de vestígios (ver Figura 29) apresenta uma declividade muito pequena, praticamente plana. Se somarmos a isto a grande quantidade de árvores no local, a dispersão baixa entre os cacos que remontaram entre si vai de encontro com a perda de competência de transporte de materiais nessa região (Figura 32).

A sedimentação do sítio é muito lenta, como evidencia a exposição do material arqueológico em superfície. Este ocorre numa profundidade máxima de apenas 20cm. O enterramento atual de parte do material pode ser atribuída aos sedimentos deslocados do setor central, à intensa camada de serrapilheira, depositada anualmente nos períodos de seca e por raízes com capacidade de deslocar verticalmente alguns fragmentos, sobretudo os menores.

Ao mesmo tempo em que o crescimento das árvores destruiu parte do registro, deslocando com suas raízes os fragmentos, ela também conteve os cacos com suas raízes (Foto 10), bem como permitiu um acumulo de sedimentos. Este duplo papel da vegetação no sítio, destrói simultaneamente preservando, ficou claro durante as escavações, pois não raro deparamo-nos com situações de grandes concentrações de cacos sempre junto às árvores e raízes, ao passo que, particularmente próximo às árvores notamos a recorrência de concentrações de cacos de pequenas dimensões (Foto 12 e Figura 33), alguns inclusive, com características que lembram lascas, como a presença de bulbo (Fotos 12 e 13), o que nos

120 levou a pensar numa hipótese de lascamento por pressão provocado pelo crescimento das raízes.

Mesmo sendo algo incomum e até estranho, acreditamos nesta possibilidade principalmente se considerarmos que a cerâmica possui muita matéria orgânica em seu núcleo, sobretudo o carvão, já que sua queima reduzida não expulsa toda a matéria orgânica presente na matriz argilosa que se transformou em cerâmica. Deste modo, as raízes quando menores poderiam adentrar no material, em busca de carbono essencial ao seu crescimento, e durante este, as raízes paulatinamente exerceriam força suficiente para produzir lascas. Embora seja somente uma hipótese, não raro encontramos radículas dentro dos fragmentos cerâmicos.

Os vestígios estavam dispersos pela superfície em boa parte do sítio, alguns debaixo do abrigo central, outros abaixo dos dois abrigos do setor leste e principalmente numa pequena área plana de 100m2 epleta de a os, de o i ada de Quad ado dos potes .

Através das condições topográficas, e remontagem do material, pode-se pensar que os vestígios que se estavam no abrigo norte (setor central) bem como os que estavam nos abrigos norte e sul (setor leste) foram carregados para lá pelas águas. Os que foram encontrados no Quadrado dos potes, praticamente se encontraram in situ, com pouco deslocamento, possivelmente provocado pelo crescimento das árvores dentre outras vicissitudes, como surgimento de cupinzeiros e passagem de algumas pessoas53. Remontamos boa parte dos recipientes cujos cacos estavam no Quadrado dos potes, em alguns casos conseguimos reconstituir até 70% de um mesmo pote.

Com as análises de laboratório do material cerâmico proveniente das coletas de 2003, sabíamos que existiam núcleos de cacos de um mesmo pote concentrados, geralmente os de maiores dimensões e conseqüentemente peso, ao mesmo tempo em que outros cacos do mesmo recipiente tinham se separado, particularmente os de menores dimensões.

53 Por mais que o sítio seja um lugar recôndito, não podemos ser ingênuos de achar que antes da chegada de

121 Figura 32Topografia com esquema de transporte de partículas no sítio

Foto 10: Material quebrado e preso por raízes, todos