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10. AVG Tarama
10.1. Öntanımlı Taramalar
10.1.2. Belirli dosyaları veya klasörleri tara
A definição de copyleft (left, em inglês, “esquerda”) pode ser denotada a partir do próprio nome atribuído ao fenômeno, que tem origem em um trocadilho feito a partir do termo copyright (right, em inglês, “direita”).
Enquanto no licenciamento através de copyright as obras ficam protegidas contra uma série de condutas, tais como a modificação e a difusão não autorizadas, no licenciamento através do copyleft diversas dessas condutas são permitidas na obra, podendo a mesma ser livremente reproduzida, adaptada, ou disseminada.
Se determinada obra é lançada em copyleft, assim permanecerá enquanto a mesma existir, podendo sempre estar sujeita a modificações ou adaptações por quem quer que a ela tenha acesso, caso o licenciamento aplicado assim possibilite. Dessa forma, não pode um usuário que modifica uma obra em copyleft reclamar direitos autorais sobre suas modificações, o que dá ensejo a que outro usuário também possa alterar a obra em seguida.
Existe uma grande variedade de licenciamentos de copyleft, nas quais é variável o grau de liberdade de modificação, reprodução e difusão. Certas licenças prevêem liberdade total ao exercício de qualquer das condutas, enquanto outras asseguram ao autor o exercício exclusivo de alguns direitos que normalmente estariam vedados a terceiros, mas ao mesmo tempo liberam a estes o exercício de outros direitos.
É necessário frisar que as liberdades conferidas pelo copyleft se estendem, apenas, ao âmbito dos direitos patrimoniais sobre a obra, nada influindo na preservação dos direitos morais do autor: todo indivíduo que modifica uma obra em regime de copyleft tem o direito de ter seu nome citado e creditado enquanto colaborador e criador da obra.
Para entender melhor no que consiste o copyleft, é necessário uma breve abordagem acerca do seu histórico e de como tal conceito evoluiu até a dimensão que ganhou com o desenvolvimento da Internet e da Sociedade da Informação.
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6.1.1 Breve histórico
Uma das primeiras ocasiões em que o conceito de copyleft se aplicou na informática remonta à década de 1970, quando foi lançado o projeto Tiny BASIC, que consistia em uma variação da linguagem BASIC de programação destinada a computadores de pouca memória. O desenvolvedor original do projeto, o engenheiro de computação Dennis Allison, optara por publicar, através de uma revista, as instruções de como programadores poderiam desenvolver sua própria versão do Tiny BASIC. O interesse, no projeto, por parte de aficionados por programação (principalmente os amadores) cresceu, o que fez com que passassem a compartilhar informações e dados sobre a linguagem de programação.66
Um desses programadores, Li-Chen Wang, lançou em 1976 sua própria versão do
Tiny BASIC. Quando tal programa era acessado pelos microcomputadores da época, sua tela
inicial trazia, além do nome do programador, a informação “@COPYLEFT ALL WRONGS RESERVED”, tornando esta a primeira vez em que o termo foi usado na informática. Tal versão do Tiny BASIC seria posteriormente modificada por outro programador, Roger Rauskolb, que incluiu seu nome na tela inicial do programa, deixando também o nome de Wang e a mensagem referente ao “COPYLEFT”.67
No entanto, foi a partir da década de 1980 que o copyleft começaria a ganhar realidade mais palpável. O programador norte-americano Richard Stallman, especialista na linguagem de programação Lisp, trabalhava no desenvolvimento de um programa de interpretação, até que uma empresa de computação, a Symbolics, Inc., requereu de Stallman o uso de tal programa. O programador concordou e cedeu à empresa uma versão de seu programa em regime de domínio público.
Ocorre que, quando Stallman pediu à Symbolics o acesso às modificações que a empresa havia feito no programa por ele desenvolvido e lançado em domínio público, não obteve sucesso: a companhia vedou seu acesso às modificações. Tal episódio tornou Stallman um combatente à cultura do software proprietário, ou seja, aquele cujos direitos autorais pertencem a uma empresa ou a um indivíduo, o que o levou a fundar a Free Software
66 Cf. ALLISON, Dennis. Design notes for TINY BASIC. ACM SIGPLAN Notices, Nova York, vol. 11, n. 7,
pp.25-33, jul. 1976.
67 Cf. WANG, Li-Chen. Palo Alto Tiny BASIC. Dr. Dobb’s Journal, Menlo Park, Califórnia, vol. 1, n. 5, pp.
Foundation68 e a criar a primeira forma de licenciamento por copyleft. Sucessivas
modificações neste licenciamento fizeram surgir a GNU General Public License (GPL), que hoje é uma das mais populares licenças de copyleft.69
Com o constante desenvolvimento da Internet, o copyleft vem ganhando força como alternativa ao regime de proteção a direitos autorais assemelhados ao copyright, que muitas vezes representam entrave ao dinamismo da troca de informações. Assim, surgiram outras modalidades de licenciamento por copyleft, que, assim como a GPL, serão objeto de estudo mais adiante.
6.1.2 Princípios do copyleft
Assim como os direitos autorais e o copyright, o copyleft também é dotado de base principiológica própria. Tais princípios encontram força em um princípio geral que norteia o copyleft, e que consiste em atribuir, ao usuário que tem acesso à obra, as mesmas faculdades e liberdades que seriam originariamente atribuídas a um autor, gerando princípios como: a) o princípio da liberdade de uso e estudo da obra; b) liberdade de cópia e compartilhamento da obra com outros usuários, c) liberdade de modificação da obra; e d) liberdade de distribuir a obra modificada e suas posteriores formas por outros modificadas.
Conforme já foi dito anteriormente, tais liberdades só são garantidas se o licenciamento de copyleft pelo qual a obra for originalmente lançada vedar que um usuário, ao modificar a obra, a lance em regime de proteção de direitos autorais.
6.1.3 Tipos de copyleft
Conforme já explicamos anteriormente, existe uma ampla gama de licenciamentos considerados no universo do copyleft, o que torna variável a aplicação de seus princípios, o
68 A Free Software Foundation (Fundação do Software Livre, em português) é uma entidade sem fins lucrativos
fundada em 1985 com o intuito de promover o movimento de software livre, o qual, baseado no copyleft, prega a liberdade total e irrestrita de distribuição e modificação de programas de computador.
69 Para maiores informações sobre Richard Stallman e a criação da Fundação do Software Livre, cf. WILLIAMS,
Sam. Free as in freedom: Richard Stallman’s crusade for free software. Disponível em <http://oreilly.com/openbook/freedom/>. Acesso em 8 jun. 2009.
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que pode acarretar, a depender da forma de licenciamento, no abrandamento do exercício dos direitos sobre a modificação, difusão ou uso da obra.
Há dois critérios pelos quais se pode classificar os tipos de copyleft existentes. O primeiro critério diz respeito à força do copyleft, que se consubstancia no grau de liberdades conferidas pelo licenciamento usado: quanto mais forte for o copyleft, maiores serão as liberdades de uso e modificação por ele conferidos. Já o segundo critério diz respeito ao alcance do copyleft na obra, ou seja, a que partes da obra pode se estender a aplicação dos seus princípios.
Dentro do primeiro critério, o copyleft pode ser classificado em forte ou fraco. Diz-se que é forte quando as liberdades previstas no licenciamento se estendem a todas as obras modificadas e derivadas a partir da original. O licenciamento pela GNU General Public
License, concebida por Richard Stallman, é um dos maiores exemplos de copyleft forte, na
medida em que tal licenciamento assegura ao usuário da obra ou do programa de computador liberdade total para modificar e difundir a obra modificada, garantindo que qualquer outro usuário também a modifique.
No copyleft fraco, as liberdades não se estendem obrigatoriamente a todas as obras derivadas, e nem todos os trabalhos modificados e derivados a partir do original poderão ser livremente modificados por outros usuários. Exemplo de tal modalidade de copyleft é a
Mozilla Public License, sob a qual são lançados os softwares da Mozilla Foundation (Mozilla Firefox e Mozilla Thunderbird, por exemplo), e que veda a prática de certas alterações.
No que tange ao segundo critério, ou seja, o do alcance na obra, o copyleft pode ser classificado em total e parcial. Diz-se que é total quando as liberdades previstas no licenciamento podem se aplicar à obra em sua integralidade, podendo qualquer parte dela ser modificada, difundida ou reproduzida. No copyleft parcial, de outra feita, nem todas as partes da obra podem ser objeto de alteração ou livre difusão, estando o copyleft aplicável apenas a determinadas partes da obra. Outra hipótese considerada de copyleft fraco ocorre quando apenas uma parte dos princípios é aplicável à obra.