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OCAK-HAZİRAN 2020 DÖNEMİNDE YÜRÜTÜLEN FAALİYETLER

C. Finansman

II. OCAK-HAZİRAN 2020 DÖNEMİNDE YÜRÜTÜLEN FAALİYETLER

“Minha irmã, eu estou errado? E eu digo: “Você está errado, você tem que mudar isso, não é bom fazer isso, você tem que obedecer a sua mãe, a sua irmã que cuida de você, que faz tudo por você”.

Então ele está bem mais compreensivo, porque ele não queria entender, então com a minha participação na Terapia Comunitária tenho melhorado isso e tenho ajudado ele também. Leio muita coisa sobre a doença dele na Internet, então a gente vai aprendendo. Procuro aprender não só aqui, na Terapia Comunitária, mas fora também, então a gente vai aprendendo e vai usando com ele pra melhorar tanto o dia-a-dia dele como o nosso também! Porque é estressante [...] às vezes ele tem algumas crises, mas a gente sempre controla com um pouco de pulso, com atenção, com carinho [...] conversando também, porque a gente conversa muito, minha mãe conversa também quando ele fica um pouco rebelde, então nós vamos contornando todos os dias.

A Terapia Comunitária é boa porque um contribui junto ao outro com suas histórias, e vejo isso com a importância do apoio que o familiar recebe aqui. A gente esclarece muitos problemas, muitas vezes você aprende como lidar em várias situações e nós passamos a reconhecer melhor o papel do familiar no tratamento da pessoa que tem doença mental [...] e percebo que com isso ele tem melhorado bastante com a gente lá de casa, pois moramos eu, meu esposo, meu filho, ele e minha mãe e nós estamos conseguindo, graças a Deus, ter um relacionamento familiar muito bom. Agora tenho outras irmãs e elas não dão muita importância, não ligam pra ele, não dão atenção, não dão carinho, nem procuram saber se ele está bem. Minha mãe também tem aceitado muito melhor, porque ela o protegia muito [...] não gostava que ninguém chamasse a atençã o dele, não entendia que era pra mudar o comportamento, pra fazer dele uma pessoa melhor, porque fumava toda hora [...] queria fumar dentro de casa, queria fumar deitado na cama, então eu dizia a ela do mal que aquilo fazia tanto pra ele quanto pra gente [ ...] toda aquela fumaça [...] porque tem o fumante ativo e o passivo e nós somos os passivos [...] aqueles que recebem toda a fumaça e explicava que juntas podíamos tentar melhorar a situação, então ela passou a contribuir e realmente melhorou muito.

Tudo que tenho feito por ele hoje é graças à paciência que aprendi a partir daqui [...] da Terapia Comunitária porque eu era muito alvoroçada com ele, era muito bruta. Passei a perceber que a paciência ia contribuir muito na forma de falar com ele, de conversa r [...] porque se tudo fosse resolvido na ignorância, eu o deixaria muito mais estressado e talvez até o medicamento nem fizesse efeito. Ele ficaria agitado, sem conseguir dormir, como muitas vezes já ficou [...] então depois que a gente teve mais calma, passou a conversar com paciência e quando ele fazia alguma coisa de errado, a gente não discutia, nem brigava com ele [...] simplesmente a gente tirava as coisas que ele mais gostava, como por exemplo: ele gostava muito de passear no Mercado Central, ele sempre teve essa

atividade, então eu dizia: “Olhe, a gente não vai mais brigar com você, não vai ficar reclamando,

tudo que você fizer de errado que a gente vê que não foi resolvido na conversa, a gente vai tirar o seu gosto, não vai mais deixar você ir passear”. Era muito melhor fazer isso que entrar em conflito. Então ele começou a aceitar mais, percebeu que estava perdendo aquilo que gostava, e foi melhorando [...] embora a gente saiba que ele é uma pessoa que tem problemas, que tem crises, fica nervoso, perturbado, mas ele melhorou muito! Melhorou uns noventa por cento, só não digo que foi cem por cento, porque os dez por cento são alguns defeitinhos que ele tem, mas ele melhorou em tudo!

Percebo que vem muito da minha melhoria, a melhoria que eu busco a qui no grupo de Terapia Comunitária e do meu esforço pra tentar mudá -lo a partir do momento que comecei a cuidar dele [...] porque minha mãe cuidava, mas era de forma desregrada, sem limites [...] então ele não tinha hora pra dormir, não tinha hora pra comer e hoje ele tem uma disciplina maior [...] tem hora pra lanchar, tem hora pra comer, tem hora pra dormir, tem hora pra tudo. Ele tem se adaptado bem e em dois anos, muita gente tem ficado de boca aberta com a mudança dele e principalmente com o meu esforço. Geralmente tem um churrasquinho, uma reunião de família, e no início, quando eu o levava, ele não conseguia ficar, não tinha contato com ninguém, era um estresse! Hoje não [...] ele vai, conversa com todo mundo, come o que a gente come, senta na mesa, coloca sozinho o churrasco no prato e come normal. Então todos estão impressionados [...] porque ele tem transtorno bipolar desde os catorze anos, faz mais de vinte anos que ele é assim. Meu irmão sempre teve esse estilo de vida e acho que nesses dois anos consegui muita coisa [...] consegui ajudá-lo a mudar [...] porque ele fumava deitado pra você ter ideia, a gente ficava morrendo de medo de incêndio. Quando eu ia arrumar a casa [...] ajudar minha mãe [...] quando afastava a cama dele, tinha muita cinza de cigarro embaixo porque ele fumava e jogava tudo no chão. E hoje não faz mais isso, quando ele quer fumar já

vai pra fora de casa pra não prejudicar a gente [...] então ele está mais consciente, entende muita coisa que eu achava que nunca fosse entender.

Pra mim tudo isso aconteceu graças a meu esforço e graças à ajuda daqui, da Terapia Comunitária, tudo isso contribuiu! Esse grupo é ótimo, quando não venho fico meio triste, porque gosto de estar junto ao pessoal [...] gosto de ficar conversando, gosto de aprender com as outras pessoas e um conforta o outro, é ótimo [...] a gente se ajuda! (Risos) E tem também a amizade que a gente constrói com as outras pessoas.

Maria Emília é paraibana, mulher guerreira e sempre alegre. Uma mãe dedicada e orgulhosa da vida, que vive para sua casa e para os cuidados com a filha, que é usuária do CAPS Caminhar. Participante assídua da TCI há mais de cinco anos, é uma grande incentivadora do grupo. A Terapia Comunitária, para ela, representa um momento de autocuidado e de reflexão para a vida. Transmite uma energia contagiante, ao partilhar suas experiências, e veste, literalmente, a “camisa” da Terapia Comunitária.

Tom vital: Aprendi a cuidar mais de mim!

Depois que comecei a participar da Terapia Comunitária, eu melhorei meu jeito de ser. Vi que tenho me tornado mais tranquila e disciplinada comigo mesma, com minha filha e com meu filho. No início, quem participava da Terapia Comunitária era o meu marido, porque, na época, eu trabalhava, mas ele já faleceu, então, depois disso, passei a participar das rodas e a cuidar mais da minha filha [...] mas, graças a Deus, aqui na Terapia Comunitária, foi onde encontrei muito apoio.

A Terapia Comunitária tem me tornado mais tranquila e isso tem me dado apoio pra cuidar de mim e da minha filha. Tenho aprendido também muitas coisas sobre o amor [...] , a disciplina e o respeito que devo ter com ela [...] e graças a Deus é uma filha que amo de coração e tudo que puder fazer por ela, eu faço! Principalmente depois que vim pra Terapia Comunitária, porque antes minha segunda casa era meu trabalho e hoje é o CAPS. Tenho sempre a preocupação de dar o medicamento na hora certa, sem falar do carinho que tenho por ela durante todo o tempo. Então dou muita importância a esse espaço da Terapia Comunitária, porque aqui a gente recebe carinho [...] , atenção e eu faço de tudo para não faltar! Chego até a fazer meu almoço um dia antes, pra no outro dia poder vir e quando saio da Terapia pra pegar meu neto na escola, já saio com o pensamento de que vou pra casa sorrindo!

A Terapia Comunitária me ajudou porque no início do tratamento minha filha era uma pessoa que não queria conversar com ninguém [...] chorava muito e sempre foi muito trancada, e como eu tinha muita dificuldade pra aceitar isso, só vivia dentro de casa. Mas depois da Terapia passei a me cuidar mais, ela viu e passou a me acompanhar, a conversar [...] e na Terapia Comunitária eu aprendi a lidar com isso [...] porque agora faço de tudo pra minha melhora e ao mesmo tempo, pra dela também! Aprendi também a cuidar mais de mim, porque antes eu só pensava nela e o terapeuta comunitário sempre fala que é preciso cuidar da gente pra gente aprender a cuidar dos outros [...] então tenho saído mais de casa e assim cuido dela e de mim também!

Maria Emília

“Construí amigos, enfrentei

derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não

tenho medo de vivê-la”. (Augusto Cury)

Benzer Belgeler