Outro tema presente nas narrativas foi relativo à família. Esse grupo é mencionado em todas as entrevistas, como é o caso da narrativa de Alzira e Silvana, em trechos como estes:
Pois bem, eu venho de família grande, são seis filhos, muitos momentos felizes e também de muitos desafios, sempre a casa cheia de gente (risos). [Alzira]
Meu pai era comerciante, minha mãe, como a maior parte das mulheres daquela época, era doméstica, vivia para a casa, para a educação dos filhos. Foi bem interessante nossa criação. Participávamos das conversas; somente de algumas é que não podíamos participar. Almoçávamos, tomávamos café, jantávamos todos juntos, na hora da merenda, do lanche, também estávamos todos juntos. Foi aquela educação bem tradicional, certinha. [Silvana] As narrativas sugerem que tanto Alzira quanto Silvana, ao falarem de si mesmas, não puderam fazê-lo sem necessariamente apontar o pertencimento a um grupo familiar, referindo-se inicialmente a questões como sua composição e tamanho, no caso de Alzira, ou às rotinas e o tipo de educação/criação recebidos, como foi mencionado por Silvana.
Sobre a importância da família na constituição da identidade, encontramos posicionamento de Mello (2002), que sinaliza a indelével influência da família sobre seus membros, uma vez que foi na família que nascemos, crescemos e tivemos nossa primeira imagem do mundo modelada pela língua familiar; nesse espaço também foi possível o acesso aos instrumentos que usamos para conhecer o mundo.
No momento em que as pesquisadas se reportaram a família, visualizamos igualmente a atribuição de importância a esse grupo social, que é diretamente responsável pelo momento inicial da socialização da criança, conforme o apontado por
Berger e Luckmann (2007), mediante um processo definido pelos autores como socialização primária. Nesse processo de socialização, a interação que a família estabelece junto à criança ocorre por meio de uma vinculação afetiva, que permite a esta última o movimento de inserção no mundo objetivo.
A nosso ver, a vinculação afetiva que marca a socialização primária foi identificada na execução das narrativas à medida que a maioria dos sujeitos da pesquisa revelou emoção ao falar da família. Nesse sentido, destacamos que Alzira foi, dentre os pesquisados, aquela que se mostrou mais emocionada e visivelmente imbuída de satisfação ao fazer referências a sua família. Tal apreciação levou em consideração a observação atenta da pesquisadora em relação à postura de Alzira ao longo da narrativa que, em cada momento devotado à menção ao grupo família, o fez com os olhos marejados e em meio a pausas. Esses momentos envolveram, na maioria das vezes, a presença de informações sobre a família em meio a largos sorrisos.
Sobre a família, Alzira relatou os desafios ligados às condições de subsistência, conforme trecho abaixo:
Tem algo que lembro muito... lembro que meu pai que trabalhava sem parar e tinha nome numa caderneta em uma bodega para sustentar a gente... o que ele recebia no final do mês como salário ia inteirinho para esse fim, pois o que eles (pai e mãe) ganhavam só dava para pagar as contas e nada mais; mas eles (pai e mãe) faziam isso porque não abriam mão dos filhos estudarem. E por tantas vezes, eu sei que eles não compraram um sapato, uma roupa para eles mesmos, para poderem comprar nosso fardamento ou livro para gente, pois naquela época não existia programa de livro didático do governo como hoje, nem de material escolar, naquela época tinha mesmo era que comprar! [Alzira]
O relato de Alzira enfoca a figura dos pais, não somente por serem os provedores da família, mas por sua postura em relação à educação dos filhos. Ela elenca algumas dificuldades que os pais enfrentaram para manter os seis filhos na escola, manutenção avaliada por Alzira como onerosa, que impedia possivelmente a família de ter uma vida com mais conforto, pois toda a renda da família era destinada à educação dela e dos irmãos.
Na narrativa de Alzira, visualizamos que, ao falar de sua família e destacar a figura do pai, ela resgata a realidade de outras tantas famílias do nordeste, que tem como característica ser mononuclear, de grande extensão, que tem na figura do pater a autoridade máxima do grupo familiar. Essas características são vistas como desdobramentos do modelo patriarcal identificado por Freyre (1981), na obra clássica
Casa Grande & Senzala, que constitui uma importante influência na constituição da identidade nordestina, segundo Albuquerque Júnior (2003).
Outro aspecto a ser destacado é que a realidade enfrentada pela família de Alzira estende-se a coetâneos e suas famílias no tocante às políticas de acesso à educação pública, insuficientes para atender o contingente populacional da região. Essa foi uma das determinações relacionadas aos empreendimentos/iniciativas particulares dessas famílias para enfrentarem esse problema, cada uma a seu modo. Essas particularidades são ilustradas nas histórias de Joaquim e Josué:
(...) o meu pai, agricultor; ele trabalhava no cultivo de (...), bem típico dessa região; e ele comprou uma propriedade no (...) e a gente mudou para lá; porque a vida lá era melhor e também tinha a questão, de certa maneira, dos estudos da gente, pois na pequena [...] não tinha escola em todos os níveis de ensino; só tinha básico de 1ª a 4ª série. [Joaquim]
Sou de uma família de oito irmãos e sempre moramos nas terras dos outros, sempre em busca de melhores condições de vida, não tinha escola para todos e a condição de estudar era sempre associada ao trabalho na lavoura do cacau para ajudar no sustento da família, que era grande. (...) Eu sou filho de um trabalhador rural analfabeto e uma mãe que era um pouco de tudo: doméstica, lavadeira e trabalhadora rural, que cursou apenas dois anos de estudo, o equivalente à época da segunda série. [Josué]
Ao confrontarmos as histórias de Joaquim e Josué com a história de Alzira, percebemos que, ainda que pertencentes a uma mesma região e que as condições de acesso e permanência na escola sejam semelhantes, suas realidades objetivas são diferentes, o que possibilitou às suas famílias movimentos diferenciados no que tange à garantia da educação aos filhos, pois a família de Alzira, como vimos, precisou gerir as finanças com cautela, enquanto as famílias de Joaquim e Josué tiveram que migrar em busca de melhores condições de vida e oportunidades para os filhos estudarem. De maneiras diferentes, as três famílias lutaram para garantir a escolarização dos filhos.
A necessidade de abandonar a terra por conta da ausência de opções de subsistência faz da figura do migrante outro importante componente das imagens que constituem a identidade nordestina. Segundo Albuquerque Junior (2011), até hoje essa imagem é atribuída ao nordestino por pessoas de outras regiões, como sudeste e sul.
Percebemos que esses relatos reuniram aspectos sociais que influenciaram a constituição da identidade de Alzira, Joaquim e Josué, ao informarem sua localização em determinado grupo familiar com realidade econômica específica, ilustrados mediante essas vivências em busca de acesso e permanência na escola.
Associamos a postura dos pais de Alzira e de Joaquim frente ao processo de escolarização dos filhos com certa proximidade ao que Lahire (1997) sublinha como investimento pedagógico. Este último refere-se à iniciativa dos pais em imprimir traços significativos na gerência da economia familiar, bem como na moral doméstica, em função da inserção dos filhos no processo de escolarização. A realidade econômica de Josué e sua família, por sua vez, não permitiu o mesmo investimento pedagógico, já que suas condições objetivas eram diferentes.
Nessa ocasião, identificamos o valor da educação compartilhado possivelmente em família, mobilizando os chefes dessas famílias a proporcionarem desde o incentivo à educação para os filhos até o investimento financeiro para que esta efetivamente ocorresse.
O contraste evidenciado entre grandes proprietários de terra que concentram o poder econômico em suas mãos e os excluídos da sociedade, desprovidos de quaisquer punhados de terra, compõe, segundo Albuquerque Júnior (2011), outra imagem associada ao Nordeste em sua constituição como região, pela grande desigualdade social inerente a essa região.
Em função das particularidades de cada um e de seu seio familiar, identificamos determinações diferentes sobre o modo como Alzira, Josué e Joaquim agiram sobre esse meio e o significaram, sobretudo no tocante às dificuldades econômicas/educacionais, apontadas em suas narrativas ao se reportarem às suas famílias.
Das lembranças da família, Alzira se refere majoritariamente à figura dos pais e à dinâmica familiar nas condições objetivas da família:
Olha meus pais eram funcionários públicos (...). Naquela época, eles eram auxiliares, minha mãe de Enfermagem e meu pai de Veterinária. Eles trabalhavam e era aquela coisa do nordeste, o que eles iam ganhando era destinado para nossa alimentação, não tinha aquela coisa de poupança, de bens para deixar de herança para gente. Eles não eram fazendeiros e nem latifundiários, graças a Deus! Eles eram trabalhadores... e a gente tinha pelo menos as roupinhas de vestir nas três festas do ano: natal, ano novo, e o São João do nordeste... isso era o que a gente vivenciava (...) Então eu nunca passei privações, meus pais sempre trabalharam para nos manter com muitos
sacrifícios. E eu não vou dizer que passei fome ou que eu não tinha sapatos! [Alzira]
Mais uma vez, identificamos que Alzira, ao falar do grupo familiar, destaca especialmente os pais, que representam os outros significativos para ela, conforme apontado por Berger e Luckmann (2007), como aqueles responsáveis pela inserção social dos membros da família, tendo em vista seus vínculos afetivos. Dessa maneira, falar desses outros significativos constitui um recurso para falar de si, mediante a referência àqueles que, desde o início de sua presença no mundo, estiveram ao seu lado, compartilhando suas visões de mundo, funcionando como uma espécie de ponto de partida no processo de inserção social vivido por Alzira.
Assim, entendemos que a referência aos pais pela menção de suas atividades profissionais por Alzira e pelos demais pesquisados é um indicativo da identificação com seus pais, e que se estende às posturas destes últimos, aos seus estilos de vida e valores, cuja mediação envolve a vinculação afetiva prevista para essa relação no âmbito da socialização primária.
Ao discorrer sobre a atividade dos pais como funcionários públicos, Alzira recorda as dificuldades enfrentadas por eles para garantir a subsistência da família e as vê como semelhantes à realidade de outras famílias de trabalhadores de sua região. No entanto, entendemos que, embora Alzira tenha sido enfática nessa identificação com a classe trabalhadora, as condições objetivas de sua família são diferentes da maioria das famílias pertencentes a essa classe social25, sobretudo as das zonas rurais. Assim,
supomos que possivelmente a identificação com a classe trabalhadora pode estar relacionada ao que os pais compartilhavam sobre a realidade econômica da família com Alzira e seus outros irmãos.
Pela influência que os pais, como outros significativos, exercem sobre seus filhos, visualizamos sua interferência, sobretudo em suas formas de ver o mundo e suas relações sociais, o que pode ter contribuído para que Alzira reproduzisse o entendimento que os próprios pais tinham de sua realidade financeira, ao comparar os pais à condição de outros trabalhadores, ainda que estes não fossem assalariados, conforme indica o trecho a seguir:
25 Esse entendimento é subsidiado pela análise dos dados obtidos pelos Censos Demográficos Brasileiros (sobretudo no intervalo de 1970 a 1980), em que é possível identificar que a renda da população economicamente ativa vinculada ao setor primário (a agricultura de subsistência, por exemplo) é bem menor que a renda da população que atua no setor terciário (na administração pública, como funcionário público, por exemplo).
Então, o que eu posso dizer é o que sempre digo para os meus amigos, meus colegas professores e meus alunos, quando eu conto minha história de vida e tudo o que aconteceu comigo. Acho que isso deve ser uma reivindicação de todos nós professores, para que aconteça com todo filho de trabalhador, que eles tenham a oportunidade que eu tive de estudar, pois mesmo sendo de uma cidade do interior... eu e meus irmãos, ainda que filhos de trabalhadores, tivemos oportunizadas as condições materiais mínimas para estudarmos; foi um privilégio, eu sei. [Alzira]
Nas recordações de Alzira sobre a família, identificamos reconhecimento em relação aos esforços empreendidos pelos pais para que ela e os irmãos pudessem estudar, visto que as condições objetivas ligadas à escolarização na sua região eram bem restritas.
Gostaríamos de apontar dois aspectos relativos ao processo de constituição da identidade e as vivências: o primeiro relativo às avaliações que reconhecem o esforço da família em detrimento de uma avaliação estritamente meritocrática; o segundo, o compartilhar do significado social atribuído pelos pais à Educação como oportunidade de um futuro profissional melhor, explícitos no investimento destes pais para garantir a permanência e a conclusão dos estudos dos filhos.
A valorização da base familiar apontada pelos pesquisados confirma a importância dessa instituição, que é base da socialização e que tem sua importância para além do papel de suporte para a formação de seus membros. Essa realidade é compartilhada por pesquisas de várias áreas do conhecimento como a antropologia, história, sociologia, entre outras, conforme o discutido por Witter e Silva (2011).
Em meio às apreciações de Alzira sobre a família, encontramos semelhanças com as histórias de outros participantes da pesquisa, como Rômulo e Rivaldo, que também apontaram seus grupos familiares em suas particularidades, sobretudo em suas contribuições junto às suas trajetórias, em trechos como estes:
Eu considero que eu sempre tive muito suporte familiar, e isso foi muito bom mesmo. Meus pais sempre foram muito presentes. Meu pai apesar de não ter nem completado o 1º grau e se não me engano ele fez até a 4ª serie do primeiro grau, ele sempre incentivou a mim e aos meus irmãos ao estudo, tanto que quando eu estava para entrar na faculdade eu fui fazer cursinho e tinha conseguido um emprego e ele virou para mim e disse: ‘Não, largue o emprego e se dedique ao cursinho porque você vai entrar na faculdade e esse emprego pode atrapalhar, certo? Então o que você precisar, eu vou bancando para você.’ E esse apoio que começou lá atrás continua até hoje e não é só financeiro, viu? [Rômulo]
(...) a preocupação com a formação/escolarização dos filhos sempre foi muito forte tanto pela parte de meu pai quanto pela parte da minha mãe, porque eles reconheciam a importância dos estudos. Meu pai, por exemplo, o pouco que ele conseguiu dentro da sua realidade e isso há trinta, quarenta anos atrás, foi à custa da escolarização que ele teve. Então, sempre houve essa preocupação deles de como colocar os filhos em escolas boas, que tivessem um ensino de qualidade. [Rivaldo]
Diante do exposto por Rômulo e Rivaldo, acreditamos que, ao reconhecerem a importância do papel da família no tocante à garantia da continuidade e bem estar dos seus membros, estes confirmam o postulado por estudiosas como Dessen e Polônia (2007), para quem a família é um importante meio de desenvolvimento humano, na medida em que fomenta o processo de socialização dos indivíduos, reúne esforços para a proteção e a manutenção das condições básicas de sobrevivência de seus membros, bem como o desenvolvimento destes no plano social, cognitivo e afetivo.
Tendo em vista a família promover essas condições para o desenvolvimento do indivíduo, entendemos que esta é igualmente importante para a constituição das identidades daqueles que a compõem. Baseados na teoria de Ciampa (2006a), ousamos dizer que o pertencimento a um grupo como o da família possibilita ao indivíduo importantes interações que lhe permitem vivenciar os principais fundamentos desse processo de constituição à luz dessa perspectiva psicossocial. Nesse espaço, por exemplo, são dadas as condições para que o indivíduo possa se diferenciar ou se igualar aos outros membros desse grupo e assim ter as bases para a construção de sua identidade.
4.3.4 A escola
A temática escola fez parte das recordações contidas nas narrativas dos sujeitos pesquisados. Interessante assinalar que a maioria dos pesquisados referiu-se à escola inicialmente a partir da região em que viviam.
Alzira o faz mediante trechos de sua narrativa, como este:
Então e eu meus irmão fomos estudar numa escola cenecista, que eu não sei se você conhece alguma, mas esta escola na verdade não era nem privada e nem pública. Pois eu sou do tempo em que ir a escola era coisa só de filho de rico. E eu fui parar numa escola cenecista... que numa cidade como a minha, essa escola terminava recebendo alunos de todas as classes sociais, desde os filhos de trabalhadores até os filhos das autoridades da cidade, pois terminava sendo a opção
para se estudar. Na capital não era assim, tinha escola pública, mas quem estudava lá eram os ricos também, pobre só entrou na escola a partir do processo de democratização nos anos [19]80. [Alzira] Como se vê, Alzira recorda a primeira escola em que estudou com seus irmãos pela menção à categoria administrativa desta que, segundo ela, não era pública tampouco privada; e de alguma forma denuncia a realidade escolar de sua região que impactava não apenas sua família, mas outras famílias de sua região. Alzira explica que naquela época a educação pública brasileira vivia momentos diferentes do que é hoje, pois as escolas públicas, embora não atendessem à demanda populacional, eram muito bem conceituadas quanto ao ensino oferecido. A alternativa para aqueles que não tinham acesso à escola pública era a iniciativa privada ou de caráter misto, como era o caso da instituição em que Alzira estudou.
A percepção de Alzira em relação à natureza administrativa de sua primeira escola, que “não era pública nem privada”, mostra consonância com o apontado pela literatura no tocante às características que marcaram a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), que desde suas origens esteve alocada entre o público e o privado. Entretanto, autores como Silva (1995) ressaltam que a CNEC se definia como comunitária, de utilidade pública, sem fins lucrativos e, na verdade, buscava a todo custo negar sua face privada.
Outro pesquisado, Joaquim, realizou o mesmo movimento de Alzira ao destacar a primeira escola e a realidade educacional vivida, em trechos de sua narrativa como este:
Eu me criei na zona rural, que foi onde eu me alfabetizei, onde eu cursei até a 4ª série, em salas multisseriadas, da 1ª a 4ª série; Essa sala ficava todo mundo junto, ou seja, crianças de diferentes séries ficavam em uma mesma sala de aula e com uma única professora para todos. [Joaquim]
Joaquim, pelas origens na zona rural, recorda o início de sua escolarização que ocorreu em uma escola com turmas multisseriadas. Ocasião em que recorda a estrutura deste tipo de escola para atender à demanda escolar, do então ensino de 1º grau, de 1ª a 4ª série, de alunos pertencentes às famílias residentes no campo.
Sobre essa modalidade de ensino existente em nosso país, autores como Aranha (1996) avaliam a presença das escolas com turmas multisseriadas como uma tentativa de camuflar o descaso do poder público em relação ao primeiro segmento do então ensino de 1ºgrau, especificamente no que se refere à inserção deste em áreas rurais.
Dessa maneira, podemos dizer que os sujeitos pesquisados reconhecem pela própria vivência uma realidade que reflete a sociedade brasileira, apontada por Patto (2005), que é a de que a instrução pública no país se desenvolveu a passos de tartaruga, fazendo com que, desde o começo, a escola no Brasil oferecesse caminhos diversos em função da classe social dos alunos.
A nosso ver, o fato de os pesquisados terem priorizado esclarecer o tipo de escola que frequentaram no início da vida escolar mostra a intenção de expor a realidade concreta inerente à escola a que tiveram acesso. Essa instituição foi sublinhada em sua importância por todos os pesquisados.
Apontar a importância da escola não apenas como espaço definido para a aquisição de conhecimento, mas como espaço de trocas intersubjetivas vai ao encontro do que é proposto por Berger e Luckmann (2007) no tocante ao processo de