4.1. Ankara ve Mamakla Ġlgili Bilgiler
4.1.1. Ankara’nın Kentsel GeliĢimi
Para o suporte financeiro ao Plano Nacional de Segurança Pública, foi criado o Fundo Nacional de Segurança Pública. A princípio este Fundo foi editado pela Medida Provisória nº. 2.029, de 20 de junho de 2000, exatamente no mesmo dia da apresentação do Plano, cujo texto, também, suspendia temporariamente o registro de arma de fogo até o dia 31 de dezembro daquele mesmo ano. Exatamente era isto que estabelecia o artigo 6º do FNSP, excluindo, no entanto, desta obrigação, as “Forças Armadas; os órgãos de segurança pública federais e estaduais, as guardas municipais e o órgão de inteligência federal; as empresas de segurança privada regularmente constituída nos termos da legislação específica.”
Foi uma iniciativa interessante no sentido de desarmar temporariamente, é verdade, a população. Então, quem não fosse componente dos efetivos dos órgãos anteriormente relacionados teria o seu registro cassado. Acontece que muitas outras “autoridades” nacionais ficaram fora desta listagem e se sentiram desprotegidas. Penso que foi exatamente neste sentido o que impossibilitou a esta Medida Provisória virá Lei, tendo como destino indefectível, a obscuridade.
Outro ponto interessante a destacar nesta Medida Provisória foi o prescrito no seu artigo 4º no que tange ao apoio dos projetos de segurança pública, destinados dentre outros, a:
I – reequipamento das policiais estaduais;
II – treinamento e qualificação de policiais civis e militares e de guardas municipais;
III – sistemas de informações estatísticas policiais; IV – programas de polícia comunitária; e
V – polícia técnica e científica.
Posteriormente, o Fundo Nacional de Segurança Pública foi novamente instituído e desta feita sem restringir o registro de arma de fogo, através da Medida Provisória nº. 2.120-A, de 26 de janeiro de 2001, a qual foi elevada a Lei de nº. 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, publicada no Diário Oficial da União no dia 16 de fevereiro daquele mesmo ano. O artigo 4º continuou intacto da forma que foi concebido na Medida Provisória anterior. O artigo 3º o qual determinava que o FNSP seria administrado por um Conselho Gestor, foi publicado desta feita com a seguinte composição:
I – dois representantes do Ministério da Justiça, um dos quais será o seu presidente;
II – um representante de cada órgãos a seguir indicado: a) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; b) Casa Civil da Presidência da República:
c) Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; d) Procuradoria-Geral da República.
Parágrafo único – As decisões do Conselho Gestor serão aprovadas pelo Ministro de Estado da Justiça.
No entanto, os dispositivos legais que instituíram o FNSP, foram
novamente modificados através da Lei 10.746, de 10 de outubro de 2003, já no
governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas com uma novidade logo no seu
primeiro artigo, nos seguintes moldes:
Art. 1º Fica instituído, no âmbito do Ministério da Justiça, o Fundo Nacional de Segurança Pública – FNSP, com o objetivo de apoiar projetos na área de segurança pública e de prevenção à violência, enquadrados nas diretrizes do plano de segurança pública do Governo Federal.
Neste novo texto legal ficou acertado que seriam disponibilizados os
recursos para apoiar os projetos na área de segurança pública e de prevenção da
violência aos Estados que se enquadrassem no que fosse estabelecido neste plano
de segurança pública do Governo Federal, neste caso, é ele, o Governo Federal,
quem iria estabelecer as diretrizes de segurança pública para os entes federados, e,
neste sentido, os que não estivessem de acordo não seriam apoiados
financeiramente em suas iniciativas de segurança pública. Estados, como o Ceará,
aderiram ao que foi preconizado e em conseqüência, depois de alguns anos, ainda
hoje se ver bens patrimoniais das forças cearenses de segurança com logotipo do
PNSP, que, sublinarmente, quer dizer adquirido com verba do Plano Nacional de
Segurança. A cerca deste assunto, Barreira (2004, p. 22), traz a informação de que
na segurança pública cearense, nos anos de 1997 e 2001, os investimentos
“cresceram de R$ 4,8 milhões para 28 milhões. [...]. É importante salientar que
grande parte desses recursos é oriunda do Plano Nacional de Segurança Pública”.
Dest’arte se estabeleceu o nível de dependência dos Estados nacionais,
em particular, no campo da segurança pública, sem a quebra do pacto federativo.
Tal alegativa é reforçada na leitura da transcrição a seguir.
Art. 4o O FNSP apoiará projetos na área de segurança pública destinados, dentre outros, a:
I - reequipamento, treinamento e qualificação das polícias civis e militares, corpos de bombeiros militares e guardas municipais;
II - sistemas de informações, de inteligência e investigação, bem como de estatísticas policiais;
III - estruturação e modernização da polícia técnica e científica; IV - programas de polícia comunitária; e
V - programas de prevenção ao delito e à violência. [...].
§ 2º Na avaliação dos projetos, o Conselho Gestor priorizará o ente federado que se comprometer com os seguintes resultados:
I - realização de diagnóstico dos problemas de segurança pública e apresentação das respectivas soluções;
II - desenvolvimento de ações integradas dos diversos órgãos de segurança pública;
III - qualificação das polícias civis e militares, corpos de bombeiros militares e das guardas municipais;
IV - redução da corrupção e violência policiais; V - redução da criminalidade e insegurança pública; e VI - repressão ao crime organizado.
§ 3o Terão acesso aos recursos do FNSP:
I - o ente federado que tenha instituído, em seu âmbito, plano de segurança pública; e
II - o Município que mantenha guarda municipal ou realize ações de policiamento comunitário ou, ainda, implante Conselho de Segurança Pública, visando à obtenção dos resultados a que se refere o § 2o deste artigo.
[...] .
§ 5o Os recursos do FNSP poderão ser aplicados diretamente pela União
ou repassados mediante convênios, acordos, ajustes ou qualquer outra modalidade estabelecida em lei, que se enquadre nos objetivos fixados neste artigo." (NR).
Art. 5o Os entes federados beneficiados com recursos do FNSP
prestarão ao Conselho Gestor e à Secretaria Nacional de Segurança Pública informações sobre o desempenho de suas ações na área da segurança pública." (NR)
Nesta nova redação o FNSP apoiaria os projetos de reequipamento, os de
treinamento e qualificação dos profissionais das polícias civis e militares, incluindo
os integrantes dos corpos de bombeiros militares e guardas municipais. Na lei
anterior só se observava o reequipamento das polícias estaduais.
Além dos sistemas de informações e de estatísticas policiais, se fez
menção a inteligência e investigação policial, bem com, a estruturação e
modernização da polícia técnica e científica e aos programas de prevenção ao delito
e à violência. Sendo estes os parâmetros dos projetos a serem apoiados pelo PNSP,
ampliando assim, o que foi enunciado na lei anterior. Apenas no que se refere aos
programas de polícia comunitária não foi modificado o texto original do ano 2000.
Na avaliação dos projetos pela SENASP foi instalado um maior rigor ao
desempenho dos entes federados, pois, ao se determinar o diagnóstico dos
problemas de segurança pública, deveriam ser apresentadas também as respectivas
soluções, além da exigência do desenvolvimento de ações integradas dos diversos
órgãos de segurança pública e de ser observada a qualificação dos policiais civis e
militares e dos integrantes dos corpos de bombeiros militares e das guardas
municipais. Os projetos deveriam ser canalizados para a redução da corrupção, da
violência policial e da criminalidade e insegurança pública e por fim, para serem
contemplados, foi estabelecida outra determinante aos Estados, ênfase na
repressão ao crime organizado. Sendo estes os esforços e os resultados
esperados a fim de serem priorizados pelo Conselho Gestor na exigência da
avaliação dos projetos de segurança pública.
Além da definição das exigências avaliativas ficou estabelecido que os
recursos do FNSP seriam acessíveis ao ente federado que tivesse instituído, em seu
âmbito, um plano de segurança pública; e, o Município que mantivesse uma guarda
municipal ou realizasse ações de policiamento comunitário ou, ainda, implantasse o
conselho municipal de segurança pública. Neste caso a modificação foi mais enfática
em relação aos municípios na exigência da manutenção Guardas Municipais ou na
alternativa de que se não pudessem mantê-las, realizasse ações de policiamento
comunitário ou que implantasse o conselho municipal de segurança pública.
Houve uma maior possibilidade de repasse dos recursos do FNSP “os
quais poderiam ser aplicados diretamente pela União ou mediante convênios,
acordos, ajustes ou qualquer outra modalidade estabelecida em lei.
[...]”. (§ 5º, do
artigo 5º).
No novo artigo 5º ficou ainda estabelecido que os entes federados
beneficiados com recursos do FNSP deveriam prestar informações sobre o
desempenho de suas ações na área da segurança pública ao Conselho Gestor e
também à Secretaria Nacional de Segurança Pública. Esta última não era
mencionada na redação anterior.
Com os recursos devidamente assegurados e com as condições de controle, desempenho e avaliação estabelecidos, uma parte importante do Plano Nacional de Segurança Pública estava idealizado, mas só a questão financeira, por si só, não faria muita diferença tinha também que serem estabelecidas as metas sociais de controle da violência a serem alcançadas e para tanto, foi criado um plano especificamente com esta finalidade. Então foi criado Plano de Integração e Acompanhamento de Programas Sociais de Prevenção à Violência (PIAPS), o qual será alvo da seqüência desta elaboração científica.