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AKP’nin İktidardaki Eylemleri ve Konjonktürü Kavrama

1.2. Filistin Sorununun Doğuşu

3.2.2 AKP’nin İktidardaki Eylemleri ve Konjonktürü Kavrama

Brandão DC, Carvalho L, Frutuoso Júnior J e Dornelas de Andrade AF.

Daniella Cunha Brandão*

Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Pernambuco Afiliação pela Universidade Federal do Rio grande do Norte

Larissa Carvalho

Aluna de iniciação científica pela Universidade Federal de Pernambuco. Afiliação pela Universidade Federal de Pernambuco.

Jasiel Frutuoso Júnior

Aluno de iniciação científica pela Universidade Federal de Pernambuco. Afiliação pela Universidade Federal de Pernambuco.

Armèle Dornelas de Andrade PhD pela Bhristh Columbia-Canadá

Afiliação pela Universidade Federal de Pernambuco. Professora Adjunta do Departamento de Fisioterapia.

Correspondência

Daniella Cunha Brandão

Rua Carlos Fernandes, 84 Hipódromo Recife-Pe

47 Resumo

Objetivos: Avaliar a distribuição regional da ventilação pulmonar em indivíduos com insuficiência cardíaca crônica (ICC) após serem submetidos a um programa de treinamento da musculatura inspiratória (TMI) e correlacionar com a capacidade funcional e com qualidade de vida nestes doentes. Métodos e resultados: Dezenove pacientes com ICC foram randomizados em dois grupos: Grupo controle e Grupo TMI. Antes e após o treinamento muscular, os sujeitos incluídos foram submetidos ao protocolo de avaliação dos músculos respiratórios, espirometria digital, pletismografia opto eletrônica (PEO), teste de caminhada de 6 minutos(TC6M) e questionário de qualidade de vida(MLHFQ). Não houve diferença para função pulmonar após o período de 12 semanas para ambos os grupos. Entretanto, para o grupo TMI observa-se um aumento da PiMáx e PiMáx predita; no escore do MLHFQ e na distância percorrida do TC6M além de uma diminuição do Borg após o TC6M em relação ao grupo controle. Para a POE, o grupo TMI apresentou maiores valores de volume total de caixa torácica (Vcw), volume de caixa torácica abdominal (Vrc,a) e volume abdominal (Vab) em relação ao grupo controle. Conclusões: O TMI para pacientes portadores de ICC mostrou-se eficaz para melhora na força muscular, capacidade funcional e qualidade de vida para esta população. Este trabalho também observou o comportamento da distribuição dos volumes pulmonares para o sistema tóraco- abdominal nesta população, elucidando que maiores volumes nos compartimentos da caixa torácica abdominal e no compartimento abdominal podem refletir em uma maior efetividade da contração diafragmática.

Palavras-chave: Insuficiência cardíaca, músculos respiratórios e pletismografia opto- eletrônic

48 Abstract

Objective: To evaluate the regional distribution of pulmonary ventilation in patients with chronic heart failure (CHF) after undergoing a program of inspiratory muscle training (IMT). Methods and results: Nineteen patients with CHF were randomized into two groups: control and IMT Group. Before and after muscle training, the subjects underwent protocol included assessment of respiratory muscles, digital spirometry, opto-electronic plethysmography, test 6-minute walk (6MWT) and quality of life questionnaire (MLHFQ). There was no difference in lung function after a period of 12 weeks for both groups. However, for the IMT group there is an increase in MIP and MIP predicted, the score and distance MLHFQ, 6MWT and a decrease in the Borg after 6-MWT compared with the control group. The IMT group had higher values Vcw (total rib cage volume), Vrc,a,( abdominal rib cage volume) and Vab (abdominal volume) in the control group. Conclusions: The IMT for patients with CHF was effective for improvement in muscle strength, functional capacity and quality of life. This work also observed the behavior of the distribution of lung volumes to the system thoracoabdominal in this population, explaining that higher volumes in the abdominal compartment of the chest and abdomen may reflect a greater effectiveness of diaphragmatic contraction.

49 1. INTRODUÇÃO

A Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC) é uma síndrome complexa que se manifesta em função de anormalidades cardíacas de origem estrutural ou funcional, resultando em falhas no enchimento/ejeção do sangue ventricular. Como conseqüência, o coração torna-se inábil para suprir adequadamente a demanda sanguínea tecidual.1,2

Os principais sintomas de ICC são a dispnéia e a fadiga,3,4 sendo estes resultantes de uma interação fisiopatológica que vai além do distúrbio hemodinâmico em si.3-6 Investigações apontam que os pulmões, excetuando-se a possibilidade de prejuízos na função pulmonar, não são os responsáveis pela diminuição da capacidade funcional em pacientes com insuficiência cardíaca crônica (ICC).4 Observando que as limitações hemodinâmica e pulmonar não esgotam as explicações fisiopatológicas para o aparecimento da fadiga e dispnéia em pacientes com ICC, vários estudos apontam o papel de anormalidades na musculatura esquelética em pacientes portadores de ICC.6,7

Fadiga e dispnéia limitam as atividades da vida diária e realização de exercício em pacientes com ICC.8 Estes sintomas podem ser explicados por uma atrofia da musculatura esquelética, diminuição percentual das fibras do tipo I em relação as fibras do tipo II, diminuição de enzimas oxidativas com rápido esgotamento dos mecanismos glicolíticos, além de uma diminuição do número e tamanho das mitocôndrias.9 Além disso, é sugestivo que a fraqueza da musculatura respiratória pode estar envolvida no aumento do trabalho da respiração durante a hiperpnéia necessária para realização de atividades com maior gasto energético.10

50 A disfunção da musculatura inspiratória consiste em uma redução na capacidade de gerar pressão e força pelos músculos inspiratórios. Esta diminuição na força destes músculos pode ser atribuída a mudanças histológicas e bioquímicas. Estudos histológicos observaram a partir da biópsia do diafragma de indivíduos com ICC um aumento na proporção de fibras do tipo I, sugerindo um mecanismo compensatório a sobrecarga ventilatória exercida por este músculos. 11 Além disso, a diminuição da força destes músculos também pode ser explicada pela redução do diâmetro das fibras musculares levando a alterações mecânicas.12 Clinicamente, esta disfunção pode levar a limitação ao exercício e deteriorização na qualidade de vida, bem como piora no prognóstico destes doentes.10

Tendo como objetivo a diminuição da disfunção da musculatura inspiratória em pacientes com ICC, alguns estudos demonstram os efeitos do Treinamento Muscular Inspiratório (TMI). 8,10,13 A musculatura inspiratória, em especial o músculo diafragma, apresentam plasticidade, a qual está sujeita aos princípios do treinamento.14 Considerando a especificidade do treinamento, o TMI melhora a função respiratória nas atividades diárias quanto ao tipo de padrão de recrutamento muscular requerido durante o exercício ou atividades da vida diária do paciente. 15

Chiappa et al 13, em um estudo mais recente, observou aumento de 72% da PiMáx em pacientes com ICC que realizaram o TMI portadores de ICC associada a fraqueza da musculatura inspiratória, quando comparados aos pacientes que não realizaram o treinamento. Este estudo também observou que o TMI induz marcantemente a hipertrofia diafragmática, através de análises ultrassonográficas.

51 Outro aspecto de importante relevância clínica em um paciente com ICC é a presença da cardiomegalia em alguns pacientes. Na cardiomegalia, o volume torácico tem sua expansão limitada, onde a restrição extra-pulmonar pode ocorrer causada pela existência de uma competição pelo espaço intratorácico entre os pulmões e o coração. Com o avanço e agravamento da doença, associados a cardiomegalia, mais freqüentes e graves são os estados de dispnéia aos menores esforços e mais precocemente fadiga muscular é instalada.14-15

Assim, este estudo tem como objetivo avaliar a distribuição regional da ventilação pulmonar em indivíduos com ICC após serem submetidos a um programa de treinamento da musculatura inspiratória e correlacionar com a capacidade funcional e com qualidade de vida nestes doentes.

2.MÉTODOS

Benzer Belgeler