1. BÖLÜM: POZİTİF PSİKOLOJİYE GİRİŞ
1.2. Pozitif Psikoloji Odaklı Müdahaleler
1.3.1. İyi Olmanın İki Ayrı Formülasyonu: Psikolojik (Eudaimonik) İyi Olma ve Öznel (Hedonik) İyi Olma Öznel (Hedonik) İyi Olma
1.3.1.1. Öznel İyi Olma
3.1.2. A Liga Pró-Língua Nacional.
Com o passar do tempo, a Inspetoria Geral das Escolas Particulares e Nacionalização, sob chefia de Luiz Sanches B. de Trindade83, percebeu que não seria suficiente apenas realizar o fechamento de escolas, suspensão e afastamento de professores, ou ainda aplicar punições aos pais infratores. Em seus relatórios enviados à Superintendência Geral do Ensino, Trindade observou a necessidade de fazer com que os dispositivos legais aplicados sobre as escolas particulares fossem incorporados pelo próprio corpo docente e discente das escolas vistoriadas, facilitando o trabalho de acompanhamento que os inspetores escolares deveriam realizar.
Foi então que Trindade propôs a criação da associação escolar Liga Pró- Língua Nacional nas escolas. Esta associação era composta por alunos do primário que estivessem avançados no aprendizado do idioma português em relação aos demais. Sob a orientação de um professor, com a supervisão do diretor da escola, auxiliavam os demais alunos com dificuldades no aprendizado do idioma oficial, possibilitando uma maior integração entre as crianças que não falavam o português com os demais alunos. Esta assistência despendida aos alunos atrasados no ensino era realizada durante o intervalo escolar. Neste momento era impreterivelmente proibido conversar em idioma alemão e, para isso, havia professores espalhados pelo pátio que exigiam o cumprimento desta norma84. No intervalo, entravam em cena os membros da Liga Pró- Língua Nacional que, através de formas lúdicas como jogos, canções e pequenas histórias, familiarizavam os demais alunos com o novo idioma que devia ser aprendido. É sabido, também, que durante este intervalo era recomendado aos alunos a troca de
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Já havia trabalhado anteriormente, como integrante da equipe de Orestes Guimarães, na Primeira Campanha de Nacionalização do ensino.
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Em entrevista realizada com o teuto-brasileiro Carl Ernst Hoppe (HOPPE, 2005), ele relatou que, quando aluno, junto com outros estudantes, foi convidado pelo professor a participar de uma equipe responsável por delatar alunos que se comunicassem em alemão escondidos, durante o intervalo.
figurinhas, com fotos de heróis nacionais, que estes deveriam colecionar. Durante esta atividade os membros da Liga Pró-Língua Nacional deveriam contar um pouco sobre a biografia destas personalidades.
Outra forma desenvolvida para auxiliar neste aprendizado foi a criação de jornais escolares. Através de pesquisa realizada no Arquivo Histórico de Ibirama, foi possível consultar inúmeras edições de diferentes periódicos escolares publicados nas escolas municipais da região de Hamônia. Dentre os exemplares examinados estão inclusas edições dos seguintes periódicos: O Sabiá (1943), da Escola Mista Municipal de Rio Scharlach; O Éco (1943), da Escola Mista Municipal de Alto Rio dos Índios; A Sineta (1943), da Escola Municipal de Rafael; Alegria Infantil (1943), da Escola Mista do distrito de Gustavo Richard; A Folha (1943), da Escola Mixta Municipal de Rafael Cedro; e O Lar (1945), da Escola Municipal de Ribeirão Tucano.
Estes periódicos eram redigidos a mão pelos próprios alunos em folhas de almaço e logo no início apresentavam um cabeçalho que constava: O nome da escola, o município na qual ela estava situada, o ano e o número da tiragem e os membros que compunham a equipe responsável por editar o mesmo. No caso particular do jornal Alegria Infantil, a jovem equipe editorial tinha o costume de iniciar a edição com a poesia “Escola”, uma ação interessante, pois evidencia a função que o jornalzinho tinha de valorizar a instituição escolar em meio aos seus leitores:
A escola é mansão sagrada. Templo sublime
Que amor exprime. Catedral iluminada. Divina estância
Que ampara a infância. As letras do alfabeto
São claridade, luz e verdade. Do mestre o risonho afeto. Feliz se evola na paz da escola A criança que hoje estuda. Semêa a rir o seu porvir.
E quando a Pátria saúda Lhe dá o penhor
Do seu amor. (ALEGRIA INFANTIL, 1943).
Ao longo do corpo de tais jornais é possível, também, verificar diversos desenhos com temas cívicos que acompanham o texto escrito. No que diz respeito ao grupo de alunos incumbidos da edição e publicação, a divisão cumpria sempre os seguintes cargos: Diretor, Gerente e um ou dois repórteres, em alguns casos havia os sub-diretores e os sub-gerentes, e eram supervisionados por um professor.
Graças à matéria “Eleição da nova diretoria”, do jornal A Folha, de 31 de março de 1943, é crível conhecer a forma que se dava a escolha anual dos novos membros:
Em vista de que os membros da Diretoria desta jornalzinho, fizeram conclusões do curso nos exames finais de 1942, era necessário organiza-lo novamente, para que o referido jornalzinho, circulasse no presente ano. Já havia sido nomeado o aluno Edgar Reinert para Gerente, mas faltava a Diretora. Então foi resolvida uma eleição, para que, a escolha fosse por meio de votos. Pois o numero de alunos do 3° ano, existentes, em nossa escola são cinco, a saber: Edeltraut Naatz, Erna Schmithd, Gertrudes Schulz, Helga Kindlein e Irmgard Padaratz. O professor não queria escolher uma dentre elas, e descontentar as demais. Por isso, dia 11 do corrente dentro da sala de aula, procederam-se a referida eleição. Cuja eleição, ocorreu em festiva alegria. O professor escreveu os nomes das cinco alunas no quadro, e reuniram os outros alunos, “eleitores” a fim de fazer experiência à dignidade da nova Diretora. Entretanto, foi sugerida opinião de cada qual alunos e alunas e coube a maioria de votos a aluna Gertrudes Schulz, que recebeu com grande satisfação, o cargo de nova Diretora. Para que não houvesse descontentamento, o professor nomeou o aluno Coniberto Krieser para 2° Gerente, a aluna Erna Schmithd para Sub-diretora e os demais alunos e alunas do 3° ano para Repórteres (A FOLHA, 1943, p. 01).
Estes noticiários eram publicados mensalmente, e as notícias a serem divulgadas eram fatos que, segundo os inspetores escolares, cabiam a todos os alunos da escola saber. Dentre elas, destacam-se informações sobre os acontecimentos locais de seus respectivos municípios. Como, por exemplo: datas de aniversário, notas de nascimento e falecimento de moradores locais, professores e alunos que eram transferidos para outras escolas ou, ainda, pequenos dizeres moralizantes e piadas.
Um camarada passa de trem por um campo cheio de gado e diz para outro: Vês? Que bonita boiada! 105 cabeças. Mas?, respondeu o companheiro. Como diabo pudeste contar tão rápido passa o trem? Muito fácil: Contei as pernas e dividi por quatro...(ALEGRIA INFANTIL, 1943, p. 04).
E havia, também, pequenas biografias de personalidades nacionais, bem como textos que homenageavam a data de nascimento dos mesmos. Este fato pode ser constatado no jornal escolar A Sineta que relembrou o aniversário do presidente Getúlio Vargas, por meio da noticia intitulada “Dia 19 de abril”, publicada no dia 30 de abril de 1943:
É um grato dever para nós todos, e estamos cheio de contentamento por ver que o Presidente da República Sr. Dr. Getúlio Vargas contou mais um ano de vida útil e proveitosa à Pátria e a família. O intenso júbilo que nos vai n’alma, jubilo que só iguala a gratidão que no nosso coração existe pelo bem que ele tenha feito não só à nós, mas a todos que existem no Brasil. Assim a data de hoje é a festa comemorativa de um justo e de um bom. Que Deus o proteja, são os votos que fazem a ele os alunos desta escola. (FRECH, 1943, p. 01). Outros acontecimentos nacionais também eram bastante enfatizados. Dentre eles, pode-se entender a constante preocupação que o jornal escolar tinha de reforçar em seus leitores o imaginário da nação brasileira. Desta maneira, a quantidade de textos que propõem narrar brevemente a formação do território brasileiro, oferecer hinos nacionais e apresentar poesias, redigidas pelos próprios alunos, que exaltam a cultura nacional são de significativa importância.
No caso relacionado à formação territorial e cultural do Brasil, observam-se dois exemplos. O primeiro esta presente no texto “O que é o Brasil”, publicado no jornal O Eco, de 1943:
O Brasil é tudo o que temos feito em prol do progresso da moral da cultura da liberdade e da fraternidade. O Brasil não é o Solo o mar o céu que tanto cantamos. É a História de que não fazemos caso nenhum. Brasil é a obra de seus construtores ou melhor daqueles que o tiraram do nada Selvagem e o fizeram terra civilizada. É o trabalho dos jesuítas em plena floresta transformando antropófagos em seres
humanos. O Brasil é coragem dos defensores do seu solo. É Estácio de Sá e Mem de Sá repelindo Francezes no Rio de Janeiro. É Jerônimo de Albuquerque, repelindo os Francezes no Maranhão. São os patriotas de Pernambuco arrasando o domínio holandês do Norte. O Brasil é obra dos bandeirantes: Antonio Raposo, Fernão Dias Paes Lemes, Bartolomeu Bueno desbravando sertões a procura e ouro e pedra preciosas e formando povoações. É a lavoura da cana de assucar do café do algodão do cacau, da borracha. As criações das industrias. É o trabalho dos escravos. É a inconfidências Mineira com Tiradentes. É a Independências com Jose Bonifácio. É o verbo de Ruy Barbosa. É a Republica com o Marechal Deodoro. O Brasil é a espada de Duque de Caxias. General Osório. Almirante Barroso que defenderam o Brasil contra o ditador Lopes. E finalmente é a criação do Estado Novo inteligente organizado pelo eminente chefe Exmo. Sr. Dr. Getúlio Vargas cujo valor a sua inteligência é reconhecida por todos os Brasileiros. Eis o que é o Brasil (DOROW,1943, p. 03)
O segundo exemplo aparece no jornal A Sineta, de 1945, com o texto “Os presidentes da Nação”, que procura formular um ideário de nação muito próximo com o ideal proposto pelo Estado Novo:
A família, meninos é formada pela reunião de pessoas do mesmo sangue que trabalham para o bem de todos que se amam e protegem durante a vida toda. Respeitando-se e obedecendo-se uns aos outros. É uma pequena sociedade dirigida por dois chefes modelos: o pai e a mãe. A nação é uma família muito grande também dirigida por um chefe a quem todos obedecem. O Brasil é uma grande nação cujo chefe é chamado de presidente. Dirige-o atualmente o Dr. Getúlio Vargas. Antes dele a nossa querida Pátria teve com presidentes os seguintes brasileiros ilustres: marechal Deodoro da Fonseca, marechal Floriano Peixoto, dr. Prudente de Morais, dr. Campos Sales, dr. Rodrigues Alves, dr. Afonso Pena, dr. Nilo Pesanha, marechal Hermes da Fonseca, dr. Venceslau Braz, dr. Epitácio Pessoa, dr. Artur Bernardes e dr. Washington Luiz. Pelo muito que trabalharam em bem da nossa querida Pátria, todos estes presidentes são dignos da nossa estima e do nosso respeito. (QUISINSKI,1945, p.01).
Além disso, verifica-se, também, a presença dos valores apregoados pela Igreja Católica. Nota-se com isso, que a cultura nacional difundida nas escolas públicas apresentava um forte viés deste segmento religioso que, no caso das regiões ocupadas pelos teuto-brasileiros, procurava atrair fiéis que historicamente se identificavam com a religião protestante. Abaixo segue a transcrição do texto “O problema de todos”, publicado no jornal escolar A Folha:
O Brasil só será grande na medida em for de Nosso Senhor. E o Brasil só será todo de nosso Senhor, quando possuir um numero de sacerdotes, capaz de atender aos seus interesses espirituais. Terra privilegiada, terra bendita de Santa Cruz! Para o coração que deseja ver sempre mais perto de Deus, porquê nasceste a sombra da Cruz, como é doloroso contemplar-te tão necessitada de sacerdotes! A tua linda capital, e Cidade Maravilhosas precisa de mil padres e não possue 200. Por que esta crise espantosa de sacerdotes?E tu, ó Brasil, só serás grande no dia em que fores inteiramente de Deus. Não são os engenheiros não são os militares, não são os advogados, não são os médicos que te elevarão a gloria. Todos eles contribuirão certamente para tua grandeza material. Mas os buriladores das almas imortais, os construtores para a eternidade, são os sacerdotes quem Deus confiou de modo especial a missão sublime de elevar, engrandecer, conduzir as almas ao caminho que leva ao céu. Brasileiro! Todos a uma sejamos brasileiros, concorrendo para o aumento das vocações sacerdotais em nossa extremecida Pátria.
Além destas matérias, havia noticiários sobre as duas principais sociedades escolares da época: boletins sobre o Pelotão Saúde e a Liga Pró-Língua Nacional. Conforme atestam os jornais escolares consultados, o Pelotão Saúde era composto por alunos que exerciam o cargo de monitores em sala de aula, e eram responsáveis por assegurar a higiene em sala de aula85. A seguir cita-se um informe intitulado: Pelotão Saúde referente ao mês de Março de 1943, retirado do jornal Alegria Infantil, que pertencia à Escola Mixta Municipal de Caminho do Posto, no distrito de Gustavo Richard, do município de Hamônia.
Tendo em vista de alcançar e conservar o que notamos pelos respectivos dizeres da flâmula: Saúde, Força e Alegria, estamos em função de efetuar diariamente os trabalhos deste Pelotão. Não é muito grande o numero dos que foram tratados de saúde durante o mês, porem, maior é o cuidado, a higiene e ao anseio, ao que tomamos conta (EBEL, 1943, p.02).
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A educação sanitária, moral e cívica do corpo e da mente eram o trampolim para o sucesso da construção de um bom trabalhador, segundo a concepção do Estado Novo. O mundo escolar tornou-se um espaço disciplinador muito eficiente para que a disciplina não só da mente, mas do corpo também proporcionasse cidadãos sadios. Conforme demonstra Virtuoso (2005): “O Pelotão Saúde foi uma das organizações impostas às escolas pelo Estado por meio dos inspetores. [...] Segundo a historiadora Cynthia Machado Campos, ‘As questões educacionais apareceram vinculadas à temática do saneamento e da higiene’. Nereu Ramos priorizou a saúde e educação como carro chefe de seu governo. O indivíduo saudável e instruído começou a ser idealizado para a construção da identidade brasileira: ‘a escola foi a instituição onde pareceu ser possível, naquele momento, atingir amplos segmentos da população no sentido de normalizar, homogeneizar, disciplinar, ordenar e higienizar hábitos e comportamentos’”. (VIRTUOSO, 2005, p.6)
Já os boletins sobre a Liga Pró-Língua Nacional86 eram mais recorrentes e demonstravam a situação em que se encontrava o aprendizado da língua portuguesa. Abaixo aparece um boletim redigido pelo aluno Heberto Voigt, secretário do jornal Alegria Infantil.
Estando presentes todos os alunos desta escola de Caminho do Posto, reuniu-se esta no dia 17 do mês em curso, a fim de prestar entrevista à Liga Pró-Língua Nacional. Verificou-se que esta está funcionando com plena satisfação, bem, em relação à língua vernácula, não existindo mais qualquer fôlego de idioma estrangeiro. Foi bem aproveitado esta reunião em contar histórias e ver gravuras e álbuns dos quais esta liga já possue três bem organizados. Tudo pela grandeza da nossa Pátria! (VOIGT, 1943, p.02).
Estes informativos relatavam também sobre as reuniões mensais que eram realizadas pela Liga Pró-Língua Nacional pertencente à mesma “Escola Mixta Municipal” citada acima. Por esta amostra constata-se que o encontro consistia em uma palestra proferida pelo professor, na qual ele recordava o senso de fidelidade que os alunos deveriam ter para com o país e a língua nacional. Em seguida, os alunos deveriam expor seus álbuns uns aos outros para mostrarem as qualidades geográficas e históricas do Brasil e, por fim, o aluno com o cargo de orador encerrava o encontro narrando aos demais a história de um herói nacional.
As informações publicadas nestes jornais escolares sobre os problemas
enfrentados na escola e no próprio município tinham importância para os alunos similar à do rádio, pois os mantinham atualizados com os feitos do governo. O mesmo coube à linguagem jornalística, adotada nestes jornais escolares, responsável por padronizar a
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Assim como o Pelotão Saúde e a própria diretoria do jornal escolar, seus membros eram renovados anualmente.
escrita com o objetivo de suplantar os regionalismos lingüísticos87. Como pode-se constatar na matéria intitulada A nossa escola, presente no jornal A Sineta, de 1943:
1° No dia 10 deste mês foi renovado a diretoria do Jornal Escolar, no dia 13 foi renovada a diretoria do Pelotão Saúde e no dia 24 à da Liga- Pró Língua Nacional. 2° Na nossa escola têm 45 alunos matriculados e falta matricular 18 crianças ainda, a professora esta esperando à desdobrar a escola no mês de março 3º A nossa escola este ano é freqüentada por cinco filhos de estrangeiros. 4 º Não há nesta localidade nenhuma família estrangeira, cujo filho não freqüenta a escola. 5° Falta pintura na sala de aula e cerca por fora para fazer o clube agrícola. 6° Este ano há muitas crianças pobres que freqüentam a escola sem uniforme e a Caixa Escolar88 aqui é muito fraca, não dá para comprar o uniforme. (KRUGER,1943, p.04)
Estas propostas educacionais criadas pela Campanha de Nacionalização revelaram-se de grande produtividade, pois faziam com que a língua portuguesa fosse divulgada e valorizada entre os próprios estudantes, mantendo-a constantemente ativa entre eles. Como se percebe acima, a direção escolar, com o auxílio dos inspetores escolares e gerais, desenvolveu uma estrutura organizacional entre os jovens escolares capaz de gerar disciplina e comprometimento deles para com a própria escola.
Para aqueles grupos escolares que tinham definitivamente suas atividades suspensas pelo governo, ocorria o cumprimento do artigo 21°.
Fechado estabelecimento particular de ensino primário, com freqüência escolar, promoverá, desde logo, o Departamento de Educação, no mesmo local ou dentro na mesma área a abertura de escola estadual, com capacidade correspondente à do estabelecimento interdito (decreto-lei nº 124 apud MONTEIRO, 1979, p.138). Por meio dos dados registrados em relatórios referentes à relação de escolas particulares fechadas em 1938 (por não cumprirem a legislação) e o número de novas
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Tais jornais tiveram uma importância fundamental. Constata-se a proposta de Anderson (1989), em afirmar que o jornal tinha a função de assegurar que a idéia de uma comunidade política imaginada fosse firmada entre os leitores, no caso presente o público alvo era o infantil.
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Ao que parece, a “Caixa Escolar” funcionava como um fundo monetário adicional que cada escola municipal tinha. A arrecadação de dinheiro para este caixa era feita entre os próprios alunos e os moradores do município. Tratava-se de um dinheiro extra para suprir as dificuldades materiais que o Estado não pudesse atender nas escolas.
escolas criadas pelo Estado no mesmo ano89, constata-se que os números foram equivalentes. No caso de Hamônia, foram suspensas 20 escolas em 1938, e criadas no mesmo ano 17 escolas estaduais e 4 municipais. Para a abertura das novas escolas, levavam-se em conta as normas estipuladas pelos decretos-leis; sobretudo, as relacionadas ao processo de nacionalização. A organização do corpo docente procurava atender, sem prejuízo à legislação, a oferta da região, desde que os professores tivessem o domínio da língua portuguesa.
Todavia, o governo percebeu que não bastava apenas oferecer escolas públicas e estipular normas nas escolas particulares que permaneceram abertas para promover a alfabetização dos alunos no idioma português, pois muitos destes continuavam apresentando sérias deficiências no aprendizado. A suspeita era de que o uso do idioma nacional pelas crianças sofria retaliações fora dos espaços escolares, ou seja, nos outros espaços públicos – igreja e associações recreativas – e no lar. Dessa forma, o Estado Novo precisou ampliar o processo de nacionalização para além da escola, pois ele começava a perceber que somente atuando no campo escolar não seria possível concretizar seus objetivos. Fazia-se necessário intervir sobre o público adulto, já que este, além de criar resistência à aceitação de valores culturais nacionais, a partir de 1938, era tido como suspeito de promover a instalação de células políticas do
Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP) – Partido Nacional Socialista
dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazi90) – no território nacional91.
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Departamento de Educação. Relatório do Departamento de Educação –1938. Secretária do Interior e Justiça. Florianópolis apud MONTEIRO, 1979, p.107-113.
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O termo Nazi é uma contração da palavra alemã (NA)tionalso(ZI)alist – Nacional Socialista – que significava a proposta política da NSDAP.
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Esta ação política realizada sobre os teuto-brasileiros adultos é conhecida popularmente entre a população catarinense como “a Nacionalização”.