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Çocuk Parası Miktarları (Avro)

Belgede 2017 YILI RAPORU (sayfa 117-122)

9. Hayvan Bakıcıları

4.3. SOSYAL GÜVENLİK

4.3.2.11. Çocuk Parası Miktarları (Avro)

Em seus primeiros estudos de Teoria da norma, Bobbio apresenta uma classificação dos tipos de normas existentes, porém não relaciona diretamente essa diferenciação entre as normas com o tipo de sanção. Isso somente ocorre nos seus estudos sobre a teoria da função do Direito.

A classificação inicial de Bobbio estava presa aos moldes dos estudos de Kelsen e não dependia diretamente da sanção, uma vez que a principal sanção tratada pelo autor da teoria pura é a sanção negativa. Uma distinção entre os diferentes tipos de normas ou sanções só tem sentido para poder entender uma determinada concepção de Direito. A mera classificação não tem sentido por si só.

Bobbio entende como relevantes somente a sanção positiva e a sanção negativa. Outras classificações utilizadas por alguns jusfilósofos e juristas não têm relevância para seu conceito de Direito. Dessa maneira, é deixada de lado a diferenciação entre as sanções como: sanções místicas, sanções éticas, sanções satíricas, sanções difusas e organizadas, sanções penais e civis, sanções acautelatórias, sanções de anulação e nulidade, sanções diretas e indiretas, sanções expiatórias, sanções por reciprocidade, sanções administrativas, sanções disciplinares etc..

As normas também recebem diversas classificações, porém Bobbio está interessado na diferenciação das normas quanto a alguns critérios específicos.

Dentre eles está o critério formal, ou seja, aquele que distingue as normas gerais e as normas singulares. Essa classificação leva em conta a especificidade do sujeito destinatário das normas. Estabelece quatro requisitos para as normas (generalidade, abstração, individualidade e concretude) e com sua combinação distingue as normas em: gerais e abstratas; gerais e concretas; normas individuais e abstratas; e normas individuais e concretas. Outro critério lógico é utilizado para distinguir as normas categóricas e hipotéticas.

Um critério de diferenciação de normas é o de normas negativas e positivas, que tem relação com a proposição que nega ou afirma algo. Os primeiros estudos de Bobbio lidam com uma análise lógica do Direito, ou seja, a estrutura do Direito. Ao tratar da teoria da função do Direito que se utiliza da classificação positiva e negativa, poderia-se fazer a ligação entre a mesma classificação para as normas. Bobbio entende que não há ligação entre a norma positiva e negativa e as sanções negativas e positivas. A classificação da norma tem como critério uma distinção lógica, ligado a um estudo da estrutura do Direito, enquanto a classificação das sanções leva em conta o critério da função.

Bobbio entende que não há uma relação direta entre a norma positiva e a sanção positiva, assim como não há relação entre a norma negativa e a sanção negativa. Isso leva o jusfilósofo italiano a afirmar:

“Ainda que, de fato, as normas negativas se apresentem habitualmente reforçadas por sanções negativas, e as sanções positivas se apresentem predominantemente predispostas ao (e aplicadas para) o fortalecimento das normas positivas, não há qualquer incompatibilidade entre normas positivas e sanções negativas, de um lado, e normas negativas e sanções positivas de outro”320.

Não há uma identidade entre o critério positivo e negativo das normas e sanções. Porém, as normas negativas estão associadas geralmente às sanções negativas. O Direito penal é um ramo que se destaca pela grande incidência desse tipo de relação. Kelsen tira do Direito penal grande parte de seus exemplos de sanção, o que permite que essa relação entre a norma e a sanção negativa se estabeleça com facilidade. Outros ramos do Direito não

apresentam tantas normas negativas e nesses é possível se encontrar maior quantidade de sanções positivas.

Contemplando a generalidade, Bobbio associa normas positivas a comandos e normas negativas a castigos e a partir da combinação dessas normas com as sanções possíveis, admite quatro possibilidades: “a) comandos reforçados por prêmios, b) comandos reforçados por castigos, c) proibições reforçadas por prêmios, d) proibições reforçadas por castigos”321.

Não existe relação direta entre normas negativas, sanções negativas e função negativa do Direito; nem na versão positiva, ou seja, normas positivas, sanções positivas e função positiva. Porém, segundo Bobbio, existe uma relação entre as normas jurídicas e sanções jurídicas, normas sociais e sanções sociais, normas morais e sanções morais322. Bobbio entende nos

primeiros estudos sobre Direito, em especial na ‘Teoria da Norma Jurídica’, que a definição de Direito não pode ser dada a partir de uma ou outra espécie de norma. No entanto, a definição do Direito parece depender da sanção. Isso ficará mais forte quando Bobbio passa a lidar com a teoria da função do Direito.

As sanções positivas geralmente encontram-se expressas nas normas que propõem algum tipo de incentivo ou prêmio, que são conhecidas como leis de incentivo. Ao contrário das sanções negativas, as sanções positivas recaem em um tipo específico de norma. Essa especificidade das leis de incentivo não está na matéria, mas sim na forma como essas leis estipulam o comportamento desejado. Em regra, essa estipulação é mais complexa e detalhada que as utilizadas pelas normas com sanção negativa. Bobbio não faz a diferenciação, nem faz referência à relação das sanções positivas e a especificidade das normas de incentivo.

Porém, não se pode negar que essas leis têm uma forma muito diferente das leis que estipulam ou coíbem condutas. Há uma complexidade em se lidar com as especificações da norma, que é muito maior, tornando a sanção positiva, em casos mais complexos, possível somente de ser realizada por técnicos e especialistas na área. A hermenêutica dessas normas também é mais complexa e não apresenta uma consolidação de interpretações, o que muitas vezes aumenta a insegurança na sua utilização. A participação do

321 BOBBIO, N. A função promocional do Direito. In: Da estrutura à função. P, 6. 322 BOBBIO, N. Teoria da Norma Jurídica. (cap. I, 2) p, 26.

sujeito, ao atuar na sanção positiva, tem de ser muito mais pensada e desejada pelo sujeito do que na sanção negativa.

É possível afirmar que se muda todo um proceder das normas e das sanções quando se introduz as sanções positivas. Há uma grande dificuldade de lidar com esse tipo de sanção também pela sua novidade. Porém, já é possível afirmar com Bobbio que a sua utilização somente tende a crescer.

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